Citroen C4: O mercado da saudade
É a mais recente “arma” que a Citroën aplica na estratégia da ofensiva de lançamentos que delineou. Chama-se C4 e pretende dominar na frente de combate do segmento C, com motorizações térmicas e elétricas. O C4 e o ë-C4 já estão disponíveis no mercado nacional. Os preços começam nos 23 608,00€ da 1.2 PureTech 100 e estendem-se até aos 37 608,00€ do ë-C4.

A primeira vez que a Citroën usou a designação C4, foi em 1928. Depois as berlinas compactas da marca do “Double Chevron” passaram a ter outros nomes. Ami, ou GS foram herdeiros, que se distinguiram pelo design e pelo conforto de que a marca sempre fez “cavalo de batalha”. Em 1971 o GS foi eleito Carro do Ano na Europa e não será por acaso, que 50 anos depois o renascido C4, se proponha a “refundar” conceitos de então. A décima geração do C4, cuja designação foi recuperada em 2004, chegou ao mercado português este mês, estando por isso ainda em fase de lançamento e vai estar disponível, sinal dos tempos, com motorizações térmicas e elétricas, fruto da utilização da plataforma CMP do Grupo PSA, cuja modularidade permite este tipo de abordagem.
Valores reforçados
Apesar da novidade de integrar conceitos que respondem inteiramente às tendências atuais, seja pela eletrificação, seja posição de condução mais elevada, quase “encostada” ao conceito de SUV, ou “crossover”, é igualmente certo que a Citroën decidiu reforçar valores tradicionais da marca: design e conforto. A carroçaria remete-nos paraum SUV ou “crossover” de linhas fluidas, em que as rodas de 690mm ajudam a reforçar este conceito. O novo estilo de design da marca, com a assinatura luminosa dianteira em “V”, afirma-se como uma espécie de logotipo luminoso, que sobressai na frente desta berlina compacta. Para falar de conforto, tanto mais que se trata de um Citroën , não podemos deixar de falar das suspensões de batentes hidráulicos progressivos, que segundo a marca promove o chamado “efeito tapete voador”, absorvendo as irregularidades do piso e eliminando o ressalto. Para isto, ao conjunto mola/amortecedor, são adicionados dois batentes hidráulicos, um em cada extremo, que “cuidam” da compressão e da extensão, cada um. O interior foi cuidado, ao nível da habitabilidade, do ambiente, conectividade, 20 ajudas à condução, com destaque para o sistema “Highway Driver Assist”, um dispositivo de condução semi-autónoma de nível dois, da iluminação a bordo, sublinhada pelo teto panorâmico e dos bancos “Advanced Confort”. Tudo isto junto e temos o conceito Citroën Advanced Comfort ®.
Versões gasolina, Diesel e elétrica
A gasolina, o bloco 1.2 PureTech propõem as motorizações de 100 CV, com caixa manual de seis velocidades, de 130 CV, com caixa manual de seis velocidades ou automática de oito, e de 155 CV apenas disponibilizada com caixa automática de oito velocidades. Nos Diesel, temos duas versões, ambas com base no bloco 1.5 BlueHDi, de 110 CV com caixa manual de seis velocidades e a de 130 CV, com caixa automática de oito velocidades. Por fim a maior novidade, a versão elétrica, designada por ë-C4, que anuncia 136 CV de potência e 260 Nm de binário. Com bateria de 50 kWh, permite 350 quilómetros de autonomia máxima e o carregamento pode ser feito em tomadas rápidas até 100 kW, repondo até 80% da carga em meia hora. Para carga completa numa "wallbox" trifásica opcional de 11 kW demorará cinco horas, enquanto numa tomada doméstica, o carregamento completo será feito em 24 horas.








