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Experimentamos o novo Renault Clio RS Line 1.3 TCe EDC

O novo Renault Clio está aquilo a que o português tradicional apelidaria de pitéu. E até tem direito ao toquezinho de orelha e tudo!

Rafael Aragão
Rafael Aragão
Experimentamos o novo Renault Clio  RS Line 1.3 TCe EDC

Quando uma marca automóvel decide (re)fazer um carro, obviamente que tem como objectivo fazer o melhor dentro das suas possibilidades e recursos, mas as coisas mudam de figura quando se trata da renovação de um best seller. Aí, não é apenas uma questão de fazer bem, a preocupação fundamental é a de não estragar. E é muito fácil estragar. Basta não se ter o cuidado de analisar o que os clientes e potenciais clientes querem e, logo, começa um ciclo difícil de parar. No caso do Clio a responsabilidade é ainda maior. É um carro já com alguma história, com milhões de unidades vendidas e, no geral, um bom carro. Por isso mesmo, uma remodelação adivinhava-se difícil. Sou sincero, o Clio I é um clássico, mas o II e III, pessoalmente, não me dizem muito. O IV mudou, mas continuava a não me agradar. Ainda assim, o mercado discordou de mim. Vendeu. Vendeu muito.

A nova geração do Clio está muito melhor. As linhas actuais do Clio V, que podem não agradar a quem gosta de arestas e recortes mais pronunciados, são muito elegantes. Já o interior foi onde mudou mais. Tudo, praticamente. Foram buscar elementos aos seus irmãos e conseguiram melhorar imenso face ao anterior. Aliás, face a todos! O carro continua jovem e citadino, mas com uma identidade própria que o distingue da restante gama da Renault.

Estive a andar uns dias com a versão RS Line com o novo motor de 4 cilindros, turbo de 1.3 litros e 130 cavalos e posso afirmar, com toda a certeza, que está um ‘petisco’. Sim, não é uma refeição completa. Isso acredito que esteja reservado para o motor 1.5 a gasóleo, o campeão de vendas da marca, mas este 1.3 bem animado, é uma espécie de moela ou pica-pau, que acompanha bem com uma cerveja – desde que não esteja a conduzir – para comer ali ao fim do dia com os amigos. Tira a fome, satisfaz aquela vontade de algo diferente e menos pesado e é sem dúvida mais divertido do que um prato normal.

Xpeng G9
Xpeng G9
O sistema de infoentretenimento está maior, mais intuitivo e mais fácil de usar.
Experimentamos o novo Renault Clio  RS Line 1.3 TCe EDC

Em relação ao equipamento, continuamos com muito e, agora, muito mais tecnológico e moderno. A começar pelo sistema de infoentretenimento. Maior, mais intuitivo e fácil de utilizar, ainda que seja um pouco mais lento do que aparenta. Temos os sensores de aproximação e câmara 360 graus, sistema de travagem de emergência automática, manutenção automática na faixa de rodagem, airbags por tudo quanto é lado, reconhecimento de sinais de trânsito, etc. Está recheado e os sistemas de segurança vêm praticamente todos de origem. No geral, a qualidade, o design e a construção são o que mais impressiona. Não por serem excelentes – ainda que estejam muitíssimo bons – mas porque quebram completamente com tudo, seja com o modelo anterior, seja com a restante gama da marca. Ainda que consigamos reconhecer a maior parte dos elementos, os botões de feição aeronáutica, repletos de estilo, deixem-me dizer-vos, são uma estreia neste novo Clio.

Quanto à condução, o 1.3 TCe de 130 CV, com caixa de dupla embraiagem faz com que este ‘pequeno foguete’ se mexa que é um espanto. A julgar por esta experiência, preparem-se para um futuro Clio RS pronto para dar “coça” à concorrência, porque esta base é muito boa. A direção está mais apurada, o chassis comporta-se tal e qual um soldado, sem hesitar e sem nos surpreender. Nota menos positiva para a caixa que é um pouco hesitante no início da marcha e nas reduções (acredito que tenha a ver com a sua configuração e que possa ser corrigida). Ainda que o preço não seja o mais competitivo do segmento, pode justificar-se pela qualidade apresentada.

