Híbridos Plug-in. Todas as autonomias em modo elétrico
Os híbridos plug-in combinam o melhor dos dois mundos: um sistema de propulsão convencional, constituído por um motor de combustão interna e uma caixa de velocidades, associado a um motor elétrico e a uma bateria. Atualmente, a autonomia elétrica média já supera os 50 kms, ultrapassando por isso a distância média diária de quilómetros do típico condutor europeu. Contudo, já existem modelos que se aproximam ou ultrapassam os 100 km de autonomia elétrica.

É a porta de entrada para a mobilidade elétrica (sem as limitações dos elétricos puros...). Os híbridos Plug-in (PHEV), ou de ligar à tomada, como também são conhecidos, ficam a meio caminho entre os motores de combustão (a gasolina ou gasóleo) e os elétricos. A tecnologia de um híbrido plug-in é composta pelo motor elétrico, uma bateria de iões de lítio e um motor de combustão, a gasolina ou gasóleo (atualmente só a Mercedes-Benz).
(Vejam também os elétricos com mais autonomia)
A grande diferença para o híbrido convencional está na maior capacidade da bateria de alta voltagem e na possibilidade de carregar a bateria com uma fonte de alimentação externa (carregador elétrico ou tomada doméstica).
Com a bateria carregada, o híbrido plug-in funciona como um puro elétrico, permitindo conduzir dezenas de quilómetros em modo elétrico, logo sem emissões e com um menor custo de “combustível”.
Quando a bateria atinge o limite mínimo, entra em cena o motor de combustão permitindo-lhe continuar a sua viagem sem a ansiedade de encontrar imediatamente um ponto de carregamento. Quando o nível de autonomia não permite condução em modo totalmente elétrico o carro funciona em sistema híbrido, combinando os dois motores para reduzir os consumos e emissões de forma significativa.
A vantagem é que nunca se fica “apeado” por falta de energia elétrica, sendo que o veículo funciona como um híbrido, a desvantagem é que não se trata de um puro elétrico, logo sem as vantagens fiscais (tributação autónoma, IUC, etc), “cheque elétrico” e os custos de manutenção de um elétrico. Ainda assim conta com reduções substanciais no Imposto Sobre Veículos (ISV). Têm também taxas de tributação autónoma que são 50% inferiores às taxas aplicadas a viaturas de combustão interna e permitem deduzir o IVA da viatura até ao limite de 50.000€ no custo de aquisição.
Atualmente, as autonomias médias, em modo elétrico, situam-se entre os 50 e os 60 quilómetros, chegando mesmo a 90 ou 100 km em alguns casos, o que já permite uma maior utilização elétrica entre cargas. Ou, sem o recurso ao motor a gasolina.
É também maior o número dos construtores que já aderiram a esta solução, algo mais evidente na Audi, BMW, Mercedes-Benz ou Volvo, por exemplo, com praticamente todos os modelos disponíveis com tecnologia Plug-in.
Outros construtores estão ligeiramente mais atrasados. É o caso, entre outros, da Alfa Romeo, Fiat, Opel, Mazda, Toyota ou Honda, embora alguns já tenham um longo currículo e experiência nos modelos híbridos convencionais.
Atualmente, as autonomias médias, em modo elétrico, situam-se entre os 50 e os 60 quilómetros, chegando mesmo a 90 ou 100 km em alguns casos, o que já permite uma maior utilização elétrica entre cargas. 
Tal como os elétricos, também há um elevado interesse em saber quais são PHEV com maior autonomia. Fique abaixo a saber quais são os 10 Plug-in com maior autonomia atualmente disponíveis em Portugal.
Os modelos com as maiores autonomias entre os híbridos Plug-in:
- Mercedes-Benz S 580e: 103km
- Mercedes-Benz GLE 350e 4MATIC: 95 km
- Mercedes-Benz GLE 350 de 4MATIC (diesel híbrido): 91 km
- BMW X5 xDrive45e: 88 km
- Mercedes-Benz A e A Limousine 250e: 69 km
- Mercedes-Benz CLA Shooting Brake e B 250e: 66 km
- Audi A3 Sportback TFSIe: 65 km
- Land Rover Discovery Sport P300e PHEV: 64 km
- Hyundai Ioniq Plug-in: 63 km
- BMW 530e: 61 km
E as autonomias de todos os modelos atualmente disponíveis em Portugal:
Nota1: as autonomias abaixo indicadas variam dependendo da versão, nível de equipamento, jantes escolhidas, além do tipo de condução e do tipo de percurso realizado.
