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Falta de modelos para entrega “tramam” VW Golf em maio

O Renault Clio liderou, pela segunda vez este ano, o ranking europeu por modelos em maio, superando o Volkswagen Golf. Ambos os modelos registaram declínios de dois dígitos, mas a disponibilidade de unidades para entrega ditou o sucesso e insucesso, indica a consultora Jato Dynamics. No caso do Clio, a quinta geração já está disponível na maioria dos mercados da Europa. Por outro lado, a oitava geração do Golf, ainda mais recente do que a do modelo francês, ainda não é totalmente refletida nas vendas da Volkswagen, dado que a marca alemã teve de adiar algumas entregas em maio “devido a um erro de software”, segundo a Jato Dynamics. Assim, a falta de disponibilidade de unidades do novo Golf para entrega explica a queda maior do modelo alemão face ao francês. Com efeito, a nova geração representou 17% das matrículas do Golf na União Europeia em maio, contra 80% da nova geração Clio nas vendas do veículo francês no mesmo mês. De notar que o Clio não foi o único modelo francês a ocupar uma posição importante no mercado europeu em maio. Também com uma nova geração recente, o Peugeot 208 ficou em terceiro lugar, com quase 11 mil unidades. Quatro modelos SUV também alcançaram o top 10, o que significa que esses veículos continuaram a dominar as estradas europeias. Em maio, quatro dos 10 automóveis de passageiros novos registados era deste segmento, com uma queda de 53% face ao mesmo mês de 2019, para cerca de 250 mil unidades. Este segmento foi liderado pelo Renault Captur, Volkswagen T-Roc, Dacia Duster, Volkswagen Tiguan e Peugeot 2008. Outros SUV que tiveram bom desempenho em maio foram Ford Puma, Skoda Kamiq, Mazda CX-30, Mercedes GLE e Audi Q3 Sportback. Um dos segmentos com pior desempenho foi o dos MPV. As vendas de monovolumes, foram, até, superadas pelos modelos de passageiros derivados de pequenos furgões, agora mais populares entre os consumidores europeus.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
Falta de modelos para entrega “tramam” VW Golf em maio

Eletrificados caem menos

Por tecnologias, as vendas de automóveis eletrificados no mercado europeu sofrem menos do que as dos modelos a combustão. Este cenário é, recorde-se, semelhante em Portugal. As matrículas de automóveis novos a gasolina e diesel diminuíram 62% e 59%, respetivamente, em maio. Já os veículos eletrificados registaram um declínio moderado de apenas 8%. Com efeito, o volume caiu de 103 400 unidades em maio de 2019 para 95 300 unidades em maio último. Esse menor declínio permitiu que os veículos eletrificados aumentassem a sua quota de mercado de 7,2% em maio de 2019 para 15,3% no mesmo mês de 2020, elevando o volume acumulado no ano para 600 500 unidades. Isso, não obstante, ainda menos da metade do total de vendas de automóveis diesel, com 1,17 milhão de unidades. A subida foi impulsionada pelos híbridos plug-in (PHEV) “A crise mostra que a procura e o crescimento dos híbridos flutuam, enquanto os PHEV ganham força devido aos preços mais baixos. No entanto, suspeitamos que os micro-híbridos em breve aumentarão as vendas de híbridos”, segundo Felipe Munoz, analista global da Jato Dynamics. O Renault Zoe liderou o ranking entre os veículos elétricos, mas o Volkswagen e-Golf foi o verdadeiro impulsionador do crescimento em maio. O Ford Puma também vendeu mais do que o Toyota Yaris e o Fiat 500 garantiu a sexta posição entre os híbridos (Tanto Puma como 500 são “mild hybrids”). No mercado PHEV, a liderança em Maio coube ao novo Ford Kuga, com impacto claro na popularidade do Mitsubishi Outlander.

Previsões de mercado ainda difíceis

As matrículas totais de automóveis novos (todos os segmentos e tecnologias) caíram 57% em maio, para 622 067 unidades nos 27 mercados da União Europeia, culminando em resultados acumulados do ano de 3,95 milhões de unidades, uma queda de 43% em relação a 2019. Embora seja uma queda significativa, “o resultado de maio marca um ponto de virada positivo, acima da queda registada em abril, em que os volumes caíram 78%”, segundo a Jato Dynamics. A consultora informa que, quando os mercados da Europa começaram a diminuir as restrições de confinamento, as vendas começaram a mostrar pequenos sinais de recuperação, mas sem razões para otimismo exagerado. “Os volumes de registos mais do que duplicaram em maio em comparação com os números alcançados em abril. Apesar dos sinais positivos de recuperação, uma parte desses registos pode corresponder a encomendas ocorridas antes do bloqueio. Portanto, ainda não temos informações suficientes para prever se a Europa experimentará uma recuperação em forma de V ou U”, refere Felipe Munoz.

