5 hatchbacks elétricos mais apaixonantes que um GTI ou um Type R?
Poucos segmentos são mais interessantes e tão apaixonantes como o segmento dos hatchback desportivos (Hot Hatches). E se forem elétricos?

As marcas sabem desse interesse e sabem da importância da paixão que é despertada por estes hatchbacks de alta performance e, por esse motivo, este é um dos segmentos mais competitivos, com a presença de carros de várias nacionalidades, alemães, franceses, coreanos ou Japoneses.
Mais cedo ou mais tarde, é inevitável que esta corrida passe a incluir carros elétricos e algumas marcas já se posicionam para uma posição na grelha de partida para esta corrida, preparando-se para lançar elétricos com performance suficiente para entrarem no segmento dos pocket rocket ou do hot hatches. Se isso acontecer e se os elétricos começarem a rivalizar, na performance, com os hot hatches com motores de combustão interna, como vão reagir os clientes tradicionais destes segmentos?
Irão render-se aos elétricos em definitivo ou, pelo contrário, irão odiá-los ainda mais por serem rápidos?
Aqui fica uma seleção de carros que estão na calha e que podem receber as designações mais exclusivas de cada marca, reservadas apenas para as versões de alta-performance.
Volkswagen ID.3 GTX

Uma das referências no segmento dos hot hatches é, claramente, o Volkswagen Golt GTI ou o Golf R. Apesar disso, ou talvez por isso, A Volkswagen já confirmou um elétrico desportivo para o mesmo segmento. Neste momento, o ID.3 mais potente tem 204 CV e custa 44 mil euros.
O que se sabe do ID.3 GTX até ao momento?
Durante o primeiro semestre de 2021, a Volkswagen apresentou o conceito ID X como um protótipo único. Mais tarde, na IAA Mobility 2021, o CEO da Volkswagen confirma que o ID X pode passar a produção como o ID.3 GTX, com a promessa de que será um AWD, com 2 motores elétricos totalizando mais de 330 CV, com baterias de 77 Kwh e, mais importante, com a opção de ‘drift mode’ semelhante ao da última geração do Golf R.
Está então tudo a postos e é possível que o lançamento do ID.3 GTX possa acontecer ainda este ano.

Por muitos anos a SEAT ganhou reputação nos hatchbacks desportivos, através do Leon e do Ibiza, ambos nas versões Cupra, e estes carros recebiam posteriormente muitas modificações de tuning. O sucesso foi enorme e o grupo Volkswagen reconheceu esse sucesso e viu espaço para uma marca independente e autónoma, a Cupra .
Assim, a Cupra é uma das marcas mais bem posicionadas para o lançamento de uma versão desportiva do Born , o qual partilha muito com o ID.3. Atualmente, a versão mais potente do Cupra Born tem 231 CV e custa 44 mil euros.
O que sabemos de uma possível versão mais ‘hot’ do Cupra Born ?
Pouca coisa, a não ser que o Cupra partilha muito com o ID.3 e que faz muito sentido que haja uma versão do Born com as características do ID.3 GTX. Pode haver questões difíceis de ultrapassar dentro do grupo Volkswagen . Na realidade, tudo no Cupra Born nos parece melhor do que no Volkswagen ID.3, começando nos interiores e no aspecto geral do carro, mas principalmente devido ao trabalho que a Cupra teve na afinação do chassis e na direcção.
Tendo em conta o posicionamento assumido pela Cupra dentro do grupo, se vai haver um ID.3 GTX, então tem que haver um Cupra Born
Alpine R5
A Alpine não tem nenhum carro neste segmento, mas a marca-mãe, a Renault, há muito que tem essa tradição, desde o Renault 5 GT Turbo, mais antigo e no segmento dos pocket rockets, ou, mais recentemente, com o Mégane RS, um hatchback de alta performance do segmento C.
Por outro lado, a Renault já comunicou que a Alpine se tornará um construtor de carros elétricos desportivos, podendo ser 100% elétrica em 2025. Mas o que assistimos na realidade (veja-se a Fórmula 1) é que a Alpine pode tornar-se numa espécie de divisão de performance da própria Renault .
O que se sabe de um Alpine R5?
Sabe-se que a Renault substituirá o Zoe em 2024 e a Alpine já confirmou que vai lançar uma versão de alta-performance do R5, o Alpine R5 que vai usar o motor do Mégane e-Tech. A revista Autocar que o Alpine R5 terá uma potência de 215 cavalos, uma bateria de 52 Kwh para uma autonomia de 320 Kms.
Este carro, não sendo um hot hatch, é um ‘pocket rocket’ puro e será um concorrente direto do Abarth 595e.
Abarth 595e

A Abarth já anunciou que a próxima geração do seu modelo do segmento B, o Abarth 595, será baseado no Fiat 500 EV, só que mais potente e com um design mais agressivo e também mais competente em termos dinâmicos, proporcionando uma condução mais desportiva, como se pretende de um carro da marca do ‘escorpião’.
Pouco se sabe…
Não há, contudo, muitas informações acerca da potência que o Abarth elétrico pode vir a ter, mas deverá ser bem acima dos 118 cavalos do Fiat 500 EV atual, que permitem que este 500 EV demore 9 segundos na aceleração até aos 100 Kmh. É possível também que a capacidade da bateria seja superior à do Fiat 500 EV.
Podemos apenas ‘pedir’ que a versão 595e tenha uma potência ali por volta dos 160CV e que a versão 695e venha a receber uma potência equivalente à do Alpine R5, a rondar os 200 cavalos.
Mini JCW elétrico

Notícias anteriores davam conta de que a MINI se preparava para lançar uma versão elétrica que receberia a exclusiva designação ‘JCW’. A MINI confirma que está a trabalhar numa solução mas não adianta dados técnicos.
O que sabemos até agora?
Sabemos que a MINI planeia tornar-se 100% elétrica em 2030 e que, em 2021, foi fotografado um MINI elétrico camuflado, mas que não escondia a asa do GP3. Por outro lado, a Car Magazine reportou há pouco tempo que havia um debate interno na MINI em que se discutiam os méritos de um lançamento imediato de um JCW elétrico em oposição a um JCW de combustão interna, e no lado dos méritos da solução elétrica consta a percentagem elevada de vendas do MINI Cooper SE, com 184 cavalos, no total das vendas da MINI e o limite que teria sido atingido na utilização do bloco 2.0 na versão JCW. Não se consegue extrair muito mais desse bloco.
Sabe-se que o Mini JCW elétrico usará a plataforma FAAR e que pode ter potências acima dos 350 cavalos. Ainda de acordo com a Car Magazine, seriam usadas baterias pequenas, entre os 40 Kwh e os 60 Kwh, pelo que nos resta esperar que, na realidade, tenham mais capacidade do que isso.
Outros carros que podem despertar interesse são os ‘Hot SUV’ elétricos, mesmo que dinamicamente fiquem a perder para os hatchbacks, a verdade é que o mercado parece não se fartar dos SUV e vamos falar deles num próximo artigo.






