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Clássicos elétricos. Um sacrilégio?

Até há poucos anos atrás, a simples menção das palavras ‘motorização elétrica‘ num encontro de petrolheads era suficiente para tornar a conversa mais acalorada e efusiva.

Paulo Monteiro
Paulo Monteiro
Clássicos elétricos. Um sacrilégio?

Para grande parte dos amantes dos automóveis, um carro de verdade está ligado ao som do motor, ao cheiro do combustível a ser queimado e a todo o trabalho homem-máquina (e mulher-máquina. Sim, senhor!) que está a ser executado durante a condução.

Entretanto, é inegável o crescimento em aceitação e utilização das tecnologias ligadas à propulsão elétrica, mesmo entre os fãs mais old school.

Uma evidência clara desta nova tendência é a crescente demanda por alterações em vários modelos clássicos, que têm seus motores originais a combustão substituídos por novas unidades elétricas.

A quantidade de empresas que disponibilizam tal serviço também têm vindo a aumentar a cada dia, fornecendo desde kits de motorização de carros elétricos já conhecidos, seja um Nissan Leaf ou um Tesla S, até kits universais próprios. Tudo vai depender do gosto e do bolso do cliente.

Também a observar este movimento, as próprias fabricantes de automóveis parecem estar a gostar da ideia.

A Volkswagen já atende este novo público através de uma parceria com a empresa alemã eClassics, que oferece a conversão para clássicos como o Carocha ou a famosa Pão de Forma.

Outro exemplo desta tendência, a Mini subiu a aposta ao criar uma divisão dentro da própria empresa, dedicada ao serviço de conversão para os proprietários de Minis clássicos, substituindo a mecânica de origem por um conjunto elétrico desenvolvido in-house.

Com a nova motorização, o pequeno clássico britânico passa dos 62 cv de origem (na versão com motor 1.3) para respeitáveis 121 cv de potência, capazes de levar o renovado Mini aos 100 km/h em 9 segundos.

A autonomia declarada de aproximadamente 160 km talvez seja um pouco aquém do esperado, mas provavelmente suficiente para um clássico que não tem pretensões de longas distâncias e dificilmente será o único veículo da casa.

Galp
Galp
As fabricantes de automóveis estão, cada vez mais, a investir na eletrificação de clássicos.
Clássicos elétricos. Um sacrilégio?

Entretanto, para usufruir das possíveis vantagens de uma modificação destas efetuada pelo próprio fabricante, a Mini não pede pouco. O Cliente precisará dispor de aproximadamente 30 mil euros (valor que seria suficiente para comprar mais alguns bons exemplares do mesmo clássico).

Goste-se ou não, a realidade é que a demanda tende a aumentar nos próximos anos, seja por maior aceitação do público, aumento contínuo nos valores dos combustíveis, restrições cada vez maiores dos índices de poluição ou até mesmo pela nova geração de compradores de clássicos que está a ser formada, provavelmente futuros electricheads.

E mesmo que para muitos seja um sacrilégio imaginar um Porsche 911, um Jaguar E-Type, uma Ferrari 346 ou outro clássico qualquer com motorização elétrica, é melhor nos acostumarmos a isto pois já não há volta a dar.

Paulo Monteiro.

Clássicos elétricos. Um sacrilégio?

Até há poucos anos atrás, a simples menção das palavras ‘motorização elétrica‘ num encontro de petrolheads era suficiente para tornar a conversa mais acalorada e efusiva.

Paulo Monteiro
Paulo Monteiro
Clássicos elétricos. Um sacrilégio?

Para grande parte dos amantes dos automóveis, um carro de verdade está ligado ao som do motor, ao cheiro do combustível a ser queimado e a todo o trabalho homem-máquina (e mulher-máquina. Sim, senhor!) que está a ser executado durante a condução.

Entretanto, é inegável o crescimento em aceitação e utilização das tecnologias ligadas à propulsão elétrica, mesmo entre os fãs mais old school.

Uma evidência clara desta nova tendência é a crescente demanda por alterações em vários modelos clássicos, que têm seus motores originais a combustão substituídos por novas unidades elétricas.

A quantidade de empresas que disponibilizam tal serviço também têm vindo a aumentar a cada dia, fornecendo desde kits de motorização de carros elétricos já conhecidos, seja um Nissan Leaf ou um Tesla S, até kits universais próprios. Tudo vai depender do gosto e do bolso do cliente.

Também a observar este movimento, as próprias fabricantes de automóveis parecem estar a gostar da ideia.

A Volkswagen já atende este novo público através de uma parceria com a empresa alemã eClassics, que oferece a conversão para clássicos como o Carocha ou a famosa Pão de Forma.

Outro exemplo desta tendência, a Mini subiu a aposta ao criar uma divisão dentro da própria empresa, dedicada ao serviço de conversão para os proprietários de Minis clássicos, substituindo a mecânica de origem por um conjunto elétrico desenvolvido in-house.

Com a nova motorização, o pequeno clássico britânico passa dos 62 cv de origem (na versão com motor 1.3) para respeitáveis 121 cv de potência, capazes de levar o renovado Mini aos 100 km/h em 9 segundos.

A autonomia declarada de aproximadamente 160 km talvez seja um pouco aquém do esperado, mas provavelmente suficiente para um clássico que não tem pretensões de longas distâncias e dificilmente será o único veículo da casa.

Xpeng G9
Xpeng G9
As fabricantes de automóveis estão, cada vez mais, a investir na eletrificação de clássicos.
Clássicos elétricos. Um sacrilégio?

Entretanto, para usufruir das possíveis vantagens de uma modificação destas efetuada pelo próprio fabricante, a Mini não pede pouco. O Cliente precisará dispor de aproximadamente 30 mil euros (valor que seria suficiente para comprar mais alguns bons exemplares do mesmo clássico).

Goste-se ou não, a realidade é que a demanda tende a aumentar nos próximos anos, seja por maior aceitação do público, aumento contínuo nos valores dos combustíveis, restrições cada vez maiores dos índices de poluição ou até mesmo pela nova geração de compradores de clássicos que está a ser formada, provavelmente futuros electricheads.

E mesmo que para muitos seja um sacrilégio imaginar um Porsche 911, um Jaguar E-Type, uma Ferrari 346 ou outro clássico qualquer com motorização elétrica, é melhor nos acostumarmos a isto pois já não há volta a dar.

Paulo Monteiro.