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Alternativas ao Model Y que merecem atenção

O Tesla Model Y é uma referência entre os SUV elétricos familiares, mas há alternativas que merecem atenção quando a prioridade é gastar menos, carregar depressa ou aumentar a autonomia. Comparámos versões e preços e procurámos também propostas para quem valoriza o comportamento em estrada, uma forma diferente de interagir com o automóvel ou maior vocação para sair do asfalto.

Nuno Poço
Nuno Poço
Alternativas ao Model Y que merecem atenção

O Tesla Model Y foi a nossa escolha para uma família no artigo dos melhores SUV elétricos de 2026. Mas as prioridades de quem compra um automóvel variam. Uma diferença de alguns milhares de euros pode pesar mais do que a autonomia; para outros condutores, a forma de interagir com carro através de botões físicos ou o comportamento numa estrada de curvas conta tanto como a ficha técnica.

Selecionámos alternativas com argumentos concretos e indicamos também aquilo a que se renuncia. A comparação faz-se com versões identificadas do Tesla, porque a sua gama abrange orçamentos e prestações bastante diferentes.

O Tesla Model Y conquistou o título de vencedor entre os SUV elétricos familiares e o nosso veredito apenas confirma os seus méritos; a sua capacidade é indiscutível. Num ápice, percebe-se por que razão lidera as vendas do segmento. Contudo, essa popularidade faz com que muitos condutores prefiram não ser "apenas mais um" na estrada. Para quem procura exclusividade, deixamos uma breve análise das melhores alternativas do mercado.

As alternativas ao Model Y , num ápice:

AS melhores alternativas ao Tesla Model Y

Nota: Os preços e dados das versões encontram-se nas páginas do Guia Correspondentes a cada modelo. As autonomias são combinadas WLTP e os tempos de carregamento são anunciados pelas marcas, em condições favoráveis.

Qual é o Model Y que estamos a comparar

O Model Y no Guia começa nos 40.997,30 €, com tração traseira e 525 km WLTP. O Premium Long Range RWD custa 50.997,30 €, com 603 km, enquanto o Long Range AWD sobe para 53.999,50 €, com 622 km. No topo, o Performance custa 62.999,50 €, anuncia 580 km e acelera dos 0 aos 100 km/h em 3,5 segundos.

Estas diferenças mudam a escolha. Um rival mais barato do que o Long Range pode continuar a custar bastante mais do que o Model Y de entrada. E um SUV de tração traseira com autonomia elevada não substitui todas as capacidades de uma versão de tração integral. Assim, identificamos sempre a versão alternativa e consideramos as diferenças existentes.

As alternativas mais baratas ao Model Y

O Leapmotor C10 é o mais barato desta seleção. A versão exclusivamente elétrica de 69,9 kWh custa 36.787,10 €. Tem 420 km WLTP e uma carroçaria de 4,739 metros: permite reduzir o orçamento mantendo o formato de um SUV de dimensões próximas das do Tesla .

Leapmotor C10, uma alternativa mais barata ao Model Y

A poupança de 4.210,20 € acompanha uma cedência de 105 km de autonomia homologada. Para quem carrega regularmente em casa e tem percursos diários compatíveis com essa autonomia, pode ser uma troca razoável. Para quem faz viagens longas com frequência, merece uma ponderação mais cuidadosa.

Também considerámos o C10 Design de 69,9 kWh, por 38.287,10 €. Mantém os 420 km e ainda fica 2.710,20 € abaixo do Tesla de entrada. A lista de equipamento do Design inclui bancos dianteiros aquecidos e ventilados, volante aquecido e porta traseira elétrica. O suplemento de 1.500 € sobre a versão de acesso pode fazer sentido para quem vai utilizar regularmente essas funções.

O BYD Sealion 7 Comfort ocupa outro patamar. Por 47.997,30 €, oferece 313 cv, 482 km WLTP e 520 litros de bagageira traseira. A diferença favorável de 3.000 € aplica-se ao Model Y Premium Long Range RWD; face ao Tesla de entrada, o BYD custa mais 7.000 €.

