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Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi "arruma a casa"

A Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi anunciou um novo plano de desenvolvimento, focado num esquema de modelo-líder e no foco de cada uma das marcas em regiões. A Aliança, que destaca a nova realidade do setor no pós-Covid-19, que obriga a um foco ainda maior na rentabilidade, planeia aproveitar potenciar as sinergias já existente em áreas como compras conjuntas, aproveitando suas respetivas posições de liderança e forças geográficas para apoiar o desenvolvimento de negócios de seus parceiros.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi "arruma a casa"

Liderança por região

As três marcas irão, no âmbito da nova estratégia, avançar ainda na padronização, das plataformas às partes superiores. Em cada segmento, haverá um modelo principal (carro líder) e veículos irmãos projetados pela marca que liderar, com o apoio das equipes de seguidoras. “Este modelo já fez sucesso nos modelos comerciais ligeiros e acreditamos que será repetido nos passageiros”, referiu Jean-Dominique Senard, CEO da Renault e presidente do conselho diretivo da Aliança. A Aliança espera que o esquema líder-seguidor ofereça reduções de investimento até 40% no desenvolvimento de novos modelos veículos totalmente abrangidos pelo esquema. A Aliança também passará a ter diferentes partes do mundo como “regiões de referência”, com cada empresa focado nas suas regiões principais. Assim, a Nissan será a referência para China, América do Norte e Japão; a Renault na Europa, Rússia, América do Sul e norte da África; e a Mitsubishi Motors no sudeste da Ásia e Oceania. Falta agora saber qual a estratégia em concreto para cada uma dessas marcas fora dos seus mercados regionais forte, sendo de admitir que a presença pode manter-se, mesmo que a uma escala menor.

Modelos também com divisão por marcas

O portfolio de produtos de cada empresa vai seguir o esquema de “líder-seguidor”, e os automóveis de líderes e seguidores vão ser produzidos da forma mais competitiva. Exemplo disso é a renovação do SUV do segmento C, após 2025, vai ser conduzida pela Nissan , enquanto que a futura remodelação do SUV do segmento B, na Europa, ficará a cargo da Renault . Já na América Latina, os produtos baseados nas plataformas B vão ser racionalizados, evoluindo de quatro variantes para apenas uma para os produtos da Renault e da Nissan . Esta plataforma será produzida nas duas fábricas e cada uma produzirá para a Renault e para a Nissan . No sudoeste asiático e no Japão, os membros da Aliança vão explorar todas as oportunidades dentro do mesmo esquema, como a colaboração já existente entre a Nissan e Mitsubishi para os pequenos Kei-Car. Considerando todas estas medidas, cerca de 50% dos modelos da Aliança vão ser desenvolvidos e produzidos sob o esquema “líder-seguidor” até 2025.

Divisão também na tecnologia

Em termos de eficiência tecnológica, os membros da Aliança continuarão a partilhar os investimentos realizados em plataformas, unidades motrizes e tecnologias. Esta partilha já ocorreu no desenvolvimento de unidades motrizes e plataformas e permitiu o lançamento da plataforma CMF-B para o Renault Clio e Nissan Juke, bem como da plataforma Kei-Car para o Nissan Dayz e Mitsubishi eK Wagon. As plataformas CMF-C/D e CMF-EV serão as próximas. O esquema “leader-follower” vai estender-se das plataformas e motores a todas as tecnologias chave. Assim, a condução autónoma será liderada pela Nissan , as tecnologias para automóveis conectados por Renault (plataforma Android) e Nissan (na China), o sistema principal da arquitetura elétrica e eletrónica (E-body) pela Renault , a motorização elétrica e-PowerTrain por Renault (CMF-A/B ePT) e Nissan (CMF-EV ePT), e a tecnologia híbrida plug-in para os segmentos C/D será liderada pela Mitsubishi .

“Competitividade e não volumes”

“O modelo está focado na competitividade e não em volumes”, disse, em conferência de imprensa, Jean-Dominique Senard. “A Aliança é uma parceria estratégica e operacional única no mundo automóvel e dá-nos uma forte vantagem no cenário automóvel global em constante mudança”,continuou o mesmo responsável. “O novo modelo de negócio permitirá que a Aliança aproveite ao máximo os ativos e as capacidades de desempenho de cada empresa, desenvolvendo as suas respetivas culturas e legados. As três empresas da Aliança abrangerão todos os segmentos e tecnologias de veículos, em todas as regiões, para o benefício de cada cliente, enquanto aumentam sua respetiva competitividade, rentabilidade sustentável e responsabilidade social e ambiental”, referiu. “A Aliança é o ativo que dá competitividade a cada uma das marcas”, referiu, por seu turno Makoto Uchida, CEO da Nissan . O CEO da Mitsubishi Motors, Osamu Masuko, recordou que “o ambiente da indústria automóvel está a mudar e agora face ao Covid-19 o importante é obter resultados e isso está dependente da rapidez da adoção da nova estratégia”.

Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi "arruma a casa"

A Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi anunciou um novo plano de desenvolvimento, focado num esquema de modelo-líder e no foco de cada uma das marcas em regiões. A Aliança, que destaca a nova realidade do setor no pós-Covid-19, que obriga a um foco ainda maior na rentabilidade, planeia aproveitar potenciar as sinergias já existente em áreas como compras conjuntas, aproveitando suas respetivas posições de liderança e forças geográficas para apoiar o desenvolvimento de negócios de seus parceiros.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi "arruma a casa"

Liderança por região

As três marcas irão, no âmbito da nova estratégia, avançar ainda na padronização, das plataformas às partes superiores. Em cada segmento, haverá um modelo principal (carro líder) e veículos irmãos projetados pela marca que liderar, com o apoio das equipes de seguidoras. “Este modelo já fez sucesso nos modelos comerciais ligeiros e acreditamos que será repetido nos passageiros”, referiu Jean-Dominique Senard, CEO da Renault e presidente do conselho diretivo da Aliança. A Aliança espera que o esquema líder-seguidor ofereça reduções de investimento até 40% no desenvolvimento de novos modelos veículos totalmente abrangidos pelo esquema. A Aliança também passará a ter diferentes partes do mundo como “regiões de referência”, com cada empresa focado nas suas regiões principais. Assim, a Nissan será a referência para China, América do Norte e Japão; a Renault na Europa, Rússia, América do Sul e norte da África; e a Mitsubishi Motors no sudeste da Ásia e Oceania. Falta agora saber qual a estratégia em concreto para cada uma dessas marcas fora dos seus mercados regionais forte, sendo de admitir que a presença pode manter-se, mesmo que a uma escala menor.

Modelos também com divisão por marcas

O portfolio de produtos de cada empresa vai seguir o esquema de “líder-seguidor”, e os automóveis de líderes e seguidores vão ser produzidos da forma mais competitiva. Exemplo disso é a renovação do SUV do segmento C, após 2025, vai ser conduzida pela Nissan , enquanto que a futura remodelação do SUV do segmento B, na Europa, ficará a cargo da Renault . Já na América Latina, os produtos baseados nas plataformas B vão ser racionalizados, evoluindo de quatro variantes para apenas uma para os produtos da Renault e da Nissan . Esta plataforma será produzida nas duas fábricas e cada uma produzirá para a Renault e para a Nissan . No sudoeste asiático e no Japão, os membros da Aliança vão explorar todas as oportunidades dentro do mesmo esquema, como a colaboração já existente entre a Nissan e Mitsubishi para os pequenos Kei-Car. Considerando todas estas medidas, cerca de 50% dos modelos da Aliança vão ser desenvolvidos e produzidos sob o esquema “líder-seguidor” até 2025.

Xpeng G9
Xpeng G9
"O novo modelo de negócio permitirá que a Aliança aproveite ao máximo os ativos e as capacidades de desempenho de cada empresa", referiu Jean-Dominique Senard, CEO da Renault e presidente do conselho diretivo da Aliança.

Divisão também na tecnologia

Em termos de eficiência tecnológica, os membros da Aliança continuarão a partilhar os investimentos realizados em plataformas, unidades motrizes e tecnologias. Esta partilha já ocorreu no desenvolvimento de unidades motrizes e plataformas e permitiu o lançamento da plataforma CMF-B para o Renault Clio e Nissan Juke, bem como da plataforma Kei-Car para o Nissan Dayz e Mitsubishi eK Wagon. As plataformas CMF-C/D e CMF-EV serão as próximas. O esquema “leader-follower” vai estender-se das plataformas e motores a todas as tecnologias chave. Assim, a condução autónoma será liderada pela Nissan , as tecnologias para automóveis conectados por Renault (plataforma Android) e Nissan (na China), o sistema principal da arquitetura elétrica e eletrónica (E-body) pela Renault , a motorização elétrica e-PowerTrain por Renault (CMF-A/B ePT) e Nissan (CMF-EV ePT), e a tecnologia híbrida plug-in para os segmentos C/D será liderada pela Mitsubishi .

“Competitividade e não volumes”

“O modelo está focado na competitividade e não em volumes”, disse, em conferência de imprensa, Jean-Dominique Senard. “A Aliança é uma parceria estratégica e operacional única no mundo automóvel e dá-nos uma forte vantagem no cenário automóvel global em constante mudança”,continuou o mesmo responsável. “O novo modelo de negócio permitirá que a Aliança aproveite ao máximo os ativos e as capacidades de desempenho de cada empresa, desenvolvendo as suas respetivas culturas e legados. As três empresas da Aliança abrangerão todos os segmentos e tecnologias de veículos, em todas as regiões, para o benefício de cada cliente, enquanto aumentam sua respetiva competitividade, rentabilidade sustentável e responsabilidade social e ambiental”, referiu. “A Aliança é o ativo que dá competitividade a cada uma das marcas”, referiu, por seu turno Makoto Uchida, CEO da Nissan . O CEO da Mitsubishi Motors, Osamu Masuko, recordou que “o ambiente da indústria automóvel está a mudar e agora face ao Covid-19 o importante é obter resultados e isso está dependente da rapidez da adoção da nova estratégia”.