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Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido plug-in (PHEV)

Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido Plug-in (PHEV) num percurso que envolveu auto-estrada e estrada nacional desde a Cidade do Futebol em Oeiras até à zona de Peniche. Neste percurso decidimos colocar à prova a bateria e descobrir quanta bateria foi gasta numa condução exclusivamente híbrida.

Francisco Pinto
Francisco Pinto
Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido plug-in (PHEV)

Será amor à primeira vista?

Se, por um lado, o design exterior está bem conseguido, tendo sido desenhado em Turim, Itália, com linhas desportivas e dinâmicas, ao ponto de apresentar um coeficiente aerodinâmico de 0,29 Cd, o mesmo não se pode dizer do interior.

No primeiro contacto com o Changan Deepal S05 PHEV, sentimos de imediato a ausência de botões físicos para algumas das funções necessárias à condução, como é o caso do ajuste dos retrovisores. Sentimos também a falta de um painel de instrumentos que permita, por exemplo, consultar e repor os dados de consumo no início de uma viagem, tendo este sido substituído por um Head-up Display de 15,4 polegadas. Na prática, praticamente tudo é controlado através do ecrã central inclinado e focado no condutor, de 8 ou 14 polegadas, consoante a versão.

Tenho só que deixar uma pequena nota em relação à necessidade de ser feito ainda uma atualização do sistema de infoentretenimento, nomeadamente a correção de algumas palavras e traduções feitas, assim com a substituição obrigatória de Português do Brasil para Português de Portugal.

Em momento algum senti fadiga, nem o próprio detetor de fadiga foi acionado

Os bancos ergonómicos em pele sintética com ajuste elétrico e função de aquecimento têm um único defeito: quando expostos ao sol escaldam o nosso corpo ao sentar, no entanto a função de refrigeração resolve o problema num instante. O teto panorâmico com cortina protetora, juntamente com os materiais suaves ao toque utilizados no tablier e nos painéis das portas transmitem um habitáculo bastante confortável.

Em relação ao tipo de condução, este não é um veículo totalmente agarrado ao asfalto, sentimos claramente uma suspensão mais suave, que não transmite a maior sensação de segurança quando abordamos curvas a velocidades mais elevadas. Ainda assim, oferece uma excelente condução para o dia a dia, sobretudo num contexto familiar, absorvendo com facilidade as irregularidades da estrada. O elevado perfil dos pneus contribui também para esse conforto e facilita a passagem por rampas e outras zonas mais acidentadas.

Há espaço, mas também há margem para melhorar

Adicionalmente, o habitáculo conta com uma generosa consola central com refrigeração, permitindo manter as nossas águas frescas. No entanto, por incrível que pareça, não existe um porta-luvas, o que significa que os documentos que habitualmente guardamos nesse espaço acabam por ocupar a consola central, reduzindo o espaço disponível para as nossas tralhas do dia a dia.

Na bagageira, contamos com 552 litros de capacidade de carga, expansível até aos 1310 litros. No entanto, o rebatimento dos bancos poderia ser bastante mais eficiente, uma vez que fica muito longe de formar um piso totalmente plano.

Galp
Galp
“O Deepal S05 PHEV é uma solução para quem procura autonomia elétrica sem abdicar da flexibilidade em viagens longas. E com uma estrutura de preços competitiva, sublinhamos a nossa ambição de tornar a mobilidade elétrica acessível.” - Sérgio Gonçalves
Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido plug-in (PHEV)

Teste à bateria durante a condução

Na primeira viagem, realizada entre a Cidade do Futebol e a zona de Peniche, o percurso reuniu várias condições de condução. Começámos por entrar na autoestrada, passando mais tarde para a estrada nacional e, posteriormente, por zonas rurais, incluindo alguns desvios provocados por obras.

Nas definições de condução, optámos por utilizar constantemente o modo híbrido, deixando a gestão da bateria a cargo do sistema, que faz automaticamente uma utilização inteligente da energia disponível. Durante o percurso, não utilizámos qualquer tipo de regeneração da bateria nem a função de condução one-pedal.

Iniciámos a viagem com 84% de bateria, com o objetivo de perceber quantos quilómetros seria possível percorrer em modo híbrido até esgotar a carga disponível. A verdade é que percorremos 101 km e a bateria desceu para os 51%. Importa referir que, nesta primeira viagem, não utilizámos qualquer função de climatização.

Quanto à autonomia anunciada, que em ciclo combinado é de 1060 km, quando arrancámos o veículo indicava 895 km de autonomia. Após os primeiros 100 km, esse valor passou para 863 km.

Em suma, neste primeiro percurso registámos um consumo de 4,5 l/100 km e 14,30 kWh/100 km.