Nota 2: a lista contempla apenas as marcas que dispõem de modelos híbridos Plug-in e modelos atualmente em comercialização em Portugal.
Na marca dos quatro anéis, são vários os modelos que dispõem de tecnologia híbrida Plug-in. O mais acessível, o A3 TFSIe, é também o que apresenta a maior autonomia (65 km), sendo que a solução Plug-in é adotada em todos os modelos de topo, sejam berlinas como o A6, como o Q7 ou Q5, por exemplo.
- A3 Sportback TFSIe: até 65 km (78 km em cidade);
- A6 TFSIe: até 53 km;
- A7 Sportback TFSIe: 52 km;
- Q7 55 TFSIe: 43 km;
- Q7 60 TFSIe: até 52 km;
- Q5 55 TFSIe: mais de 40 km.
A eletrificação da Bentley arrancou com o seu modelo menos consensual, o SUV Bentayga. A autonomia elétrica é de 39 km.
- Bentayga Hybrid: 50 km.
BMW
A BMW foi uma das marcas pioneiras na massificação dos Plug-in. Arrancou com o desportivo i8, mas tornou-se popular no 330e e no 530e, cujas vendas rapidamente ultrapassaram as versões a gasóleo, nomeadamente em Portugal. A solução estendeu-se praticamente a todos os modelos, incluindo os SUV. No X5, a autonomia aproxima-se da meta dos 100 km em modo elétrico.
- Série 2 Active Tourer: 80 km;
- Série 3 Berlina: 61 km (57 km na Série 3 Touring);
- Série 5 530e: 61 km (57 km na 530e Touring);
- Série 7 745e: até 58 km;
- X1 xDRIVE25e: 52 km;
- X2 xDRIVE25e: 53 km;
- X3 xDRIVE30e: 51 km;
- X5 xDRIVE45e: 88 km.
CITROËN e DS
A gama Plug-in da Citroën resume-se, para já, apenas ao C5 Aircross Hybrid. A autonomia é de 54 km. A mesma mecânica é utilizada na DS, nomeadamente no DS 7 E-Tense, com 58 km de autonomia.
- C5 Aircross Hybrid: 54 km;
- DS 7 E-Tense: 58 km.
A gama Plug-in da Ford é ainda igualmente “curta”, resumindo-se a dois modelos, ambos SUV, o Kuga e o topo de gama Explorer. O primeiro apresenta uma autonomia elétrica de 56 km, o segundo de apenas 42 km.
- Kuga Híbrido Plug-in: 64 km;
- Explorer Plug-In Hybrid: 42 km.
HYUNDAI
Atualmente, só o Ioniq conta com uma versão Plug-in (uma das três motorizações da gama Ioniq). Apresenta uma autonomia de 66 km.
- Ioniq Plug-in: até 63 km.
Também a Jaguar conta apenas com uma motorização Plug-in na sua gama. Encontra-se no SUV compacto E-Pace e anuncia uma autonomia de 55 km.
- E-Pace PHEV: até 55 km.
A gama 4xe, como é denominada a gama Plug-in da Jeep , conta com dois modelos, o Renegade e o Compass. Em breve será reforçada com idêntica versão no icónico Wrangler.
- Renegade 4xe: 50 km;
- Compass 4xe: 52 km,
A gama eletrificada da Kia varia entre os 48 km do XCeed PHEV e os 53 km do Optima SW PHEV.
- XCeed PHEV: 48 km;
- Niro PHEV: 49 km;
- Kia Ceed SW PHEV: 50 km;
- Optima PHEV: 53 km.
Também na Land Rover e Range Rover todos os modelos já são de ligar à tomada – nem o novo Defender “escapa” às tendências. As autonomias variam entre os 40 km e os 66 km do Range Rover Evoque.
- Defender P400e PHEV: 43 km;
- Discovery Sport P300e PHEV: 64 km;
- Velar P400e PHEV: 53 km;
- Range Rover Evoque P300e PHEV: até 55 km;
- Range Rover PHEV: até 100 km.
MERCEDES-BENZ
São poucos os modelos da Mercedes-Benz que “escapam” à eletrificação. A oferta arranca com o Classe A, e logo com 70 km de autonomia (chega aos 75 km no A Limousine), aproximando-se dos 100 km no GLE, superando mesmo a barreira psicológica dos 100 km com o topo de gama S 580e.
