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Equipamentos e software por subscrição. Porque não?

A conectividade dos automóveis e a digitalização abrem as portas para a aquisição de software e equipamentos através de programas de subscrição.

Catarina Resende
Catarina Resende
Equipamentos e software por subscrição. Porque não?

Sob o paradigma clássico da compra, os carros saem de fábrica com tudo o que pedimos, e vai continuar assim...Porém, quantas vezes já pensou: "Se fosse agora, teria pedido este sistema ou escusava de ter este"? Demasiadas. E é nesse sentido que surgem os programas de subscrição que são uma vantagem para clientes e marcas.

A General Motors planeia ganhar cerca de 20 bilhões de euros por ano até 2030 com assinaturas digitais e software. Marcas como BMW, Toyota, Volkswagen, Mercedes -Benz ou Tesla já começaram a cobrar aos clientes para continuar usufruindo de determinados equipamentos, ou para desbloqueá-los .

Por exemplo, as Toyotas têm uma série de serviços digitais associados aos seus sistemas de infoentretenimento Touch&Go. Se depois de um tempo esses serviços não forem renovados, eles deixarão de funcionar. Manter esses serviços atualizados tem um custo.

Um exemplo prático, gostava de ter os bancos aquecidos? Então porque não desbloquear esse extra apenas durante os meses de inverno? Na Coreia do Sul, pode optar por um teste gratuito, um mês, um ano, três anos ou indefinidamente, dependendo de quanto você paga

Recentemente, a BMW começou a cobrar nalguns mercados o usufruto de alguns recursos, como controlo de cruzeiro ativo, ou uma câmera de registo. A parte física do equipamento que possibilita isso já está no carro, mas pode ser habilitada ou desabilitada remotamente.

Alguns equipamentos podem ser mantidos em funcionamento mediante o pagamento de uma taxa periódica para seu usufruto temporário e como alternativa ao pagamento de uma só vez.

Porém, a lógica da marca é parcialmente perversa. Pode fazer sentido simplificar o processo de produção automóvel mas deixando que incluam equipamentos pelos quais os clientes provavelmente acabarão por pagar, principalmente se receberem a oportunidade de testar gratuitamente. O hábito é criado e então eles solicitam a continuidade e o respetivo pagamento.

O equilíbrio pode ser encontrado entre as partes se realmente pagar pela manutenção e melhoria de algo ao longo do tempo, maximizando a eficácia e vida útil do automóvel, sem que o cliente sinta que se estão a aproveitar dele.

Equipamentos e software por subscrição. Porque não?

A conectividade dos automóveis e a digitalização abrem as portas para a aquisição de software e equipamentos através de programas de subscrição.

Catarina Resende
Catarina Resende
Equipamentos e software por subscrição. Porque não?

Sob o paradigma clássico da compra, os carros saem de fábrica com tudo o que pedimos, e vai continuar assim...Porém, quantas vezes já pensou: "Se fosse agora, teria pedido este sistema ou escusava de ter este"? Demasiadas. E é nesse sentido que surgem os programas de subscrição que são uma vantagem para clientes e marcas.

A General Motors planeia ganhar cerca de 20 bilhões de euros por ano até 2030 com assinaturas digitais e software. Marcas como BMW, Toyota, Volkswagen, Mercedes -Benz ou Tesla já começaram a cobrar aos clientes para continuar usufruindo de determinados equipamentos, ou para desbloqueá-los .

Por exemplo, as Toyotas têm uma série de serviços digitais associados aos seus sistemas de infoentretenimento Touch&Go. Se depois de um tempo esses serviços não forem renovados, eles deixarão de funcionar. Manter esses serviços atualizados tem um custo.

Um exemplo prático, gostava de ter os bancos aquecidos? Então porque não desbloquear esse extra apenas durante os meses de inverno? Na Coreia do Sul, pode optar por um teste gratuito, um mês, um ano, três anos ou indefinidamente, dependendo de quanto você paga

Xpeng G9
Xpeng G9
Através deste método, poderá desbloquear um determinado sistema apenas por meses sem sair de casa.

Recentemente, a BMW começou a cobrar nalguns mercados o usufruto de alguns recursos, como controlo de cruzeiro ativo, ou uma câmera de registo. A parte física do equipamento que possibilita isso já está no carro, mas pode ser habilitada ou desabilitada remotamente.

Alguns equipamentos podem ser mantidos em funcionamento mediante o pagamento de uma taxa periódica para seu usufruto temporário e como alternativa ao pagamento de uma só vez.

Porém, a lógica da marca é parcialmente perversa. Pode fazer sentido simplificar o processo de produção automóvel mas deixando que incluam equipamentos pelos quais os clientes provavelmente acabarão por pagar, principalmente se receberem a oportunidade de testar gratuitamente. O hábito é criado e então eles solicitam a continuidade e o respetivo pagamento.

O equilíbrio pode ser encontrado entre as partes se realmente pagar pela manutenção e melhoria de algo ao longo do tempo, maximizando a eficácia e vida útil do automóvel, sem que o cliente sinta que se estão a aproveitar dele.