Na viagem de regresso, o percurso foi feito exclusivamente em autoestrada, com o ar condicionado e a refrigeração dos bancos ligados. Foi neste cenário que nos apercebemos de que o sistema dá prioridade à utilização do motor de combustão, uma vez que a carga da bateria baixou apenas dos 51% para os 45%, enquanto o consumo de combustível aumentou.

Ou seja, se na primeira viagem o veículo recorreu durante mais tempo à propulsão elétrica, o mesmo não aconteceu no regresso. A velocidade média foi superior e, com as funções de climatização em funcionamento, o sistema privilegiou a utilização do motor de combustão, refletindo-se num aumento do consumo.

Neste segundo percurso, o consumo combinado subiu para os 5,0 l/100 km e 15,60 kWh/100 km, um valor muito longe dos consumos combinados anunciados pela marca de 2l e 18.40 kWh.

Como é que funciona a motorização híbrida “automática e inteligente”?

Existem quatro modos de condução que se adaptam através de um algoritmo inteligente que escolhe o fluxo de energia ideal. Entre eles estão o modo EV (100% elétrico) com uma autonomia elétrica de 100 km; o modo REEV (Autonomia Estendida) em que o motor térmico serve como gerador a velocidades baixas quando a bateria está fraca, mantendo a condução elétrica; o modo ICE, combustão direta às rodas em velocidades acima dos 70 km/h; e o modo Híbrido que disponibiliza a potência máxima combinada do motor elétrico e térmico. Todos os componentes mecânicos são fabricados pela própria Changan.

Este modelo conta com 258 cv e 300 Nm de binário, e vem equipado com um motor 1.5l de 4 cilindros. De tração dianteira, acelera dos 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos e atinge os 180 km/h, já a bateria de 18 kWh permite percorrer 100 km de forma totalmente elétrica.

O novo Changan Deepal S05 PHEV está disponível em Portugal desde 33.997€ na versão PRO e 36.997€ na versão MAX. Em relação às diferenças de equipamento, a versão MAX inclui:

*Luz indicadora de energia no Pilar D

*Portão traseiro elétrico

*Apoio de pernas elétrico no banco do passageiro

*Bancos dianteiros aquecidos

*Memória do banco dianteiros com entrada confortável

*Ecrã tátil inclinável

*14 Colunas de som

*Luz ambiente de 64 cores

*Carregador sem fios

*Head-up Display

Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido plug-in (PHEV)

Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido Plug-in (PHEV) num percurso que envolveu auto-estrada e estrada nacional desde a Cidade do Futebol em Oeiras até à zona de Peniche. Neste percurso decidimos colocar à prova a bateria e descobrir quanta bateria foi gasta numa condução exclusivamente híbrida.

Francisco Pinto
Francisco Pinto
Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido plug-in (PHEV)

Será amor à primeira vista?

Se, por um lado, o design exterior está bem conseguido, tendo sido desenhado em Turim, Itália, com linhas desportivas e dinâmicas, ao ponto de apresentar um coeficiente aerodinâmico de 0,29 Cd, o mesmo não se pode dizer do interior.

No primeiro contacto com o Changan Deepal S05 PHEV, sentimos de imediato a ausência de botões físicos para algumas das funções necessárias à condução, como é o caso do ajuste dos retrovisores. Sentimos também a falta de um painel de instrumentos que permita, por exemplo, consultar e repor os dados de consumo no início de uma viagem, tendo este sido substituído por um Head-up Display de 15,4 polegadas. Na prática, praticamente tudo é controlado através do ecrã central inclinado e focado no condutor, de 8 ou 14 polegadas, consoante a versão.

Tenho só que deixar uma pequena nota em relação à necessidade de ser feito ainda uma atualização do sistema de infoentretenimento, nomeadamente a correção de algumas palavras e traduções feitas, assim com a substituição obrigatória de Português do Brasil para Português de Portugal.

Em momento algum senti fadiga, nem o próprio detetor de fadiga foi acionado

Os bancos ergonómicos em pele sintética com ajuste elétrico e função de aquecimento têm um único defeito: quando expostos ao sol escaldam o nosso corpo ao sentar, no entanto a função de refrigeração resolve o problema num instante. O teto panorâmico com cortina protetora, juntamente com os materiais suaves ao toque utilizados no tablier e nos painéis das portas transmitem um habitáculo bastante confortável.

Em relação ao tipo de condução, este não é um veículo totalmente agarrado ao asfalto, sentimos claramente uma suspensão mais suave, que não transmite a maior sensação de segurança quando abordamos curvas a velocidades mais elevadas. Ainda assim, oferece uma excelente condução para o dia a dia, sobretudo num contexto familiar, absorvendo com facilidade as irregularidades da estrada. O elevado perfil dos pneus contribui também para esse conforto e facilita a passagem por rampas e outras zonas mais acidentadas.

