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Renault 4 E-Tech Plein Sud: O SUV elétrico que trocou o tejadilho por um terraço para o céu

O icónico «4L» original sempre teve esse espírito prático e aventureiro, e a Renault decidiu reavivar essa filosofia sem meias medidas. O novo Renault 4 E-Tech Elétrico Plein Sud chega ao mercado com uma proposta muito clara, juntando a racionalidade de um SUV elétrico compacto à pura diversão de conduzir com o céu como limite.

Catarina Resende
Catarina Resende
Renault 4 E-Tech Plein Sud: O SUV elétrico que trocou o tejadilho por um terraço para o céu

A versão descapotável do Renault 4 E-Tech Elétrico reacende a chama dos icónicos modelos R4 do passado, desde o arrojado Plein Air até ao animado Sixties. Ao volante desta versão, fomos perceber como é que um elétrico consegue acrescentar mais emoção, alma e uma enorme dose de diversão a cada viagem, prometendo mais liberdade e uma condução com os cabelos ao vento.

O design de sempre com vista para o céu

Ao olharmos para o Plein Sud, percebemos que a equipa de design da Renault preferiu não inventar o que já estava bem feito, mantendo o design carismático da versão com teto rígido. A silhueta e as proporções idênticas continuam lá, bem como o estilo de carroçaria imediatamente reconhecível, a icónica grelha iluminada, as jantes de 18 polegadas e todos os detalhes estéticos que realçam o seu encanto e evocam o modelo original. As dimensões gerais também se mantêm inalteradas, apresentando 4,14 metros de comprimento e uma distância entre eixos de 2,62 metros.

A grande novidade no perfil é criada exclusivamente pelo seu teto de lona preta. O Plein Sud oferece aos passageiros um teto de abrir de dimensões muito generosas, inagualáveis na sua classe. Com quase um metro quadrado de área, o teto de lona tem uma abertura de 92 cm de comprimento e 80 cm de largura, garantindo que todos os ocupantes possam desfrutar da condução ao ar livre, tanto à frente como atrás.

Devido a esta alteração, apenas as barras de tejadilho e a antena tradicional estão ausentes da carroçaria. As barras de tejadilho deixam de estar disponíveis por serem incompatíveis com este teto de abertura, ao passo que a antena passou a estar integrada de forma discreta na janela traseira. No que toca à personalização, a escolha de cores disponíveis para a carroçaria permanece generosa, com 11 opções no acabamento Techno e 7 opções no acabamento Iconic, além das escolhas para o capô e peças decorativas. A única ressalva vai para as decorações específicas do teto e do capô, que são incompatíveis com esta versão.

Galp
Galp
Uma capota premium que abre em três tempos
Renault 4 E-Tech Plein Sud: O SUV elétrico que trocou o tejadilho por um terraço para o céu

Falar de um descapotável em Portugal é sinónimo de querer aproveitar cada raio de sol e já lá vão os dias em que era preciso sair do carro para lidar com as complexidades de abrir ou fechar a capota. No Renault 4 E-Tech Elétrico Plein Sud, a tarefa é controlada eletricamente através de um botão no painel superior ou pela função de comando de voz do avatar Reno quando o motor está a funcionar, permitindo o ajuste para várias posições intermédias. Como o Reno se baseia em inteligência artificial generativa, basta dizer o que pretende sem frases pré-definidas. Todo o processo demora cerca de 10 segundos a abrir ou fechar totalmente o teto, permitindo reagir rapidamente em caso de chuva repentina. Além disso, a capota pode ser operada enquanto se conduz a velocidades até 90 km/h, sendo também possível circular com o teto aberto até ao limite máximo da autoestrada graças ao defletor automático. Os engenheiros concentraram-se em manter o peso adicional no mínimo, utilizando componentes estruturais de polímero em vez de metal e desenhando um mecanismo com apenas três dobras em vez das habituais quatro. Com o mesmo nível de equipamento, esta versão pesa apenas mais 19 kg do que a variante com tejadilho fixo. Este peso ligeiramente superior, acompanhado por um aumento moderado do coeficiente aerodinâmico para 0,778, faz com que a autonomia da bateria diminua apenas ligeiramente em 7 km, resultando numa autonomia WLTP de 392 km na versão Techno.