Falta de modelos para entrega “tramam” VW Golf em maio

O Renault Clio liderou, pela segunda vez este ano, o ranking europeu por modelos em maio, superando o Volkswagen Golf. Ambos os modelos registaram declínios de dois dígitos, mas a disponibilidade de unidades para entrega ditou o sucesso e insucesso, indica a consultora Jato Dynamics. No caso do Clio, a quinta geração já está disponível na maioria dos mercados da Europa. Por outro lado, a oitava geração do Golf, ainda mais recente do que a do modelo francês, ainda não é totalmente refletida nas vendas da Volkswagen, dado que a marca alemã teve de adiar algumas entregas em maio “devido a um erro de software”, segundo a Jato Dynamics. Assim, a falta de disponibilidade de unidades do novo Golf para entrega explica a queda maior do modelo alemão face ao francês. Com efeito, a nova geração representou 17% das matrículas do Golf na União Europeia em maio, contra 80% da nova geração Clio nas vendas do veículo francês no mesmo mês. De notar que o Clio não foi o único modelo francês a ocupar uma posição importante no mercado europeu em maio. Também com uma nova geração recente, o Peugeot 208 ficou em terceiro lugar, com quase 11 mil unidades. Quatro modelos SUV também alcançaram o top 10, o que significa que esses veículos continuaram a dominar as estradas europeias. Em maio, quatro dos 10 automóveis de passageiros novos registados era deste segmento, com uma queda de 53% face ao mesmo mês de 2019, para cerca de 250 mil unidades. Este segmento foi liderado pelo Renault Captur, Volkswagen T-Roc, Dacia Duster, Volkswagen Tiguan e Peugeot 2008. Outros SUV que tiveram bom desempenho em maio foram Ford Puma, Skoda Kamiq, Mazda CX-30, Mercedes GLE e Audi Q3 Sportback. Um dos segmentos com pior desempenho foi o dos MPV. As vendas de monovolumes, foram, até, superadas pelos modelos de passageiros derivados de pequenos furgões, agora mais populares entre os consumidores europeus.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
Falta de modelos para entrega “tramam” VW Golf em maio

Eletrificados caem menos

Por tecnologias, as vendas de automóveis eletrificados no mercado europeu sofrem menos do que as dos modelos a combustão. Este cenário é, recorde-se, semelhante em Portugal. As matrículas de automóveis novos a gasolina e diesel diminuíram 62% e 59%, respetivamente, em maio. Já os veículos eletrificados registaram um declínio moderado de apenas 8%. Com efeito, o volume caiu de 103 400 unidades em maio de 2019 para 95 300 unidades em maio último. Esse menor declínio permitiu que os veículos eletrificados aumentassem a sua quota de mercado de 7,2% em maio de 2019 para 15,3% no mesmo mês de 2020, elevando o volume acumulado no ano para 600 500 unidades. Isso, não obstante, ainda menos da metade do total de vendas de automóveis diesel, com 1,17 milhão de unidades. A subida foi impulsionada pelos híbridos plug-in (PHEV) “A crise mostra que a procura e o crescimento dos híbridos flutuam, enquanto os PHEV ganham força devido aos preços mais baixos. No entanto, suspeitamos que os micro-híbridos em breve aumentarão as vendas de híbridos”, segundo Felipe Munoz, analista global da Jato Dynamics. O Renault Zoe liderou o ranking entre os veículos elétricos, mas o Volkswagen e-Golf foi o verdadeiro impulsionador do crescimento em maio. O Ford Puma também vendeu mais do que o Toyota Yaris e o Fiat 500 garantiu a sexta posição entre os híbridos (Tanto Puma como 500 são “mild hybrids”). No mercado PHEV, a liderança em Maio coube ao novo Ford Kuga, com impacto claro na popularidade do Mitsubishi Outlander.

Galp
Galp
O Renault Clio liderou, pela segunda vez este ano, o ranking europeu por modelos.

Previsões de mercado ainda difíceis

As matrículas totais de automóveis novos (todos os segmentos e tecnologias) caíram 57% em maio, para 622 067 unidades nos 27 mercados da União Europeia, culminando em resultados acumulados do ano de 3,95 milhões de unidades, uma queda de 43% em relação a 2019. Embora seja uma queda significativa, “o resultado de maio marca um ponto de virada positivo, acima da queda registada em abril, em que os volumes caíram 78%”, segundo a Jato Dynamics. A consultora informa que, quando os mercados da Europa começaram a diminuir as restrições de confinamento, as vendas começaram a mostrar pequenos sinais de recuperação, mas sem razões para otimismo exagerado. “Os volumes de registos mais do que duplicaram em maio em comparação com os números alcançados em abril. Apesar dos sinais positivos de recuperação, uma parte desses registos pode corresponder a encomendas ocorridas antes do bloqueio. Portanto, ainda não temos informações suficientes para prever se a Europa experimentará uma recuperação em forma de V ou U”, refere Felipe Munoz.