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B(RAV)O 4

Quando, em 1994, a Toyota lançou o RAV4, dava o primeiro sinal de que estava a aderir à moda emergente de criar uma espécie de Todo-o-Terreno, cómodo, até mesmo luxuoso para o que era o conceito da altura – deixemos o Range Rover de fora e vejamo-lo como a excepção que confirma a regra – e sem aquelas coisas desagradáveis de ligar tracções integrais e “redutoras”. Era um tracção integral com uma caixa manual de cinco velocidades e pronto, era um SUV. Mesmo assim, o RAV 4 rapidamente se afirmou como um automóvel com boa maneabilidade, boa tracção e um desempenho bem interessante quer em asfalto, quer em terra. Um chassis equilibrado, uma boa motorização e a habitual boa construção marcavam o novo veículo. Talvez por isso mesmo, rapidamente, o RAV 4 ganhava a simpatia das equipas de ralis e tornou-se no muleto que todos aqueles que competiam como um tracção integral, tinham que ter para treinar. A “coisa” mais discutível do RAV 4 era mesmo o design, que ou se gostava, ou se detestava. Passaram-se 26 anos, cinco gerações e muita coisa mudou. O RAV 4 “aburguesou-se” é ainda mais cómodo, mais urbano e menos todo-o-terreno. O que era uma motorização à “moda antiga”, passou a ser um híbrido e já nem é o 4X4 permanente que era. Por fim, até a questão das formas da carroçaria já não divide como dividia. O RAV tem umas belas linhas.

Pedro Gil de Vasconcelos
Pedro Gil de Vasconcelos
B(RAV)O 4

Ao volante...

...temos aquela sensação de estar mais alto que agrada a tantos, mas temos também um veículo que responde rapidamente a qualquer solicitação do acelerador. O motor a gasolina de dois litros e meio, “empurrado” pelo motor eléctrico que acrescenta uns simpáticos 88 cavalos, dando uma potência combinada de 218 cavalos. Por seu lado, o binário de 221 Nm, está disponível entre as 3.600 e as 5.200 r.p.m. e confesso que as 2,1 toneladas “despacham-se” bem e em curva o RAV 4 é como era: agradável, equilibrado, e fácil de “gerir”. A caixa de velocidades é de variação contínua e pode ser utilizada em modo totalmente automático, ou com comando manual. A tracção, tal como era usada em 1994, já não serve e por isso o actual RAV 4 é normalmente um tracção dianteira e mesmo os 4X4 no uso normal têm a transmissão na frente e só quando as “coisas apertam” é que o Sistema Eléctrico Inteligente de Tração Às Quatro Rodas, entra em acção, mas sinceramente não tenho opinião sobre isto, pois a versão testada era a 4X2, a mais adaptada ao nosso mercado. Acho que qualquer pessoa que viva abaixo do Círculo Polar Árctico, só o vai sentir a necessidade do Sistema Eléctrico Inteligente de Tração Às Quatro Rodas, se perder muito o amor ao carro e se for o caso, há um botão na consola central com a indicação “Trail”, que adapta a transmissão a condições “especiais”, tipo uma roda sem aderência, por exemplo, mas isso são realidades para outros países.

Galp
Galp
A bordo "respira-se" conforto, tecnologia e qualidade.
B(RAV)O 4

Vanguarda eletrónica

Voltando à terra: há todo um mundo de electrónica que serve para quase tudo, desde o estacionamento, com câmaras 360º, até ao Cruise Control Adaptativo, ou ao Aviso de Saída de Faixa de Rodagem com Assistência de Direcção e posso afirmar que ambos funcionam bem... De outra forma não teria conseguido escrever, ou estaria a falar muito bem dos Air-bags. Sem sair do tema da electrónica, destaque para o ecrã de oito polegadas no centro do tablier, onde se concentra o “infotenimento” e podemos controlar, por exemplo os consumos de combustível e de bateria, ou verificar o tipo de condução de forma a podermos optimizar a condução em modo puramente eléctrico, o que até mais ou menos 70 Km/h, em plano é uma realidade. Destaco, e não é por acaso que deixei para o fim, a insonorização. Os ruídos parasitas são praticamente inexistentes, o que ajuda a desfrutar ainda melhor do sistema de som JBL, com nove colunas distribuídas pelo habitáculo. O RAV4 2.5 HDF Lounge, ou seja a unidade testada, é a versão com o nível mais alto de equipamento e está disponível no nosso mercado por 52.498,36 Euros. Para rematar, ressalvando que não sou “fã” de SUV´s, fiquei a entender porque o RAV 4 foi o SUV mais vendido no mundo em 2019 e ainda o quarto modelo de passageiro mais vendido a nível mundial.