O equipamento ajuda a enquadrar a proposta: o nível de equipamento Comfort, confirma o sistema de som Dynaudio de 12 altifalantes, o ecrã rotativo de 15,6 polegadas e Android Auto/Apple CarPlay. São elementos úteis para quem valoriza áudio e integração do telemóvel.

BYD Sealion 7

O compromisso mais evidente do Sealion está na autonomia: são menos 121 km WLTP do que no Model Y Premium Long Range RWD. O modelo BYD interessa sobretudo a quem já considera esse patamar de orçamento e aceita menor autonomia, para reduzir o investimento inicial, ainda que essa autonomia fique já próxima dos 500 km. Ou seja, não será um problema para grande parte dos condutores.

A nossa escolha nesta prioridade: C10 para baixar efetivamente o preço de acesso; Sealion 7 para quem procura uma alternativa abaixo do orçamento do Model Y Premium Long Range.

Galp
Galp
O interior requintado do DS N7, coloca o modelo noutro patamar
Alternativas ao Model Y que merecem atenção

Que alternativas se destacam pela rapidez de carregamento?

O XPENG G6 Long Range é a proposta mais próxima em preço. Custa 51.197,30 €, apenas mais 200 € do que o Model Y Premium Long Range RWD, e combina 296 cv com 535 km WLTP.

A XPENG anuncia 12 minutos dos 10 aos 80%, apoiados numa arquitetura de 800 V. A versão Long Range inclui ainda bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e massagem, segundo a especificação portuguesa da marca. A massagem é um argumento adicional para quem passa muito tempo ao volante. A marca apresenta também assistências à velocidade e à faixa de rodagem e estacionamento automático; a sua utilização depende das condições de funcionamento previstas para cada sistema.

XPENG G6, destaca-se na velocidade de carregamento

O Tesla de tração traseira oferece mais 68 km de autonomia homologada. A vantagem prática do G6 depende de encontrar um carregador capaz de aproveitar a sua capacidade e de a bateria estar nas condições adequadas. Um posto com potência limitada pode reduzir bastante o benefício.

O Zeekr 7X Long Range RWD tem um posicionamento mais premium e exige um investimento maior: 59.957,30 €. Apresenta 421 cv, bateria de 100 kWh e 615 km WLTP na configuração indicada pelo Guia. A Zeekr Portugal anuncia 16 minutos dos 10 aos 80% para esta versão. O Long Range permite, assim, juntar uma bateria grande a um tempo de carregamento anunciado curto. Quem procura suspensão pneumática terá de subir ao Privilege, com outro orçamento.

O suplemento é de 5.957,80 € face ao Model Y Long Range AWD, apesar de o Zeekr escolhido ter tração traseira. O alcance fica próximo do Tesla comparado, com menos 7 km WLTP. A razão para o considerar nesta seleção é a velocidade do carregamento anunciado e o equipamento oferecido: Head-up display com realidade aumentada, 21 altifalantes, incluindo um posicionado no encosto de cabeça, teto panorâmico, capacidade V2L, faróis matrix LED e painel de instrumentos de 13".

Zeekr 7X é uma proposta premium

A nossa escolha nesta prioridade: G6 pela proximidade de preço; 7X para quem aceita pagar mais por uma proposta premium, num conjunto que combina uma bateria grande com carregamento rápido. Os tempos anunciados não foram medidos num confronto do Guia com o Model Y . O benefício numa viagem depende também do consumo, do nível de carga à chegada e do posto disponível; carregar dos 10 aos 80% mais depressa não basta para prever o tempo total do percurso.

Qual oferece mais autonomia por um preço próximo?

O DS Nº7 FWD Long Range é o candidato mais convincente neste compromisso. A versão de entrada está indicada no Guia por 55.100 €, com 740 km WLTP. São mais 118 km do que o Model Y de maior autonomia da tabela consultada, por mais 1.100,50 €.

