Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido plug-in (PHEV)
Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido Plug-in (PHEV) num percurso que envolveu autoestrada e estrada nacional desde a Cidade do Futebol em Oeiras até à zona de Peniche. Neste percurso decidimos colocar à prova a bateria e descobrir quanta bateria foi gasta numa condução exclusivamente híbrida.

Será amor à primeira vista?
Se, por um lado, o design exterior está bem conseguido, tendo sido desenhado em Turim, Itália, com linhas desportivas e dinâmicas, ao ponto de apresentar um coeficiente aerodinâmico de 0,29 Cd, o mesmo não se pode dizer do interior.
No primeiro contacto com o Changan Deepal S05 PHEV, sentimos de imediato a ausência de botões físicos para algumas das funções necessárias à condução, como é o caso do ajuste dos retrovisores. Sentimos também a falta de um painel de instrumentos que permita, por exemplo, consultar e repor os dados de consumo no início de uma viagem, tendo este sido substituído por um Head-up Display de 15,4 polegadas. Na prática, praticamente tudo é controlado através do ecrã central inclinado e focado no condutor, de 8 ou 14 polegadas, consoante a versão.

Tenho só que deixar uma pequena nota em relação à necessidade de ser feito ainda uma atualização do sistema de infoentretenimento, nomeadamente a correção de algumas palavras e traduções feitas, assim com a substituição obrigatória de Português do Brasil para Português de Portugal.
Em momento algum senti fadiga, nem o próprio detetor de fadiga foi acionado
Os bancos ergonómicos em pele sintética com ajuste elétrico e função de aquecimento têm um único defeito: quando expostos ao sol escaldam o nosso corpo ao sentar, no entanto a função de refrigeração resolve o problema num instante. O teto panorâmico com cortina protetora, juntamente com os materiais suaves ao toque utilizados no tablier e nos painéis das portas transmitem um habitáculo bastante confortável.
Em relação ao tipo de condução, este não é um veículo totalmente agarrado ao asfalto, sentimos claramente uma suspensão mais suave, que não transmite a maior sensação de segurança quando abordamos curvas a velocidades mais elevadas. Ainda assim, oferece uma excelente condução para o dia a dia, sobretudo num contexto familiar, absorvendo com facilidade as irregularidades da estrada. O elevado perfil dos pneus contribui também para esse conforto e facilita a passagem por rampas e outras zonas mais acidentadas.
Há espaço, mas também há margem para melhorar
Adicionalmente, o habitáculo conta com uma generosa consola central com refrigeração, permitindo manter as nossas águas frescas. No entanto, por incrível que pareça, não existe um porta-luvas, o que significa que os documentos que habitualmente guardamos nesse espaço acabam por ocupar a consola central, reduzindo o espaço disponível para as nossas tralhas do dia a dia.

Na bagageira, contamos com 552 litros de capacidade de carga, expansível até aos 1310 litros. No entanto, o rebatimento dos bancos poderia ser bastante mais eficiente, uma vez que fica muito longe de formar um piso totalmente plano.

“O Deepal S05 PHEV é uma solução para quem procura autonomia elétrica sem abdicar da flexibilidade em viagens longas. E com uma estrutura de preços competitiva, sublinhamos a nossa ambição de tornar a mobilidade elétrica acessível.” - Sérgio Gonçalves
Teste à bateria durante a condução
Na primeira viagem, realizada entre a Cidade do Futebol e a zona de Peniche, o percurso reuniu várias condições de condução. Começámos por entrar na autoestrada, passando mais tarde para a estrada nacional e, posteriormente, por zonas rurais, incluindo alguns desvios provocados por obras.
Nas definições de condução, optámos por utilizar constantemente o modo híbrido, deixando a gestão da bateria a cargo do sistema, que faz automaticamente uma utilização inteligente da energia disponível. Durante o percurso, não utilizámos qualquer tipo de regeneração da bateria nem a função de condução one-pedal.

Iniciámos a viagem com 84% de bateria, com o objetivo de perceber quantos quilómetros seria possível percorrer em modo híbrido até esgotar a carga disponível. A verdade é que percorremos 101 km e a bateria desceu para os 51%. Importa referir que, nesta primeira viagem, não utilizámos qualquer função de climatização.
Quanto à autonomia anunciada, que em ciclo combinado é de 1060 km, quando arrancámos o veículo indicava 895 km de autonomia. Após os primeiros 100 km, esse valor passou para 863 km.
Em suma, neste primeiro percurso registámos um consumo de 4,5 l/100 km e 14,30 kWh/100 km.

Na viagem de regresso, o percurso foi feito exclusivamente em autoestrada, com o ar condicionado e a refrigeração dos bancos ligados. Foi neste cenário que nos apercebemos de que o sistema dá prioridade à utilização do motor de combustão, uma vez que a carga da bateria baixou apenas dos 51% para os 45%, enquanto o consumo de combustível aumentou.
Ou seja, se na primeira viagem o veículo recorreu durante mais tempo à propulsão elétrica, o mesmo não aconteceu no regresso. A velocidade média foi superior e, com as funções de climatização em funcionamento, o sistema privilegiou a utilização do motor de combustão, refletindo-se num aumento do consumo.
Neste segundo percurso, o consumo combinado subiu para os 5,0 l/100 km e 15,60 kWh/100 km, um valor muito longe dos consumos combinados anunciados pela marca de 2l e 18.40 kWh.

Como é que funciona a motorização híbrida “automática e inteligente”?
Existem quatro modos de condução que se adaptam através de um algoritmo inteligente que escolhe o fluxo de energia ideal. Entre eles estão o modo EV (100% elétrico) com uma autonomia elétrica de 100 km; o modo REEV (Autonomia Estendida) em que o motor térmico serve como gerador a velocidades baixas quando a bateria está fraca, mantendo a condução elétrica; o modo ICE, combustão direta às rodas em velocidades acima dos 70 km/h; e o modo Híbrido que disponibiliza a potência máxima combinada do motor elétrico e térmico. Todos os componentes mecânicos são fabricados pela própria Changan.

Este modelo conta com 258 cv e 300 Nm de binário, e vem equipado com um motor 1.5l de 4 cilindros. De tração dianteira, acelera dos 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos e atinge os 180 km/h, já a bateria de 18 kWh permite percorrer 100 km de forma totalmente elétrica.
O novo Changan Deepal S05 PHEV está disponível em Portugal desde 33.997€ na versão PRO e 36.997€ na versão MAX. É o PHEV mais barato do segmento C e o terceiro mais barato do mercado. Em relação às diferenças de equipamento, a versão MAX inclui:
Luz indicadora de energia no Pilar D
Portão traseiro elétrico
Apoio de pernas elétrico no banco do passageiro
Bancos dianteiros aquecidos
Memória do banco dianteiros com entrada confortável
Ecrã tátil inclinável
14 Colunas de som
Luz ambiente de 64 cores
Carregador sem fios
Head-up Display