Há espaço, mas também há margem para melhorar

Adicionalmente, o habitáculo conta com uma generosa consola central com refrigeração, permitindo manter as nossas águas frescas. No entanto, por incrível que pareça, não existe um porta-luvas, o que significa que os documentos que habitualmente guardamos nesse espaço acabam por ocupar a consola central, reduzindo o espaço disponível para as nossas tralhas do dia a dia.

Na bagageira, contamos com 552 litros de capacidade de carga, expansível até aos 1310 litros. No entanto, o rebatimento dos bancos poderia ser bastante mais eficiente, uma vez que fica muito longe de formar um piso totalmente plano.

Xpeng G9
Xpeng G9
“O Deepal S05 PHEV é uma solução para quem procura autonomia elétrica sem abdicar da flexibilidade em viagens longas. E com uma estrutura de preços competitiva, sublinhamos a nossa ambição de tornar a mobilidade elétrica acessível.” - Sérgio Gonçalves
Conduzimos o novo Changan Deepal S05 híbrido plug-in (PHEV)

Teste à bateria durante a condução

Na primeira viagem, realizada entre a Cidade do Futebol e a zona de Peniche, o percurso reuniu várias condições de condução. Começámos por entrar na autoestrada, passando mais tarde para a estrada nacional e, posteriormente, por zonas rurais, incluindo alguns desvios provocados por obras.

Nas definições de condução, optámos por utilizar constantemente o modo híbrido, deixando a gestão da bateria a cargo do sistema, que faz automaticamente uma utilização inteligente da energia disponível. Durante o percurso, não utilizámos qualquer tipo de regeneração da bateria nem a função de condução one-pedal.

Iniciámos a viagem com 84% de bateria, com o objetivo de perceber quantos quilómetros seria possível percorrer em modo híbrido até esgotar a carga disponível. A verdade é que percorremos 101 km e a bateria desceu para os 51%. Importa referir que, nesta primeira viagem, não utilizámos qualquer função de climatização.

Quanto à autonomia anunciada, que em ciclo combinado é de 1060 km, quando arrancámos o veículo indicava 895 km de autonomia. Após os primeiros 100 km, esse valor passou para 863 km.

Em suma, neste primeiro percurso registámos um consumo de 4,5 l/100 km e 14,30 kWh/100 km.

Na viagem de regresso, o percurso foi feito exclusivamente em autoestrada, com o ar condicionado e a refrigeração dos bancos ligados. Foi neste cenário que nos apercebemos de que o sistema dá prioridade à utilização do motor de combustão, uma vez que a carga da bateria baixou apenas dos 51% para os 45%, enquanto o consumo de combustível aumentou.

Ou seja, se na primeira viagem o veículo recorreu durante mais tempo à propulsão elétrica, o mesmo não aconteceu no regresso. A velocidade média foi superior e, com as funções de climatização em funcionamento, o sistema privilegiou a utilização do motor de combustão, refletindo-se num aumento do consumo.

Neste segundo percurso, o consumo combinado subiu para os 5,0 l/100 km e 15,60 kWh/100 km, um valor muito longe dos consumos combinados anunciados pela marca de 2l e 18.40 kWh.

Como é que funciona a motorização híbrida “automática e inteligente”?

Existem quatro modos de condução que se adaptam através de um algoritmo inteligente que escolhe o fluxo de energia ideal. Entre eles estão o modo EV (100% elétrico) com uma autonomia elétrica de 100 km; o modo REEV (Autonomia Estendida) em que o motor térmico serve como gerador a velocidades baixas quando a bateria está fraca, mantendo a condução elétrica; o modo ICE, combustão direta às rodas em velocidades acima dos 70 km/h; e o modo Híbrido que disponibiliza a potência máxima combinada do motor elétrico e térmico. Todos os componentes mecânicos são fabricados pela própria Changan.

Este modelo conta com 258 cv e 300 Nm de binário, e vem equipado com um motor 1.5l de 4 cilindros. De tração dianteira, acelera dos 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos e atinge os 180 km/h, já a bateria de 18 kWh permite percorrer 100 km de forma totalmente elétrica.

O novo Changan Deepal S05 PHEV está disponível em Portugal desde 33.997€ na versão PRO e 36.997€ na versão MAX. Em relação às diferenças de equipamento, a versão MAX inclui:

*Luz indicadora de energia no Pilar D

*Portão traseiro elétrico

*Apoio de pernas elétrico no banco do passageiro

*Bancos dianteiros aquecidos

*Memória do banco dianteiros com entrada confortável

*Ecrã tátil inclinável

*14 Colunas de som

*Luz ambiente de 64 cores

*Carregador sem fios

*Head-up Display