Sem compromissos no espaço e na versatilidade

Muitas vezes, escolher um descapotável significa sacrificar o espaço interio, porém, o habitáculo do Renault 4 Plein Sud continua concebido para acomodar cinco pessoas com conforto e a sensação de espaço permanece praticamente inalterada. A única alteração nas dimensões diz respeito ao espaço para a cabeça, onde os passageiros da frente ganham mais margem com 906 mm face aos 886 mm da versão de teto fixo, enquanto os passageiros traseiros perdem algum espaço, fixando-se nos 813 mm comparado com os 853 mm originais. Esta quota foi conseguida graças ao trabalho no forro do teto e nos reforços traseiros em forma de tampa, limitando o impacto na cabeça e na bagageira. A bagageira espaçosa mantém a sua capacidade total de 420 litros, dos quais 44 litros se encontram sob o piso com duas aberturas separadas. O limiar de carga extremamente baixo, com uma média de 61 cm, facilita a utilização diária e a colocação de objetos pesados. Adicionalmente, os generosos compartimentos de arrumação somam 23,3 litros no habitáculo e a capacidade de reboque mantém-se nos 750 kg, ideal para fazer férias com um atrelado ou uma pequena caravana.

Tranquilidade e dinâmica ao volante com o Extended Grip

O conforto acústico foi um ponto de grande atenção, registando-se apenas uma ligeira diferença de 4% na perceção do ruído do vento no interior do automóvel, com o teto fechado, quando comparado com a versão de teto fixo a circular a 130 km/h.

A versatilidade de condução aumenta com o sistema de controlo de tração Extended Grip, que permite ao veículo aventurar-se em terrenos instáveis ou superfícies escorregadias através de pneus para todas as condições meteorológicas e de dois modos integrados nas definições MULTI-SENSE. O modo Neve atua de 0 a 50 km/h entregando menos binário, enquanto o modo Todo-o-terreno atua de 0 a 80 km/h com mais binário para manter a tração mesmo que uma das rodas dianteiras derrape. Para facilitar a condução urbana, a função One Pedal maximiza a travagem regenerativa, permitindo desacelerar e parar o veículo sem pisar o travão. Este modo desativa-se automaticamente em marcha-atrás para manter a capacidade de recuar lentamente e é temporariamente desligado quando o modo Neve está ativo.

Carregamento simplificado e a vantagem bidirecional

O Renault 4 E-Tech Plein Sud surge com uma única opção de motor e bateria, combinando uma bateria de 52 kWh com um motor síncrono de 150 cv, cumprindo a aceleração dos 0 aos 100 km/h em 8,2 segundos e alcançando uma velocidade máxima limitada eletronicamente a 150 km/h. No interior, o conforto térmico é assegurado por uma bomba de calor associada ao sistema de aquecimento de 8 kW que poupa a energia da bateria e permite o pré-condicionamento do habitáculo antes do arranque. O carregamento é feito através de um carregador bidirecional de 11 kW em corrente alternada e de um carregador de corrente contínua de 100 kW para ligações rápidas. Numa estação de 11 kW AC, o carregamento dos 10 aos 100% demora 4h30m, enquanto num posto rápido de 100 kW DC, a carga dos 15 aos 80% é feita em apenas 30 minutos. O sistema conta com um permutador de calor água-água para o circuito de aquecimento da bateria que, aliado ao planeador de itinerários, otimiza os tempos de carregamento rápido no inverno, reduzindo significativamente a espera em temperaturas de frio extremo.

Um ecossistema digital inteligente e conectado

A experiência a bordo é potenciada pelo sistema multimédia OpenR Link com Google integrado, que funciona de forma fluida graças a um processador potente e oferece compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay com e sem fios. O sistema dá acesso direto ao Google Maps, Google Play e ao Google Assistant, sendo que este último será substituído pelo Gemini num futuro próximo através de uma atualização automática automática. O Gemini atuará como um verdadeiro assistente conversacional alimentado por inteligência artificial, sendo capaz de manter conversas naturais, realizar tarefas complexas e mudar de idioma de forma integrada. No capítulo da segurança e assistência ao condutor, o número total de sistemas disponíveis sobe para 28. Entre os destaques encontramos a monitorização avançada do condutor com uma câmara interior para detetar fadiga ou distração, o assistente de paragem de emergência que imobiliza o automóvel caso o condutor fique inativo, e o assistente de condução ecológica preditivo que analisa o mapa para alertar sobre curvas e rotundas próximas. O sistema Active Driver Assist oferece condução autónoma de Nível 2 na estrada, enquanto ferramentas como o My Safety Switch e o premiado Safety Coach ajudam a personalizar as configurações e a melhorar o estilo de condução após cada viagem.

