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Honda E: O Brinquedo Tecnológico

Lançado em 2020, o Honda E é 100% elétrico e 100% diversão. Nomeado para diversos prémios, entre eles “Carro Mundial do Ano 2021”, este pequeno grande citadino é uma caixa de surpresas. Neste ensaio estará presente uma perspetiva de cliente, a perspetiva de condução do dia-a-dia que lhe faltava para conhecer este modelo.

Catarina Resende
Catarina Resende
Honda E: O Brinquedo Tecnológico

Entrar no Honda E faz com que qualquer adulto se sinta como uma criança num parque de diversões. O sentimento faz-nos rapidamente soltar um “Wow! Por onde começo?”. O entusiasmo inicial é claro como o arranque de uma montanha russa que no final da primeira grande subida nos dá um frio na barriga e um receio da descida que se aproxima. São estas subidas e descidas de emoção que melhor caracterizam o nosso ensaio ao Honda E Advance, versão que tem um valor de tabela de 38 500€.

Cuidado com o Pequenote

Se apenas viu o Honda E através de imagens e fotografias é normal que o considere um veículo pequeno sem grande robustez. Pois bem, a verdade é que este elétrico marca presença, é robusto e atrai os olhares de curiosos e entusiastas ao circular pelas estradas. Comecemos pelo exterior. O que podem ser consideradas apenas opções estéticas são formas inteligentes de utilizar a tecnologia a favor do design e da aerodinâmica, como é o caso dos espelhos retrovisores substituídos por câmaras compactas. Além disso, destaque para os faróis redondos que nos levam de um aspeto adorável para um agressivo, com a certeza que está cheio de personalidade. Por isso digo: “Cuidado com o pequenote”, ele não é o que parece (mas será isso tudo?).

Xpeng G9
Xpeng G9
Os preços partem dos 36 mil euros para o Honda E, e dos 38 500 euros para o Advance.
Honda E: O Brinquedo Tecnológico

Abram as portas: Vamos entrar

Se o exterior é um cruzamento perfeito entre a fantasia e o real, o interior não deixa por menos. A sensação? Fácil! “Quero experimentar tudo”. Saltam logo à vista 5 ecrãs interativos que fazem sobressair o aspeto tecnológico e que garantem, por exemplo, uma visão 360º do veículo. Mas quando nos instalamos confortavelmente, repito, confortavelmente neste Honda, dificilmente teremos uma má experiência de condução. Quem não dirá o mesmo são os passageiros do banco de trás que tenham mais de 1,90m quando se virem bem perto do tejadilho. O volante e os bancos aquecidos quebram qualquer gelo que possa existir e o estacionamento automático torna o pesadelo de alguns num verdadeiro paraíso.

Tejadilho

É neste momento que deve estar a pensar: “Ok, mas eu não consigo conduzir sem espelhos”. Calma, as câmaras não são um bicho de sete cabeças e o difícil será mesmo querer os espelhos de volta. Ao contrário do que se possa imaginar, facilmente nos adaptamos a esta realidade. Isto porque os ecrãs estão colocados ao mesmo nível dos tradicionais espelhos e quando aciona o pisca, surgem na imagem, que por sinal tem muita qualidade, traços que identificam a distância de outros veículos. Eu não lhe disse que era uma mais valia?

No centro, debaixo do tablier de linha plana em imitação de madeira, pode encontrar uma tomada doméstica de 220V, uma entrada USB e uma HDMI, para ligar a sua consola Nintendo e jogar nos ecrãs centrais quando se está parado.

O interior do elétrico da Honda é bastante espaçoso e, com a opção do tejadilho de abrir, o espaço parece ainda maior. Em termos de arrumação, conta com compartimentos de arrumação bastante úteis onde facilmente guarda o seu telemóvel, as chaves e outros objetos que não quer que voem pelo carro durante a viagem.

Por falar em voar...

Apertem os cintos, vamos a isto!

Vamos a isto e a toda a velocidade que o Honda E tem direito, que é o mesmo que dizer 145 km/h num arranque surpreendentemente forte. Sejamos sinceros, 8.3 segundos dos 0 aos 100 km/h não é nada nada mau. Leve e com uma resposta rápida, especialmente no modo sport, este elétrico entrega um grande prazer de condução.

Todos os apoios e assistências à condução permitem sentir-se seguro dentro da faixa de rodagem e longe de um acidente. Para não falar que, quando atinge uma velocidade avançada, pode deixar o Honda conduzi-lo sozinho. Mas não se deixe entusiasmar com o pé do acelerador ou a autonomia vai desaparecer rapidamente. O que não desaparece é o conforto nem os bons níveis de refinamento.