O ganho é significativo, mas acompanha uma mudança de prioridades: o DS tem tração dianteira e anuncia 7,8 segundos dos 0 aos 100 km/h. É uma alternativa orientada para o alcance, com uma aceleração menos rápida do que a do Tesla comparado. Por outro lado, não sendo esse o critério aqui em avaliação aqui, na nossa opinião o DS Nº7 é uma proposta muito mais exclusiva e que ganha no design exterior e interior.

DS Nº7 tem um requinte ao nível das melhores propostas

A segunda versão a considerar é a Pallas, por 58.900 €. Mantém os 740 km indicados no Guia e acrescenta bomba de calor, bancos dianteiros aquecidos, vidros laterais dianteiros acústicos, portão elétrico com abertura mãos-livres e carregamento sem fios para o telemóvel. A assistência ao estacionamento inclui sensores e câmara traseira.

O suplemento de 3.800 € compra sobretudo conforto e comodidade. Para quem quer apenas maximizar a autonomia pelo preço, a versão de entrada é a comparação mais direta. A câmara 360° e o DS Drive Assist 2.0 são apresentados no nível Étoile, pelo que não entram no equipamento aqui considerado para o Pallas.

Porque o escolhemos: proporciona o ganho de autonomia mais claro desta seleção, por um preço próximo do Model Y Long Range AWD. Os 740 km são um valor combinado WLTP; a velocidade, a temperatura e a utilização da climatização influenciam a distância efetivamente percorrida.

E para quem valoriza uma condução mais envolvente?

O Polestar 4 Coupé merece um lugar na lista de carros a experimentar. No contacto de condução do Guia , a versão Single Motor mostrou agilidade e um bom compromisso de conforto. O Dual Motor com Pack Performance proporcionou uma experiência mais desportiva, embora o peso continuasse percetível.

A distinção entre versões é essencial. O Rear Motor RWD de 100 kWh custa 64.900 €, tem 272 cv, 620 km WLTP e faz os 0 aos 100 km/h em 7,1 segundos. Já ultrapassa em 1.900,50 € o Model Y Performance, oferecendo uma proposta de condução diferente e menor aceleração.

O Polestar 4 oferece uma boa experiência de condução

O Dual Motor, com 544 cv e 3,8 segundos, começa nos 71.900 €, uma valor muito acima da versão Performance do Model Y . No entanto, se equipado com o Pack Performance, que custa 4.500€, o Dual Motor recebe os amortecedores ativos ZF, mas isso exige o Pack Prime, que custa mais 5.900€, o que coloca esta versão nos 82.300€.

Porque o consideramos: o ensaio dá fundamento para recomendar uma experiência ao volante a quem valoriza o comportamento. No entanto, o investimento necessário para obter a melhor versão fará a maior parte das pessoas desistir do Dual Motor e ficar com o RWD.

Kia EV5: uma alternativa a avaliar pelos comandos e pelo equipamento

O Kia EV5 é a nossa alternativa para quem valoriza comandos físicos de utilização frequente. A versão Tech custa 52.518,70 €, tem 218 cv, 520 km WLTP e 566 litros de bagageira. Fica 1.521,40 € acima do Model Y Premium Long Range RWD, com menor autonomia e uma aceleração de 8,4 segundos.

O habitáculo dispõe de comandos físicos para a climatização, o volume, os sensores de estacionamento e o Auto Hold, identificados no catálogo português. Para quem prefere acionar estas funções através de botões, esta organização é uma razão concreta para considerar o EV5. Os Tesla quando apareceram ofereciam um interior distópico, clean e desprovido de botões.

Foi uma tendência durante estes anos, mas felizmente algumas marcas recomeçaram a dotar os interiores com botões físico que fornecem feedback ao condutor. Recentemente, a Euro NCAP anunciou que vai passar a penalizar carros sem botões físicos. A ficha de equipamento do KIA EV5 confirma patilhas de regeneração no volante, climatização de três zonas, bancos dianteiros e volante aquecidos, assistência HDA 2 e prevenção de colisão frontal e de ângulo morto no Tech.