Entre a brisa e o silêncio: Experiência de Condução

A nossa experiência de condução ao volante do Renault 4 E-Tech Elétrico Plein Sud combinou a agilidade da plataforma AmpR Small (antiga RGEV) com uma configuração orientada para o conforto. Realizado nas estradas cénicas de Sitges, em Espanha, este ensaio serviu para confirmar que o modelo soube reinventar-se. Se o Renault 4 E-Tech era um SUV que muitas vezes passava despercebido e não brilhava pelo design, esta reinterpretação moderna muda o jogo: está mais divertida, cheia de personalidade e com uma nova vida que salta à vista.

A suspensão traseira multibraços garante uma estabilidade em curvas longas e um pisar refinado que absorve muito bem as irregularidades do piso. Guiar com os cabelos ao vento revelou-se um processo descontraído e sem a fadiga acústica habitual dos descapotáveis, uma vez que o defletor automático e o para-brisas acústico minimizam as turbulências, mantendo o habitáculo surpreendentemente isolado mesmo em autoestrada. Para testar o verdadeiro espírito aventureiro da antiga 4L, tirámos as rodas do asfalto e levámo-lo para uma pequena experiência off-road por caminhos de terra batida. Foi aí que o sistema Extended Grip mostrou o que vale: ativando o modo Todo-o-terreno, a eletrónica geriu o binário de forma exemplar, garantindo tração constante e uma enorme sensação de segurança mesmo nas zonas onde o chão era mais traiçoeiro e escorregadio.

Em ambiente urbano, a condução volta a ser uma brincadeira de crianças graças à função One Pedal, que maximiza a travagem regenerativa e nos permite gerir o trânsito quase sem tocar no pedal do travão.

O veredito: Embora a Renault ainda não tenha libertado a tabela de preços oficial para esta versão específica Plein Sud, estima-se que possa representar um acréscimo de cerca de 1.800 € face às versões convencionais. Pelo estilo, pela capota de lona icónica e pela versatilidade demonstrada, a fasquia ficou elevada e podemos já adiantar: vai valer bem a pena.

Renault 4 E-Tech Plein Sud: O SUV elétrico que trocou o tejadilho por um terraço para o céu

O icónico «4L» original sempre teve esse espírito prático e aventureiro, e a Renault decidiu reavivar essa filosofia sem meias medidas. O novo Renault 4 E-Tech Elétrico Plein Sud chega ao mercado com uma proposta muito clara, juntando a racionalidade de um SUV elétrico compacto à pura diversão de conduzir com o céu como limite.

Catarina Resende
Catarina Resende
Renault 4 E-Tech Plein Sud: O SUV elétrico que trocou o tejadilho por um terraço para o céu

A versão descapotável do Renault 4 E-Tech Elétrico reacende a chama dos icónicos modelos R4 do passado, desde o arrojado Plein Air até ao animado Sixties. Ao volante desta versão, fomos perceber como é que um elétrico consegue acrescentar mais emoção, alma e uma enorme dose de diversão a cada viagem, prometendo mais liberdade e uma condução com os cabelos ao vento.

O design de sempre com vista para o céu

Ao olharmos para o Plein Sud, percebemos que a equipa de design da Renault preferiu não inventar o que já estava bem feito, mantendo o design carismático da versão com teto rígido. A silhueta e as proporções idênticas continuam lá, bem como o estilo de carroçaria imediatamente reconhecível, a icónica grelha iluminada, as jantes de 18 polegadas e todos os detalhes estéticos que realçam o seu encanto e evocam o modelo original. As dimensões gerais também se mantêm inalteradas, apresentando 4,14 metros de comprimento e uma distância entre eixos de 2,62 metros.

A grande novidade no perfil é criada exclusivamente pelo seu teto de lona preta. O Plein Sud oferece aos passageiros um teto de abrir de dimensões muito generosas, inagualáveis na sua classe. Com quase um metro quadrado de área, o teto de lona tem uma abertura de 92 cm de comprimento e 80 cm de largura, garantindo que todos os ocupantes possam desfrutar da condução ao ar livre, tanto à frente como atrás.