Interior

Descida da Montanha Russa

Lembra-se de lhe ter falado do receio da descida que vem logo após as mais entusiasmantes subidas da montanha russa? O Honda E é capaz de nos entusiasmar ao ponto de nos iludir mas é necessário ter os pés assentes no chão para identificar aspetos que “não são assim tão bons”.

Partindo pela bagageira, ela é visivelmente pequena, dificilmente, cabendo mais de dois sacos grandes de supermercado, além dos sacos com cabos de carregamento. O que também não é assim tão espetacular é a qualidade da imagem das câmeras à noite que nos surge mais pixelizada. Por falar em tecnologia, lamento entristecer os que já sonhavam ser apaixonados pela assistência de estacionamento mas a minha experiência não é muito positiva. A deteção de um lugar só é feita em lugares onde já existam outros carros estacionados e não é assim tão rápida quanto isso, por isso, fiquemo-nos por uma simples amizade.

Espelhos

A autonomia é outro fator que nos provoca um certo frio da barriga. É suficiente? Bem, se o objetivo é utilizar este elétrico apenas em pequenas deslocações citadinas a resposta é um redondo sim mas se pretende fugir um pouco às ruas das cidades é bom que não seja uma pessoa ansiosa ou stressada. Numa das voltas que fiz, decidi levar o Honda a uma aldeia. Com autonomia para 80 km e uma viagem de apenas 30 km em frente, não pensei duas vezes em arrancar. Acontece que a cada subida a autonomia diminuía consideravelmente, cerca de 20 km em menos 5 km percorridos. E é com esta dúvida se vamos conseguir chegar ao destino sem ter nenhum posto de abastecimento pelo caminho que a ansiedade dispara. A chegada foi feita com cerca de 20 km de autonomia mas com a confiança que a regeneração a ser feita nas descidas me iria ajudar. E foi o que aconteceu, chegada ao ponto de partida o nosso elétrico conseguiu regenerar mais do que aquilo que tinha perdido.

Se aconselho viagens fora das cidades? Não aconselho mas também não é uma missão impossível. É só uma aventura.

Traseira

Balanço Final

Na minha balança os aspetos positivos são certamente mais pesados do que os negativos. Tal como já referi, o Honda E é uma caixa de surpresas, um brinquedo tecnológico que facilmente cativa pela sua dinâmica. Se o seu propósito é ter um elétrico citadino esta é uma excelente opção.

Honda E: O Brinquedo Tecnológico

Lançado em 2020, o Honda E é 100% elétrico e 100% diversão. Nomeado para diversos prémios, entre eles “Carro Mundial do Ano 2021”, este pequeno grande citadino é uma caixa de surpresas. Neste ensaio estará presente uma perspetiva de cliente, a perspetiva de condução do dia-a-dia que lhe faltava para conhecer este modelo.

Catarina Resende
Catarina Resende
Honda E: O Brinquedo Tecnológico

Entrar no Honda E faz com que qualquer adulto se sinta como uma criança num parque de diversões. O sentimento faz-nos rapidamente soltar um “Wow! Por onde começo?”. O entusiasmo inicial é claro como o arranque de uma montanha russa que no final da primeira grande subida nos dá um frio na barriga e um receio da descida que se aproxima. São estas subidas e descidas de emoção que melhor caracterizam o nosso ensaio ao Honda E Advance, versão que tem um valor de tabela de 38 500€.

Cuidado com o Pequenote

Se apenas viu o Honda E através de imagens e fotografias é normal que o considere um veículo pequeno sem grande robustez. Pois bem, a verdade é que este elétrico marca presença, é robusto e atrai os olhares de curiosos e entusiastas ao circular pelas estradas. Comecemos pelo exterior. O que podem ser consideradas apenas opções estéticas são formas inteligentes de utilizar a tecnologia a favor do design e da aerodinâmica, como é o caso dos espelhos retrovisores substituídos por câmaras compactas. Além disso, destaque para os faróis redondos que nos levam de um aspeto adorável para um agressivo, com a certeza que está cheio de personalidade. Por isso digo: “Cuidado com o pequenote”, ele não é o que parece (mas será isso tudo?).

Galp
Galp
Os preços partem dos 36 mil euros para o Honda E, e dos 38 500 euros para o Advance.
Honda E: O Brinquedo Tecnológico

Abram as portas: Vamos entrar

Se o exterior é um cruzamento perfeito entre a fantasia e o real, o interior não deixa por menos. A sensação? Fácil! “Quero experimentar tudo”. Saltam logo à vista 5 ecrãs interativos que fazem sobressair o aspeto tecnológico e que garantem, por exemplo, uma visão 360º do veículo. Mas quando nos instalamos confortavelmente, repito, confortavelmente neste Honda, dificilmente teremos uma má experiência de condução. Quem não dirá o mesmo são os passageiros do banco de trás que tenham mais de 1,90m quando se virem bem perto do tejadilho. O volante e os bancos aquecidos quebram qualquer gelo que possa existir e o estacionamento automático torna o pesadelo de alguns num verdadeiro paraíso.