KIA EV5

O GT-Line, por 56.018,70 €, custa mais 3.500 € do que o Tech e merece uma segunda comparação, embora a autonomia desça para 505 km. No equipamento acrescentamos câmara 360°, imagem do ângulo morto, estacionamento remoto, portão elétrico, bancos traseiros aquecidos e V2L. Este conjunto dá ao GT-Line um argumento próprio para quem valoriza as manobras de estacionamento e a comodidade diária. O teto panorâmico de abrir é opcional.

Como escolher entre os dois: Tech para limitar o investimento; GT-Line se a câmara 360°, o estacionamento remoto e o portão elétrico forem importantes. Os comandos físicos dão fundamento à escolha do EV5 nesta categoria; o equipamento adicional determina qual das versões faz mais sentido para cada orçamento.

O JEEP Compass é a alternativa para espíritos aventureiros

O JEEP Compass 4xe 100% elétrico acrescenta uma razão diferente para sair da lista habitual de alternativas ao Model Y . Na versão escolhida, o Compass Upland, destaque para os 375 cv, uma bateria de 96 kWh e tração integral, com até 600 km de autonomia combinada WLTP. É esta motorização elétrica que consideramos aqui.

O Compass é mais pequeno. A versão considerada apresenta-se com cerca de 4.587 mm de comprimento. Deve ser encarado como uma alternativa para quem aceita uma carroçaria mais compacta em troca de uma proposta orientada para percursos fora do asfalto, mesmo que esses percursos nunca venham a ser percorridos.

O Espírito mais aventureiro do JEEP Compass

O Upland é anunciado desde 55.750 €. Inclui pneus M+S, para-choques específicos e altura ao solo aumentada em 10 mm face à versão de tração dianteira. O Selec-Terrain disponibiliza modos para neve e areia/lama, além de 4WD Lock, enquanto que o Hill Descent Control fará a assitência em descidas. O equipamento inclui climatização de duas zonas, cruise control adaptativo, assistência à faixa, travagem automática de emergência e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.

O Overland começa nos 59.250 €, mais 3.500 €, e acrescenta faróis Matrix LED, regulação elétrica do banco do condutor, bancos e volante aquecidos e câmara traseira. O Upland concentra o argumento aventureiro; o Overland acrescenta conforto e comodidade.

Porque o incluímos: a tração integral e os recursos específicos para diferentes pisos dão fundamento à categoria «Um espírito mais aventureiro». Não resulta de um ensaio comparativo fora de estrada com o Tesla . O preço anunciado do Upland aproxima-o do Model Y Long Range AWD, mas falta harmonizar despesas e condições da proposta antes de calcular uma diferença final de compra.

Qual destas alternativas faz sentido?

A primeira decisão é identificar o que queres melhorar em relação ao Model Y . Se o orçamento manda, começa pelo C10. Se a prioridade são as paragens, compara o G6 e o 7X com os carregadores que realmente utilizas. Se procuras mais alcance, o DS apresenta a diferença mais expressiva desta seleção. No Polestar, importa comparar a proposta de campanha e os packs escolhidos; um ensaio permite perceber se a tua condução corresponde às prioridades do comprador. No EV5, a escolha entre Tech e GT-Line muda de forma significativa o equipamento disponível. O Compass acrescenta uma opção para quem procura uma carroçaria mais compacta e recursos destinados a percursos fora do asfalto.

O preço deve ser comparado com o equipamento de que precisas e com as despesas finais da proposta. Com exceção do Compass , os valores aqui usados correspondem às tabelas do Guia consultadas em 15 de outubro de 2026: incluem impostos, mas excluem opcionais e despesas de transporte, matrícula e averbamento, conforme a legenda dessas tabelas. Os preços do Compass são os valores «desde» publicados pela Jeep Portugal, sujeitos à confirmação das condições e despesas aplicáveis. Campanhas e condições de financiamento devem ser avaliadas à parte.