Devido a esta alteração, apenas as barras de tejadilho e a antena tradicional estão ausentes da carroçaria. As barras de tejadilho deixam de estar disponíveis por serem incompatíveis com este teto de abertura, ao passo que a antena passou a estar integrada de forma discreta na janela traseira. No que toca à personalização, a escolha de cores disponíveis para a carroçaria permanece generosa, com 11 opções no acabamento Techno e 7 opções no acabamento Iconic, além das escolhas para o capô e peças decorativas. A única ressalva vai para as decorações específicas do teto e do capô, que são incompatíveis com esta versão.

Xpeng G9
Xpeng G9
Uma capota premium que abre em três tempos
Renault 4 E-Tech Plein Sud: O SUV elétrico que trocou o tejadilho por um terraço para o céu

Falar de um descapotável em Portugal é sinónimo de querer aproveitar cada raio de sol e já lá vão os dias em que era preciso sair do carro para lidar com as complexidades de abrir ou fechar a capota. No Renault 4 E-Tech Elétrico Plein Sud, a tarefa é controlada eletricamente através de um botão no painel superior ou pela função de comando de voz do avatar Reno quando o motor está a funcionar, permitindo o ajuste para várias posições intermédias. Como o Reno se baseia em inteligência artificial generativa, basta dizer o que pretende sem frases pré-definidas. Todo o processo demora cerca de 10 segundos a abrir ou fechar totalmente o teto, permitindo reagir rapidamente em caso de chuva repentina. Além disso, a capota pode ser operada enquanto se conduz a velocidades até 90 km/h, sendo também possível circular com o teto aberto até ao limite máximo da autoestrada graças ao defletor automático. Os engenheiros concentraram-se em manter o peso adicional no mínimo, utilizando componentes estruturais de polímero em vez de metal e desenhando um mecanismo com apenas três dobras em vez das habituais quatro. Com o mesmo nível de equipamento, esta versão pesa apenas mais 19 kg do que a variante com tejadilho fixo. Este peso ligeiramente superior, acompanhado por um aumento moderado do coeficiente aerodinâmico para 0,778, faz com que a autonomia da bateria diminua apenas ligeiramente em 7 km, resultando numa autonomia WLTP de 392 km na versão Techno.

Sem compromissos no espaço e na versatilidade

Muitas vezes, escolher um descapotável significa sacrificar o espaço interio, porém, o habitáculo do Renault 4 Plein Sud continua concebido para acomodar cinco pessoas com conforto e a sensação de espaço permanece praticamente inalterada. A única alteração nas dimensões diz respeito ao espaço para a cabeça, onde os passageiros da frente ganham mais margem com 906 mm face aos 886 mm da versão de teto fixo, enquanto os passageiros traseiros perdem algum espaço, fixando-se nos 813 mm comparado com os 853 mm originais. Esta quota foi conseguida graças ao trabalho no forro do teto e nos reforços traseiros em forma de tampa, limitando o impacto na cabeça e na bagageira. A bagageira espaçosa mantém a sua capacidade total de 420 litros, dos quais 44 litros se encontram sob o piso com duas aberturas separadas. O limiar de carga extremamente baixo, com uma média de 61 cm, facilita a utilização diária e a colocação de objetos pesados. Adicionalmente, os generosos compartimentos de arrumação somam 23,3 litros no habitáculo e a capacidade de reboque mantém-se nos 750 kg, ideal para fazer férias com um atrelado ou uma pequena caravana.

Tranquilidade e dinâmica ao volante com o Extended Grip

O conforto acústico foi um ponto de grande atenção, registando-se apenas uma ligeira diferença de 4% na perceção do ruído do vento no interior do automóvel, com o teto fechado, quando comparado com a versão de teto fixo a circular a 130 km/h.

A versatilidade de condução aumenta com o sistema de controlo de tração Extended Grip, que permite ao veículo aventurar-se em terrenos instáveis ou superfícies escorregadias através de pneus para todas as condições meteorológicas e de dois modos integrados nas definições MULTI-SENSE. O modo Neve atua de 0 a 50 km/h entregando menos binário, enquanto o modo Todo-o-terreno atua de 0 a 80 km/h com mais binário para manter a tração mesmo que uma das rodas dianteiras derrape. Para facilitar a condução urbana, a função One Pedal maximiza a travagem regenerativa, permitindo desacelerar e parar o veículo sem pisar o travão. Este modo desativa-se automaticamente em marcha-atrás para manter a capacidade de recuar lentamente e é temporariamente desligado quando o modo Neve está ativo.

