Nem a gasóleo nem elétricos! Paris quer zero trânsito
Nesta luta contra os tradicionais veículos a combustão, a guerra verde parece ganhar cada vez mais forças. Agora, a capital francesa pretende banir todos os veículos particulares já em 2024.

Anne Hidalgo, presidente da câmara de Paris, afirmou a sua vontade de terminar com a circulação de todo o tipo de veículos a combustão na zona da capital francesa. Os primeiros alvos são os automóveis movidos a gasóleo, uma vez que eram os que mais prejudicam a qualidade do ar. Agora, os inimigos são todos os veículos particulares, sejam eles movidos a gasolina, gasóleo ou eletricidade.
Pois... Por esta não esperávam. Nem os elétricos se escapam e ficam também eles inibidos de circular no centro parisiense, que corresponde aos bairros 1º a 4º, além de uma grande parte dos 5º a 7º. A Bloomberg Economic News estima que esta medida resultará na retirada de cerca de 100 mil veículos do centro da cidade.
Apenas os moradores dessas zonas estão autorizados a circular com os seus automóveis privados mas também os veículos de distribuição. Esta medida permite também que os condutores que pretendam deslocar-se a uma determinada loja, o possam fazer desde que identifiquem o percurso.
A redução de ruídos, poluição e até mesmo do stress do centro da cidade só será possível com a adesão aos transportes públicos, trotinetes, bicicletas e ao mais antigo meio de transporte... os pés. Ao proibir a circulação de veículos, é necessário melhorar e/ou criar condições para outros meios de transporte como ciclovias ( que só no último ano expandiram 100 km).
Se Paris foi pioneira na luta contra os veículos a gasóleo e várias cidades europeias "copiaram" a iniciativa, acredita-se que esta seja também uma medida a ser considerada por outros. Isto não significa que as capitais europeias vão, de repente, proibir totalmente o trânsito nos centros, mas vão certamente criar estratégias para o diminuir, como é o caso da Bélgica.
Na Bélgica, cada quilómetro percorrido com o programa bike to work corresponde a 0.25€, tal como acontece no Reino Unido e nos Países Baixos.
Estarão o Porto e Lisboa estão preparados para uma medida deste género?




