Esta é a lei que desafia o objetivo de ter baterias europeias
A União Europeia tem o claro objetivo de se tornar um produtor autossuficiente de baterias para veículos elétricos para, dessa forma, reduzir a dependência de outras potências mundiais.

A União Europeia tem como objetivo tornar-se um produtor de baterias apra veículos elétricos em 2025 para, desta forma, reduzir a sua dependência de países asiáticos, principalmente da China. Porém, este objetivo não é simples de concretizar.
Este objetivo pode ser particularmente desafiante se a Agência Europeia de Produtos Químicos classificar alguns compostos de lítio como perigosos para a saúde, o projeto não poderá ir para a frente.
Acontece que a Reuters propôs à Comissão Europeia que se inclua o carbonato, cloreto e hidróxido de lítio na lista de elementos perigosos para a saúde humana e, se esta proposta for aprovada, o lítio poderá continuar a ser usado e importado para a União Europeia, mas os custos aumentariam em função de uma legislação mais rígida sobre processamento, embalagem e armazenamento.
A Albemarle, empresa americana produtora de lítio, já veio a público referir que se estes compostos de lítio forem confirmados na lista de elementos perigosos, é muito provável que seja forçada a encerrar a sua fábrica em Langelsheim, na Alemanha.
“A Albemarle não poderia importar a principal matéria-prima, o cloreto de lítio, colocando toda a instalação em risco de fecho” , indicou o diretor financeiro Scott Tozier. “Com vendas de aproximadamente 450 milhões por ano, o impacto económico para a Albemarle do possível fecho seria significativo”, acrescentou Tozier.
Nos últimos dois anos, a Europa e os Estados Unidos redobraram os esforços para construir cadeias de suprimentos independentes que reduzam a força da China na indústria de minerais necessários para fabricar veículos elétricos, turbinas eólicas e painéis solares.
Tozier reitera que a medida em estudo pela Comissão Europeia “dificultaria a localização da cadeia de abastecimento de baterias da União Europeia e, em vez disso, deslocaria o processo para um local fora da UE, criando assim a necessidade de importação”.
A proposta da ECHA será discutida numa reunião a ser realizada pelos estados membros da União Europeia a 5 e 6 de julho, embora a decisão final provavelmente não chegue até o final deste ano ou início de 2023.