É, de resto, o único construtor a manter a aposta na solução híbrido-Diesel, com mais de 50 km de autonomia nas versões “300de” do Classe C, Classe E e do SUV GLC.
- A 250e: 70-75 km;
- CLA 250e: 69 km;
- CLA Shooting Brake 250e: 60 a 68 km;
- A Limousine 250e: 69 km;
- B 250e: até 67 km;
- C300e: até 110 km;
- C300de (Diesel híbrido): 51 km;
- E300e: 53 km;
- E300de (Diesel híbrido): 49 km (49 km Station Wagon 4-Matic);
- S 580e: 103 km;
- GLC 300e: 41 km;
- GLC 300de (Diesel híbrido): 42 km;
- GLC 300e Coupé: 43 km;
- GLC 300de Coupé (Diesel híbrido): 44 km;
- GLE 350e 4MATIC: 99 km;
- GLE 350 de 4MATIC (Diesel híbrido): 106 km;
- GLE Coupé 350e 4MATIC: 91 km;
- GLE Coupé 350 de 4MATIC (Diesel híbrido): 106 km
- Mercedes-Benz S 580e: 113 km
É tão só a versão mais vendida de toda a gama Mini em Portugal. A versão PHEV do Countryman representa a maioria das vendas da Mini em Portugal. Tem 51 km de autonomia.
- Countryman PHEV: 59 km.
O primeiro SUV híbrido de ligar à tomada, o Outlander PHEV, tem 45 km de autonomia.
- Outlander PHEV: 45 km
A gama Plugin da Opel resume-se ao Grandland X. Temm 42 km de autonomia elétrica.
- Grandland X: 55 a 59 km.
A Peugeot tem dois híbridos Plug-in, o 508 e o 3008. As autonomias variam entre os 52 e os 59 km. Futuramente haverá um 508 Plug-in de alta performance, denominado PSE ( Peugeot Sport Engineering).
- 508 PHEV: 54 km (52 km na 508 SW PHEV);
- 3008 PHEV: até 59 km.
A marca alemã vê a tecnologia híbrida como uma solução para aumentar (ainda mais) a performance dos seus modelos mais familiares. Está disponível no Panamera e Cayenne, embora neste último não alcance os 50 km de autonomia (anunciada).
- Panamera 4 E-Hybrid: 50 km;
- Panamera 4S E-Hybrid: 50 km;
- Panamera Turbo S E-Hybrid: 53 km;
- Cayenne E-Hybrid: 48 km;
- Cayenne Turbo S E-Hybrid: 42 km.
A ofensiva híbrida da Renault arrancou com o Captur e Mégane. A autonomia é a mesma: 50 km, que sobe a 65 km em ciclo urbano.
- Captur E-TECH: até 50 km (65 km em ciclo urbano);
- Mégane PHEV: 50 km (65 km em ciclo urbano).
- Mégane Sport Tourer E-TECH: até 50 km
Na marca checa, os modelos e versões eletrificados identificam-se por iV. Para já a oferta Plug-in resume-se ao Superb, mas em breve será reforçada com a respetiva versão do Octavia.
- Superb iV: 55 km.
Pioneira na tecnologia híbrida, a solução Plug-in é representada na Toyota pelo seu modelo tecnologicamente mais ousado, o Prius. A versão Plug-in tem 45 km de autonomia.
- Prius Plug-in: 50 km.
A Volkswagen começou por oferecer a solução híbrida Plug-in como uma alternativa mais ecológica e “poupada” ao GTi, daí o nome GTE, mas prepara-se para massificar a tecnologia com os eHybrid. Para já, a gama é composta pelas versões GTE do Golf e Passat, além do Touareg eHybrid, cuja autonomia não chega aos 50 km em modo elétrico.
- Golf GTE: até 62 km;
- Passat GTE: 49 km;
- Touareg eHybrid e R: 47 km.
A marca sueca orgulha-se de ser o primeiro construtor a ter a gama toda eletrificada com versões de ligar à tomada. As autonomias situam-se entre os 40 e os 50 km, sendo que os primeiros (XC40 Recharge e XC90 Recharge) serão penalizados com a medida de limitação dos benefícios concedidos aos híbridos.
- XC40 Recharge: 46 km;
- XC60 Recharge: 79 km;
- XC90 Recharge: 93 km;
- V60 Recharge: 91 km;
- V90 Recharge: 88 km;
- S90 Recharge: 90 km.
Artigo atualizado, aqui.
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