6 dias depois, o Felicity Ace continua a arder
Quase uma semana após o navio Felicity Ace reportar um incêndio no porão de carga, o fogo parece não dar tréguas e já alcançou os carros elétricos a bordo.

Cerca de 4000 veículos do grupo Volkswagen estavam a ser transportados a bordo do navio Felicity Ace quando, no dia 16 de fevereiro, a tripulação emitiu um alerta a sudeste da ilha do Faial. Um fogo ativo no porão de carga fez a Força Aérea Portuguesa resgatar os 22 tripulantes a bordo, enquanto a Marinha acompanhava de perto o incidente.
Estima-se que 1100 veículos pertençam à Porsche, 189 À Bentley e os restantes pertencem, na sua maioria, à Volkswagen e Audi, havendo ainda um reduzido número de Lamborghinis. Além disso, sabe-se que 100 destes carros tinham como destino o porto de Houston, no Texas, como seria o caso do Golf GTI, Golf R e o ID.4.
Ainda sem se conhecerem as razões deste incêndio, não se podem atribuir culpas da origem aos veículos elétricos a bordo. Porém, o que é facto, é que as baterias de iões de lítio estão a manter o fogo vivo e a dificultar a intervenção.
João Mendes Cabeças, capitão do porto da Horta, afirma que “Tudo acima dos cinco metros da linha de água está a arder”, disse Cabeças previamente, afirmando ainda que o incêndio se encontrava afastado dos depósitos de combustível, “mas está a aproximar-se.".
Quando tratamos um incidente como este no mar, é inevitável e importante ter em atenção as causas ambientais. Segundo João Cabeças não existem focos de poluição preocupantes: “A nossa preocupação tem sido com a poluição, porque o navio tem grandes quantidades de combustível a bordo e baterias de carro, mas até agora não há focos de poluição”.
Mesmo sem que a situação esteja totalmente controlada e sem se calcularem consequências ambientais, já é possível calcular os custos financeiros que este acidente acarreta. Trata-se de aproximadamente 332 milhões de euros, valor estimado da carga a bordo do navio.
Espera-se agora que a intensidade do incêndio reduza cada vez mais para que as equipas possam embarcar no navio e rebocá-lo até à Europa ou Bahamas.




