Opel revela Pixel-Vizor do novo Manta
Numa altura em que já estamos em contagem decrescente para a chegada do novo Manta, recorde-se agendada para 19 de maio próximo, a Opel deixou mais um teaser. Desta vez o protagonismo vai para a assinatura Pixel-Vizor, que “anima” toda a secção dianteira.

O traço “vintage” do Manta GSe mantem-se fiel ao conceito estilístico apresentado pela casa de Rüsselsheim na década de 70. Contudo, a Opel concebeu o novo modelo com base na política de zero emissões. O GSe ElektroMOD irá apresentar-se com um motor elétrico de última geração e um interior totalmente voltado para as tecnologias digitais e linhas desportivas. A apresentação é feita com uma pintura em amarelo neon e a frente não esconde a inspiração do esquema geométrico utilizado no grupo ótico (agora com tecnologia LED) e na grelha do radiador do Manta A. Porém, agora passamos a ter uma “grelha” que comunica com o Mundo. No Pixel-Vizior podem ler-se mensagens como: “My German heart has been ELEKTRified” (O meu coração alemão foi ELEKTRificado); “I am on a zero e-mission” (Estou numa e-missão zero) ou “I am an ElektroMOD” (Sou um ElektroMOD). No final a temos a silhueta de uma manta a “nadar” ao longo deste “ecrã”. Segundo os responsáveis da marca alemã, o Manta GSe ElektroMOD já se encontra na fase dos últimos retoques para a estreia que está, como já referimos, agendada para o próximo mês.
A Manta de Rüsselsheim
A história ou origem do nome remonta a 1969, quando George Gallion, designer norte-americano ao serviço da Opel , rumou a Paris, para reunir com a equipa do reconhecido biólogo marinho francês Jacques Cousteau. “Tínhamos escolhido o nome 'Manta' para o nosso novo modelo desportivo. Tomada a decisão, ficámos com dez dias para chegar a um logótipo e ainda não tínhamos encontrado uma solução adequada”, recorda George Gallion. Após longas horas de observação de imagens captadas pela equipa de Cousteau, o designer inspirou-se numa fotografia de uma raia-manta, tirada de baixo, contra a superfície brilhante do mar. Estava encontrado o logótipo cromado que passou a decorar os guarda-lamas dianteiros no novo desportivo. O modelo foi apresentado um ano depois, em 1970, em Timmendorfer Strand, na costa alemã do Mar Báltico. No primeiro ano completo de vendas, o modelo alcançou as 56 200 unidades, numa carreira comercial que ficou muito próximo do maio milhão de viaturas. Nos cinco anos de percurso do modelo A, as versões foram sendo apuradas, bem como as motorizações, desde o luxo da do Manta Berlinetta, passando pelo desportivo GT/E, com um motor de 1.9 litros e 105 cv até à última versão, um “Black Magic”, com pintura exclusiva preta e listas laranjas nos flancos, um exemplar que ainda vamos, com alguma sorte, vendo a desfilar por aí.
“Com o Manta GSe estamos a construir uma ponte entre a tradição Opel e um muito desejável futuro sustentável. Esta mistura de espírito da época com o mais moderno é absolutamente fascinante”, refere Pierre-Olivier Garcia, Diretor de Design da Opel.
O Manta B
Chegou em 1975 e aqui com duas variantes de carroçaria, o coupé de três volumes tipo “notchback” e o Combi-Coupé CC, do tipo “hatchback. As versões foram evoluindo e à Berlinetta e GT/E juntaram-se as SR, GT e GT/J. As derradeiras versões do Manta B passaram pelas GSi e GSi Exclusiv. Contudo, houve mais uma versão especial. Estávamos em 1981 quando chegou a “400” - denominação que reporta às 400 unidades necessárias para a homologação de uma versão de competição do então Grupo 4. Equipado com um bloco de 2.4 litros DOHC (dupla árvore de cames à cabeça) e 144 cv de potência, um modelo tripulado pela dupla Guy Colsoul/Alain Lopes, venceu o mítico Paris Dakar, na classe destinada às “duas rodas motrizes” e foram quartos classificados à Geral.