B(RAV)O 4

Quando, em 1994, a Toyota lançou o RAV4, dava o primeiro sinal de que estava a aderir à moda emergente de criar uma espécie de Todo-o-Terreno, cómodo, até mesmo luxuoso para o que era o conceito da altura – deixemos o Range Rover de fora e vejamo-lo como a excepção que confirma a regra – e sem aquelas coisas desagradáveis de ligar tracções integrais e “redutoras”. Era um tracção integral com uma caixa manual de cinco velocidades e pronto, era um SUV. Mesmo assim, o RAV 4 rapidamente se afirmou como um automóvel com boa maneabilidade, boa tracção e um desempenho bem interessante quer em asfalto, quer em terra. Um chassis equilibrado, uma boa motorização e a habitual boa construção marcavam o novo veículo. Talvez por isso mesmo, rapidamente, o RAV 4 ganhava a simpatia das equipas de ralis e tornou-se no muleto que todos aqueles que competiam como um tracção integral, tinham que ter para treinar. A “coisa” mais discutível do RAV 4 era mesmo o design, que ou se gostava, ou se detestava. Passaram-se 26 anos, cinco gerações e muita coisa mudou. O RAV 4 “aburguesou-se” é ainda mais cómodo, mais urbano e menos todo-o-terreno. O que era uma motorização à “moda antiga”, passou a ser um híbrido e já nem é o 4X4 permanente que era. Por fim, até a questão das formas da carroçaria já não divide como dividia. O RAV tem umas belas linhas.

Pedro Gil de Vasconcelos
Pedro Gil de Vasconcelos
B(RAV)O 4

Ao volante...

...temos aquela sensação de estar mais alto que agrada a tantos, mas temos também um veículo que responde rapidamente a qualquer solicitação do acelerador. O motor a gasolina de dois litros e meio, “empurrado” pelo motor eléctrico que acrescenta uns simpáticos 88 cavalos, dando uma potência combinada de 218 cavalos. Por seu lado, o binário de 221 Nm, está disponível entre as 3.600 e as 5.200 r.p.m. e confesso que as 2,1 toneladas “despacham-se” bem e em curva o RAV 4 é como era: agradável, equilibrado, e fácil de “gerir”. A caixa de velocidades é de variação contínua e pode ser utilizada em modo totalmente automático, ou com comando manual. A tracção, tal como era usada em 1994, já não serve e por isso o actual RAV 4 é normalmente um tracção dianteira e mesmo os 4X4 no uso normal têm a transmissão na frente e só quando as “coisas apertam” é que o Sistema Eléctrico Inteligente de Tração Às Quatro Rodas, entra em acção, mas sinceramente não tenho opinião sobre isto, pois a versão testada era a 4X2, a mais adaptada ao nosso mercado. Acho que qualquer pessoa que viva abaixo do Círculo Polar Árctico, só o vai sentir a necessidade do Sistema Eléctrico Inteligente de Tração Às Quatro Rodas, se perder muito o amor ao carro e se for o caso, há um botão na consola central com a indicação “Trail”, que adapta a transmissão a condições “especiais”, tipo uma roda sem aderência, por exemplo, mas isso são realidades para outros países.

Xpeng G9
Xpeng G9
A bordo "respira-se" conforto, tecnologia e qualidade.
B(RAV)O 4

Vanguarda eletrónica

Voltando à terra: há todo um mundo de electrónica que serve para quase tudo, desde o estacionamento, com câmaras 360º, até ao Cruise Control Adaptativo, ou ao Aviso de Saída de Faixa de Rodagem com Assistência de Direcção e posso afirmar que ambos funcionam bem... De outra forma não teria conseguido escrever, ou estaria a falar muito bem dos Air-bags. Sem sair do tema da electrónica, destaque para o ecrã de oito polegadas no centro do tablier, onde se concentra o “infotenimento” e podemos controlar, por exemplo os consumos de combustível e de bateria, ou verificar o tipo de condução de forma a podermos optimizar a condução em modo puramente eléctrico, o que até mais ou menos 70 Km/h, em plano é uma realidade. Destaco, e não é por acaso que deixei para o fim, a insonorização. Os ruídos parasitas são praticamente inexistentes, o que ajuda a desfrutar ainda melhor do sistema de som JBL, com nove colunas distribuídas pelo habitáculo. O RAV4 2.5 HDF Lounge, ou seja a unidade testada, é a versão com o nível mais alto de equipamento e está disponível no nosso mercado por 52.498,36 Euros. Para rematar, ressalvando que não sou “fã” de SUV´s, fiquei a entender porque o RAV 4 foi o SUV mais vendido no mundo em 2019 e ainda o quarto modelo de passageiro mais vendido a nível mundial.