Alternativas ao Model Y que merecem atenção

O Tesla Model Y é uma referência entre os SUV elétricos familiares, mas há alternativas que merecem atenção quando a prioridade é gastar menos, carregar depressa ou aumentar a autonomia. Comparámos versões e preços e procurámos também propostas para quem valoriza o comportamento em estrada, uma forma diferente de interagir com o automóvel ou maior vocação para sair do asfalto.

Nuno Poço
Nuno Poço
Alternativas ao Model Y que merecem atenção

O Tesla Model Y foi a nossa escolha para uma família no artigo dos melhores SUV elétricos de 2026. Mas as prioridades de quem compra um automóvel variam. Uma diferença de alguns milhares de euros pode pesar mais do que a autonomia; para outros condutores, a forma de interagir com carro através de botões físicos ou o comportamento numa estrada de curvas conta tanto como a ficha técnica.

Selecionámos alternativas com argumentos concretos e indicamos também aquilo a que se renuncia. A comparação faz-se com versões identificadas do Tesla, porque a sua gama abrange orçamentos e prestações bastante diferentes.

O Tesla Model Y conquistou o título de vencedor entre os SUV elétricos familiares e o nosso veredito apenas confirma os seus méritos; a sua capacidade é indiscutível. Num ápice, percebe-se por que razão lidera as vendas do segmento. Contudo, essa popularidade faz com que muitos condutores prefiram não ser "apenas mais um" na estrada. Para quem procura exclusividade, deixamos uma breve análise das melhores alternativas do mercado.

As alternativas ao Model Y , num ápice:

AS melhores alternativas ao Tesla Model Y

Nota: Os preços e dados das versões encontram-se nas páginas do Guia Correspondentes a cada modelo. As autonomias são combinadas WLTP e os tempos de carregamento são anunciados pelas marcas, em condições favoráveis.

Qual é o Model Y que estamos a comparar

O Model Y no Guia começa nos 40.997,30 €, com tração traseira e 525 km WLTP. O Premium Long Range RWD custa 50.997,30 €, com 603 km, enquanto o Long Range AWD sobe para 53.999,50 €, com 622 km. No topo, o Performance custa 62.999,50 €, anuncia 580 km e acelera dos 0 aos 100 km/h em 3,5 segundos.

Estas diferenças mudam a escolha. Um rival mais barato do que o Long Range pode continuar a custar bastante mais do que o Model Y de entrada. E um SUV de tração traseira com autonomia elevada não substitui todas as capacidades de uma versão de tração integral. Assim, identificamos sempre a versão alternativa e consideramos as diferenças existentes.

As alternativas mais baratas ao Model Y

O Leapmotor C10 é o mais barato desta seleção. A versão exclusivamente elétrica de 69,9 kWh custa 36.787,10 €. Tem 420 km WLTP e uma carroçaria de 4,739 metros: permite reduzir o orçamento mantendo o formato de um SUV de dimensões próximas das do Tesla .

Leapmotor C10, uma alternativa mais barata ao Model Y

A poupança de 4.210,20 € acompanha uma cedência de 105 km de autonomia homologada. Para quem carrega regularmente em casa e tem percursos diários compatíveis com essa autonomia, pode ser uma troca razoável. Para quem faz viagens longas com frequência, merece uma ponderação mais cuidadosa.

Também considerámos o C10 Design de 69,9 kWh, por 38.287,10 €. Mantém os 420 km e ainda fica 2.710,20 € abaixo do Tesla de entrada. A lista de equipamento do Design inclui bancos dianteiros aquecidos e ventilados, volante aquecido e porta traseira elétrica. O suplemento de 1.500 € sobre a versão de acesso pode fazer sentido para quem vai utilizar regularmente essas funções.

O BYD Sealion 7 Comfort ocupa outro patamar. Por 47.997,30 €, oferece 313 cv, 482 km WLTP e 520 litros de bagageira traseira. A diferença favorável de 3.000 € aplica-se ao Model Y Premium Long Range RWD; face ao Tesla de entrada, o BYD custa mais 7.000 €.