Carregamento simplificado e a vantagem bidirecional

O Renault 4 E-Tech Plein Sud surge com uma única opção de motor e bateria, combinando uma bateria de 52 kWh com um motor síncrono de 150 cv, cumprindo a aceleração dos 0 aos 100 km/h em 8,2 segundos e alcançando uma velocidade máxima limitada eletronicamente a 150 km/h. No interior, o conforto térmico é assegurado por uma bomba de calor associada ao sistema de aquecimento de 8 kW que poupa a energia da bateria e permite o pré-condicionamento do habitáculo antes do arranque. O carregamento é feito através de um carregador bidirecional de 11 kW em corrente alternada e de um carregador de corrente contínua de 100 kW para ligações rápidas. Numa estação de 11 kW AC, o carregamento dos 10 aos 100% demora 4h30m, enquanto num posto rápido de 100 kW DC, a carga dos 15 aos 80% é feita em apenas 30 minutos. O sistema conta com um permutador de calor água-água para o circuito de aquecimento da bateria que, aliado ao planeador de itinerários, otimiza os tempos de carregamento rápido no inverno, reduzindo significativamente a espera em temperaturas de frio extremo.

Um ecossistema digital inteligente e conectado

A experiência a bordo é potenciada pelo sistema multimédia OpenR Link com Google integrado, que funciona de forma fluida graças a um processador potente e oferece compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay com e sem fios. O sistema dá acesso direto ao Google Maps, Google Play e ao Google Assistant, sendo que este último será substituído pelo Gemini num futuro próximo através de uma atualização automática automática. O Gemini atuará como um verdadeiro assistente conversacional alimentado por inteligência artificial, sendo capaz de manter conversas naturais, realizar tarefas complexas e mudar de idioma de forma integrada. No capítulo da segurança e assistência ao condutor, o número total de sistemas disponíveis sobe para 28. Entre os destaques encontramos a monitorização avançada do condutor com uma câmara interior para detetar fadiga ou distração, o assistente de paragem de emergência que imobiliza o automóvel caso o condutor fique inativo, e o assistente de condução ecológica preditivo que analisa o mapa para alertar sobre curvas e rotundas próximas. O sistema Active Driver Assist oferece condução autónoma de Nível 2 na estrada, enquanto ferramentas como o My Safety Switch e o premiado Safety Coach ajudam a personalizar as configurações e a melhorar o estilo de condução após cada viagem.

Entre a brisa e o silêncio: Experiência de Condução

A nossa experiência de condução ao volante do Renault 4 E-Tech Elétrico Plein Sud combinou a agilidade da plataforma AmpR Small (antiga RGEV) com uma configuração orientada para o conforto. Realizado nas estradas cénicas de Sitges, em Espanha, este ensaio serviu para confirmar que o modelo soube reinventar-se. Se o Renault 4 E-Tech era um SUV que muitas vezes passava despercebido e não brilhava pelo design, esta reinterpretação moderna muda o jogo: está mais divertida, cheia de personalidade e com uma nova vida que salta à vista.

A suspensão traseira multibraços garante uma estabilidade em curvas longas e um pisar refinado que absorve muito bem as irregularidades do piso. Guiar com os cabelos ao vento revelou-se um processo descontraído e sem a fadiga acústica habitual dos descapotáveis, uma vez que o defletor automático e o para-brisas acústico minimizam as turbulências, mantendo o habitáculo surpreendentemente isolado mesmo em autoestrada. Para testar o verdadeiro espírito aventureiro da antiga 4L, tirámos as rodas do asfalto e levámo-lo para uma pequena experiência off-road por caminhos de terra batida. Foi aí que o sistema Extended Grip mostrou o que vale: ativando o modo Todo-o-terreno, a eletrónica geriu o binário de forma exemplar, garantindo tração constante e uma enorme sensação de segurança mesmo nas zonas onde o chão era mais traiçoeiro e escorregadio.

Em ambiente urbano, a condução volta a ser uma brincadeira de crianças graças à função One Pedal, que maximiza a travagem regenerativa e nos permite gerir o trânsito quase sem tocar no pedal do travão.

O veredito: Embora a Renault ainda não tenha libertado a tabela de preços oficial para esta versão específica Plein Sud, estima-se que possa representar um acréscimo de cerca de 1.800 € face às versões convencionais. Pelo estilo, pela capota de lona icónica e pela versatilidade demonstrada, a fasquia ficou elevada e podemos já adiantar: vai valer bem a pena.