Carro clássico? Ou só antigo? Veja as diferenças.
O carro é clássico? Ou só antigo? Os conceitos são frequentemente confundidos e, por isso, esclarecemos aqui as diferenças.

No mundo automóvel, é frequente vermos serem confundidos conceitos como: veículos antigos, veículos históricos e veículos clássicos. Embora muitos desconheçam, existem diferenças entre estas três classificações. Veja quais.
Veículo Antigo
O conceito de veículo antigo refere-se exclusivamente à idade do veículo em questão. Esta classificação é extremamente objetiva mas, talvez por essa mesma objetividade, tem-se revelado insuficiente. Esta designação surgiu quando se começou a manifestar interesse em preservar veículos antigos com interesse histórico.
A designação de antigo varia de país para país, entre os 20 e os 30 anos.
Veículo Histórico
Este conceito é formalmente mais utilizado atualmente para designar um veículo antigo em conjunto com outros fatores de importância. O Código Técnico da FIVA prevê 30 anos, mas este conceito inclui ainda a preservação em condição original ou equiparada e Interesse histórico e técnico. Além disso, o veículo não deve ser utilizado como veículo único ou de uso quotidiano
Eis a designação mais conhecida e mais abrangente: Veículos Clássicos.
Um veículo clássico não passa de moda seja pelas suas características especiais, pela qualidade ou pela importância histórica ou pela sua exclusividade. Apesar da idade contar, não é um fator exclusivo ou discriminatório. A prova disso são os automóveis e motos em produção que são clássicos, como é o caso do Morgan e das Bimota.
O conceito “Clássico” aplicado aos veículos generalizou-se com o aparecimento, em 1973, da revista inglesa “Thoroughbred & Classic Cars”.
Categorias FIVA de veículos históricos:
- Classe A – Pioneiros
Veículos construídos antes de 31 de Dezembro de 1904
- Classe B – Veteranos
Veículos construídos entre 1 de Janeiro de 1905 e 31 de Dezembro de 1918
- Classe C – Vintage
Veículos construídos entre 1 de Janeiro de 1919 e 31 de Dezembro de 1930
- Classe D – Pós-Vintage
Veículos construídos entre 1 de Janeiro de 1931 e 31 de Dezembro de 1945
- Classe E – Pós-Guerra
Veículos construídos entre 1 de Janeiro de 1946 e 31 de Dezembro de 1960
- Classe F
Veículos construídos entre 1 de Janeiro de 1961 e 31 de Dezembro de 1970
- Classe G
Veículos construídos entre 1 de Janeiro de 1971 e o limite dos representantes FIVA (em geral 25 anos)
- Clássicos do Futuro (ou Pré-Clássicos)
Os Pré-Clássicos: Uma espécie de pré-reforma
Uma viatura é considerada pré-clássica assim que o construtor determina o fim da sua produção e o número de exemplares fabricados não for elevado, fazendo com que se conserve o modelo com alguma exclusividade. Assim como nos clássicos puros, para um candidato a este estatuto excecional a história e a relevância do próprio modelo são dois fatores importantes e que podem ditar o seu posicionamento ao longo dos anos, mesmo depois de ter sido descontinuado.
Segundo o ACP, são futuros-clássicos ou pré-clássicos todos os veículos com mais de 20 anos e que ainda não se enquadram em nenhuma das restantes categorias de certificação de veículos históricos.Além dos 20 anos, estes veículos deverão constituir interesse de coleção, bom estado de conservação e que não devem ser utilizados para uso diário.
Assim, um Renault Clio 1.2 que tenha completado os vinte anos e esteja bem conservado não será um candidato a pré-clássico, já um Renault Clio Williams terá esse privilégio dada a sua exclusividade.