O equipamento ajuda a enquadrar a proposta: o nível de equipamento Comfort, confirma o sistema de som Dynaudio de 12 altifalantes, o ecrã rotativo de 15,6 polegadas e Android Auto/Apple CarPlay. São elementos úteis para quem valoriza áudio e integração do telemóvel.

BYD Sealion 7

O compromisso mais evidente do Sealion está na autonomia: são menos 121 km WLTP do que no Model Y Premium Long Range RWD. O modelo BYD interessa sobretudo a quem já considera esse patamar de orçamento e aceita menor autonomia, para reduzir o investimento inicial, ainda que essa autonomia fique já próxima dos 500 km. Ou seja, não será um problema para grande parte dos condutores.

A nossa escolha nesta prioridade: C10 para baixar efetivamente o preço de acesso; Sealion 7 para quem procura uma alternativa abaixo do orçamento do Model Y Premium Long Range.

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O interior requintado do DS N7, coloca o modelo noutro patamar
Alternativas ao Model Y que merecem atenção

Que alternativas se destacam pela rapidez de carregamento?

O XPENG G6 Long Range é a proposta mais próxima em preço. Custa 51.197,30 €, apenas mais 200 € do que o Model Y Premium Long Range RWD, e combina 296 cv com 535 km WLTP.

A XPENG anuncia 12 minutos dos 10 aos 80%, apoiados numa arquitetura de 800 V. A versão Long Range inclui ainda bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e massagem, segundo a especificação portuguesa da marca. A massagem é um argumento adicional para quem passa muito tempo ao volante. A marca apresenta também assistências à velocidade e à faixa de rodagem e estacionamento automático; a sua utilização depende das condições de funcionamento previstas para cada sistema.

XPENG G6, destaca-se na velocidade de carregamento

O Tesla de tração traseira oferece mais 68 km de autonomia homologada. A vantagem prática do G6 depende de encontrar um carregador capaz de aproveitar a sua capacidade e de a bateria estar nas condições adequadas. Um posto com potência limitada pode reduzir bastante o benefício.

O Zeekr 7X Long Range RWD tem um posicionamento mais premium e exige um investimento maior: 59.957,30 €. Apresenta 421 cv, bateria de 100 kWh e 615 km WLTP na configuração indicada pelo Guia. A Zeekr Portugal anuncia 16 minutos dos 10 aos 80% para esta versão. O Long Range permite, assim, juntar uma bateria grande a um tempo de carregamento anunciado curto. Quem procura suspensão pneumática terá de subir ao Privilege, com outro orçamento.

O suplemento é de 5.957,80 € face ao Model Y Long Range AWD, apesar de o Zeekr escolhido ter tração traseira. O alcance fica próximo do Tesla comparado, com menos 7 km WLTP. A razão para o considerar nesta seleção é a velocidade do carregamento anunciado e o equipamento oferecido: Head-up display com realidade aumentada, 21 altifalantes, incluindo um posicionado no encosto de cabeça, teto panorâmico, capacidade V2L, faróis matrix LED e painel de instrumentos de 13".

Zeekr 7X é uma proposta premium

A nossa escolha nesta prioridade: G6 pela proximidade de preço; 7X para quem aceita pagar mais por uma proposta premium, num conjunto que combina uma bateria grande com carregamento rápido. Os tempos anunciados não foram medidos num confronto do Guia com o Model Y . O benefício numa viagem depende também do consumo, do nível de carga à chegada e do posto disponível; carregar dos 10 aos 80% mais depressa não basta para prever o tempo total do percurso.

Qual oferece mais autonomia por um preço próximo?

O DS Nº7 FWD Long Range é o candidato mais convincente neste compromisso. A versão de entrada está indicada no Guia por 55.100 €, com 740 km WLTP. São mais 118 km do que o Model Y de maior autonomia da tabela consultada, por mais 1.100,50 €.