Tejadilho

É neste momento que deve estar a pensar: “Ok, mas eu não consigo conduzir sem espelhos”. Calma, as câmaras não são um bicho de sete cabeças e o difícil será mesmo querer os espelhos de volta. Ao contrário do que se possa imaginar, facilmente nos adaptamos a esta realidade. Isto porque os ecrãs estão colocados ao mesmo nível dos tradicionais espelhos e quando aciona o pisca, surgem na imagem, que por sinal tem muita qualidade, traços que identificam a distância de outros veículos. Eu não lhe disse que era uma mais valia?

No centro, debaixo do tablier de linha plana em imitação de madeira, pode encontrar uma tomada doméstica de 220V, uma entrada USB e uma HDMI, para ligar a sua consola Nintendo e jogar nos ecrãs centrais quando se está parado.

O interior do elétrico da Honda é bastante espaçoso e, com a opção do tejadilho de abrir, o espaço parece ainda maior. Em termos de arrumação, conta com compartimentos de arrumação bastante úteis onde facilmente guarda o seu telemóvel, as chaves e outros objetos que não quer que voem pelo carro durante a viagem.

Por falar em voar...

Apertem os cintos, vamos a isto!

Vamos a isto e a toda a velocidade que o Honda E tem direito, que é o mesmo que dizer 145 km/h num arranque surpreendentemente forte. Sejamos sinceros, 8.3 segundos dos 0 aos 100 km/h não é nada nada mau. Leve e com uma resposta rápida, especialmente no modo sport, este elétrico entrega um grande prazer de condução.

Todos os apoios e assistências à condução permitem sentir-se seguro dentro da faixa de rodagem e longe de um acidente. Para não falar que, quando atinge uma velocidade avançada, pode deixar o Honda conduzi-lo sozinho. Mas não se deixe entusiasmar com o pé do acelerador ou a autonomia vai desaparecer rapidamente. O que não desaparece é o conforto nem os bons níveis de refinamento.

Interior

Descida da Montanha Russa

Lembra-se de lhe ter falado do receio da descida que vem logo após as mais entusiasmantes subidas da montanha russa? O Honda E é capaz de nos entusiasmar ao ponto de nos iludir mas é necessário ter os pés assentes no chão para identificar aspetos que “não são assim tão bons”.

Partindo pela bagageira, ela é visivelmente pequena, dificilmente, cabendo mais de dois sacos grandes de supermercado, além dos sacos com cabos de carregamento. O que também não é assim tão espetacular é a qualidade da imagem das câmeras à noite que nos surge mais pixelizada. Por falar em tecnologia, lamento entristecer os que já sonhavam ser apaixonados pela assistência de estacionamento mas a minha experiência não é muito positiva. A deteção de um lugar só é feita em lugares onde já existam outros carros estacionados e não é assim tão rápida quanto isso, por isso, fiquemo-nos por uma simples amizade.

Espelhos

A autonomia é outro fator que nos provoca um certo frio da barriga. É suficiente? Bem, se o objetivo é utilizar este elétrico apenas em pequenas deslocações citadinas a resposta é um redondo sim mas se pretende fugir um pouco às ruas das cidades é bom que não seja uma pessoa ansiosa ou stressada. Numa das voltas que fiz, decidi levar o Honda a uma aldeia. Com autonomia para 80 km e uma viagem de apenas 30 km em frente, não pensei duas vezes em arrancar. Acontece que a cada subida a autonomia diminuía consideravelmente, cerca de 20 km em menos 5 km percorridos. E é com esta dúvida se vamos conseguir chegar ao destino sem ter nenhum posto de abastecimento pelo caminho que a ansiedade dispara. A chegada foi feita com cerca de 20 km de autonomia mas com a confiança que a regeneração a ser feita nas descidas me iria ajudar. E foi o que aconteceu, chegada ao ponto de partida o nosso elétrico conseguiu regenerar mais do que aquilo que tinha perdido.

Se aconselho viagens fora das cidades? Não aconselho mas também não é uma missão impossível. É só uma aventura.

Traseira

Balanço Final

Na minha balança os aspetos positivos são certamente mais pesados do que os negativos. Tal como já referi, o Honda E é uma caixa de surpresas, um brinquedo tecnológico que facilmente cativa pela sua dinâmica. Se o seu propósito é ter um elétrico citadino esta é uma excelente opção.