A primeira abordagem da Toyota ao segmento mais concorrido do mercado, foi feita claramente de forma a não correr grandes riscos. Jogou pelo seguro ao olhar para o sucesso do Yaris e do seu bom motor híbrido. Aumentou as dimensões, a distância ao solo e fez um trabalho estético interessante.
Se isso lhe garante claramente um bom ponto de partida, não é menos verdade que lhe retira qualquer possibilidade de ser um modelo que surpreenda. No fundo, foi uma decisão absolutamente oposta à que a Nissan tomou ao arriscar de forma quase descarada no lançamento do revolucionário Juke, com o sucesso que é conhecido.
Tem a seu favor o facto de oferecer uma versão híbrida, com consumos interessantes, podendo mesmo circular em cidade em modo totalmente elétrico nos trajetos curtos ou médios, desde que a baixa velocidade.
Em termos dinâmicos é uma boa surpresa, perdendo apenas para o Ford Puma. Mas na verdade, para esse todos perdem!
Tem na capacidade da bagageira um dos poucos pontos em que se destaca. A qualidade de construção e a tradicional fiabilidade Toyota são argumentos importantes. Os preços estão na média do setor para versões com equipamento equivalente. Poderá ser encarado como uma opção para clientes que pensem no Yaris e estejam dispostos a gastar mais uns euros para chegar ao Cross. Não terá tarefa fácil nesta sua primeira aparição no segmento SUV-B.
E não será fácil porque não tem argumentos convincentes face à muita concorrência.
Vai ser visto por muitos como um Yaris de “tacão alto“ o que na verdade é um exagero. Mas muitos olharão para ele dessa forma.