O ganho é significativo, mas acompanha uma mudança de prioridades: o DS tem tração dianteira e anuncia 7,8 segundos dos 0 aos 100 km/h. É uma alternativa orientada para o alcance, com uma aceleração menos rápida do que a do Tesla comparado. Por outro lado, não sendo esse o critério aqui em avaliação aqui, na nossa opinião o DS Nº7 é uma proposta muito mais exclusiva e que ganha no design exterior e interior.

DS Nº7 tem um requinte ao nível das melhores propostas

A segunda versão a considerar é a Pallas, por 58.900 €. Mantém os 740 km indicados no Guia e acrescenta bomba de calor, bancos dianteiros aquecidos, vidros laterais dianteiros acústicos, portão elétrico com abertura mãos-livres e carregamento sem fios para o telemóvel. A assistência ao estacionamento inclui sensores e câmara traseira.

O suplemento de 3.800 € compra sobretudo conforto e comodidade. Para quem quer apenas maximizar a autonomia pelo preço, a versão de entrada é a comparação mais direta. A câmara 360° e o DS Drive Assist 2.0 são apresentados no nível Étoile, pelo que não entram no equipamento aqui considerado para o Pallas.

Porque o escolhemos: proporciona o ganho de autonomia mais claro desta seleção, por um preço próximo do Model Y Long Range AWD. Os 740 km são um valor combinado WLTP; a velocidade, a temperatura e a utilização da climatização influenciam a distância efetivamente percorrida.

E para quem valoriza uma condução mais envolvente?

O Polestar 4 Coupé merece um lugar na lista de carros a experimentar. No contacto de condução do Guia , a versão Single Motor mostrou agilidade e um bom compromisso de conforto. O Dual Motor com Pack Performance proporcionou uma experiência mais desportiva, embora o peso continuasse percetível.

A distinção entre versões é essencial. O Rear Motor RWD de 100 kWh custa 64.900 €, tem 272 cv, 620 km WLTP e faz os 0 aos 100 km/h em 7,1 segundos. Já ultrapassa em 1.900,50 € o Model Y Performance, oferecendo uma proposta de condução diferente e menor aceleração.

O Polestar 4 oferece uma boa experiência de condução

O Dual Motor, com 544 cv e 3,8 segundos, começa nos 71.900 €, uma valor muito acima da versão Performance do Model Y . No entanto, se equipado com o Pack Performance, que custa 4.500€, o Dual Motor recebe os amortecedores ativos ZF, mas isso exige o Pack Prime, que custa mais 5.900€, o que coloca esta versão nos 82.300€.

Porque o consideramos: o ensaio dá fundamento para recomendar uma experiência ao volante a quem valoriza o comportamento. No entanto, o investimento necessário para obter a melhor versão fará a maior parte das pessoas desistir do Dual Motor e ficar com o RWD.

Kia EV5: uma alternativa a avaliar pelos comandos e pelo equipamento

O Kia EV5 é a nossa alternativa para quem valoriza comandos físicos de utilização frequente. A versão Tech custa 52.518,70 €, tem 218 cv, 520 km WLTP e 566 litros de bagageira. Fica 1.521,40 € acima do Model Y Premium Long Range RWD, com menor autonomia e uma aceleração de 8,4 segundos.

O habitáculo dispõe de comandos físicos para a climatização, o volume, os sensores de estacionamento e o Auto Hold, identificados no catálogo português. Para quem prefere acionar estas funções através de botões, esta organização é uma razão concreta para considerar o EV5. Os Tesla quando apareceram ofereciam um interior distópico, clean e desprovido de botões.

Foi uma tendência durante estes anos, mas felizmente algumas marcas recomeçaram a dotar os interiores com botões físico que fornecem feedback ao condutor. Recentemente, a Euro NCAP anunciou que vai passar a penalizar carros sem botões físicos. A ficha de equipamento do KIA EV5 confirma patilhas de regeneração no volante, climatização de três zonas, bancos dianteiros e volante aquecidos, assistência HDA 2 e prevenção de colisão frontal e de ângulo morto no Tech.

