Nissan Ariya: arte aerodinâmica
A eficiência aerodinâmica continua a ser um dos grandes desafios para qualquer construtor automóvel, seja no exigente mundo da competição ou nos modelos “civis”.

"Vencer o vento” ou qualquer outra força da natureza e conseguir o menor grau de atrito, sobretudo à medida que a velocidade aumenta, é vital para o desempenho de qualquer modelo. Quando estamos a falar de produtos 100% elétricos esse processo ganha ainda mais importância. Para o novo Nissan Ariya, que recorde-se deverá chegar ao mercado português em meados desde ano, o construtor desenvolveu um exautivo conjunto de testes, que segundo o cosntrutor permitiu desenvolver o crossover mais eficiente em matéria aerodinâmica que a marca alguma vez construiu. “Cada milímetro do desenho de um automóvel tem de ser meticulosamente avaliado para assegurar que a sua forma é tão aerodinâmica quanto possível. O melhor local para o testar? No túnel de vento gigante”, refere, Sarwar Ahmed, engenheiro de Aerodinâmica na Nissan Europa.
Como já referimos, para os automóveis elétricos, a redução do atrito é ainda mais importante. Nas viagens de longa distância e elevada velocidade, sem uma forma aerodinâmica “a grande maioria da energia da sua bateria seria utilizada simplesmente para atravessar o ar”, continua Sarwar Ahmed. “Durante as fases iniciais do desenvolvimento do automóvel, a Nissan dispõe de mais do que um conceito de estilo. Utilizamos o túnel de vento para nos fornecer informações detalhadas sobre quais as características ou conceitos que favorecem ou prejudicam a aerodinâmica. Este processo começa logo na definição das proporções ou da forma geral do automóvel, uma fase na qual podem ocorrer mudanças muito significativas”, acrescenta Sarwar. Depois há detalhes, que podem fazer uma grande diferença. Por exemplo, as rodas e os pneus representam cerca de 1/3 em termos de força de atrito, mas pequenos componentes como defletores de rodas ou entradas as entradas de ar específicas na seção dianteira, podem orientar o fluxo de ar na melhor direção e reduzir, significativamente, a resistência ao ar. Os espelhos retrovisores representam outro ponto que merece uma atenção especial e que “poderá puxar o automóvel para trás”, o que levou a que os retrovisores do Ariya tenham sido “montados tipo bandeira e não tipo vela. Isto faz com que também a aero-acústica seja melhor”, remata o mesmo responsável.