KIA EV5

O GT-Line, por 56.018,70 €, custa mais 3.500 € do que o Tech e merece uma segunda comparação, embora a autonomia desça para 505 km. No equipamento acrescentamos câmara 360°, imagem do ângulo morto, estacionamento remoto, portão elétrico, bancos traseiros aquecidos e V2L. Este conjunto dá ao GT-Line um argumento próprio para quem valoriza as manobras de estacionamento e a comodidade diária. O teto panorâmico de abrir é opcional.

Como escolher entre os dois: Tech para limitar o investimento; GT-Line se a câmara 360°, o estacionamento remoto e o portão elétrico forem importantes. Os comandos físicos dão fundamento à escolha do EV5 nesta categoria; o equipamento adicional determina qual das versões faz mais sentido para cada orçamento.

O JEEP Compass é a alternativa para espíritos aventureiros

O JEEP Compass 4xe 100% elétrico acrescenta uma razão diferente para sair da lista habitual de alternativas ao Model Y . Na versão escolhida, o Compass Upland, destaque para os 375 cv, uma bateria de 96 kWh e tração integral, com até 600 km de autonomia combinada WLTP. É esta motorização elétrica que consideramos aqui.

O Compass é mais pequeno. A versão considerada apresenta-se com cerca de 4.587 mm de comprimento. Deve ser encarado como uma alternativa para quem aceita uma carroçaria mais compacta em troca de uma proposta orientada para percursos fora do asfalto, mesmo que esses percursos nunca venham a ser percorridos.

O Espírito mais aventureiro do JEEP Compass

O Upland é anunciado desde 55.750 €. Inclui pneus M+S, para-choques específicos e altura ao solo aumentada em 10 mm face à versão de tração dianteira. O Selec-Terrain disponibiliza modos para neve e areia/lama, além de 4WD Lock, enquanto que o Hill Descent Control fará a assitência em descidas. O equipamento inclui climatização de duas zonas, cruise control adaptativo, assistência à faixa, travagem automática de emergência e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.

O Overland começa nos 59.250 €, mais 3.500 €, e acrescenta faróis Matrix LED, regulação elétrica do banco do condutor, bancos e volante aquecidos e câmara traseira. O Upland concentra o argumento aventureiro; o Overland acrescenta conforto e comodidade.

Porque o incluímos: a tração integral e os recursos específicos para diferentes pisos dão fundamento à categoria «Um espírito mais aventureiro». Não resulta de um ensaio comparativo fora de estrada com o Tesla . O preço anunciado do Upland aproxima-o do Model Y Long Range AWD, mas falta harmonizar despesas e condições da proposta antes de calcular uma diferença final de compra.

Qual destas alternativas faz sentido?

A primeira decisão é identificar o que queres melhorar em relação ao Model Y . Se o orçamento manda, começa pelo C10. Se a prioridade são as paragens, compara o G6 e o 7X com os carregadores que realmente utilizas. Se procuras mais alcance, o DS apresenta a diferença mais expressiva desta seleção. No Polestar, importa comparar a proposta de campanha e os packs escolhidos; um ensaio permite perceber se a tua condução corresponde às prioridades do comprador. No EV5, a escolha entre Tech e GT-Line muda de forma significativa o equipamento disponível. O Compass acrescenta uma opção para quem procura uma carroçaria mais compacta e recursos destinados a percursos fora do asfalto.

O preço deve ser comparado com o equipamento de que precisas e com as despesas finais da proposta. Com exceção do Compass , os valores aqui usados correspondem às tabelas do Guia consultadas em 15 de outubro de 2026: incluem impostos, mas excluem opcionais e despesas de transporte, matrícula e averbamento, conforme a legenda dessas tabelas. Os preços do Compass são os valores «desde» publicados pela Jeep Portugal, sujeitos à confirmação das condições e despesas aplicáveis. Campanhas e condições de financiamento devem ser avaliadas à parte.