A concorrência que se prepare. Este Clio está um nível acima.

Confirmem todos os preços e especificações da nova geração do Renault Clio aqui no Guia do Automóvel.

Experimentamos o novo Renault Clio RS Line 1.3 TCe EDC

O novo Renault Clio está aquilo a que o português tradicional apelidaria de pitéu. E até tem direito ao toquezinho de orelha e tudo!

Rafael Aragão
Rafael Aragão
Experimentamos o novo Renault Clio  RS Line 1.3 TCe EDC

Quando uma marca automóvel decide (re)fazer um carro, obviamente que tem como objectivo fazer o melhor dentro das suas possibilidades e recursos, mas as coisas mudam de figura quando se trata da renovação de um best seller. Aí, não é apenas uma questão de fazer bem, a preocupação fundamental é a de não estragar. E é muito fácil estragar. Basta não se ter o cuidado de analisar o que os clientes e potenciais clientes querem e, logo, começa um ciclo difícil de parar. No caso do Clio a responsabilidade é ainda maior. É um carro já com alguma história, com milhões de unidades vendidas e, no geral, um bom carro. Por isso mesmo, uma remodelação adivinhava-se difícil. Sou sincero, o Clio I é um clássico, mas o II e III, pessoalmente, não me dizem muito. O IV mudou, mas continuava a não me agradar. Ainda assim, o mercado discordou de mim. Vendeu. Vendeu muito.

A nova geração do Clio está muito melhor. As linhas actuais do Clio V, que podem não agradar a quem gosta de arestas e recortes mais pronunciados, são muito elegantes. Já o interior foi onde mudou mais. Tudo, praticamente. Foram buscar elementos aos seus irmãos e conseguiram melhorar imenso face ao anterior. Aliás, face a todos! O carro continua jovem e citadino, mas com uma identidade própria que o distingue da restante gama da Renault.

Estive a andar uns dias com a versão RS Line com o novo motor de 4 cilindros, turbo de 1.3 litros e 130 cavalos e posso afirmar, com toda a certeza, que está um ‘petisco’. Sim, não é uma refeição completa. Isso acredito que esteja reservado para o motor 1.5 a gasóleo, o campeão de vendas da marca, mas este 1.3 bem animado, é uma espécie de moela ou pica-pau, que acompanha bem com uma cerveja – desde que não esteja a conduzir – para comer ali ao fim do dia com os amigos. Tira a fome, satisfaz aquela vontade de algo diferente e menos pesado e é sem dúvida mais divertido do que um prato normal.

Xpeng G9
Xpeng G9
O sistema de infoentretenimento está maior, mais intuitivo e mais fácil de usar.
Experimentamos o novo Renault Clio  RS Line 1.3 TCe EDC

Em relação ao equipamento, continuamos com muito e, agora, muito mais tecnológico e moderno. A começar pelo sistema de infoentretenimento. Maior, mais intuitivo e fácil de utilizar, ainda que seja um pouco mais lento do que aparenta. Temos os sensores de aproximação e câmara 360 graus, sistema de travagem de emergência automática, manutenção automática na faixa de rodagem, airbags por tudo quanto é lado, reconhecimento de sinais de trânsito, etc. Está recheado e os sistemas de segurança vêm praticamente todos de origem. No geral, a qualidade, o design e a construção são o que mais impressiona. Não por serem excelentes – ainda que estejam muitíssimo bons – mas porque quebram completamente com tudo, seja com o modelo anterior, seja com a restante gama da marca. Ainda que consigamos reconhecer a maior parte dos elementos, os botões de feição aeronáutica, repletos de estilo, deixem-me dizer-vos, são uma estreia neste novo Clio.

Quanto à condução, o 1.3 TCe de 130 CV, com caixa de dupla embraiagem faz com que este ‘pequeno foguete’ se mexa que é um espanto. A julgar por esta experiência, preparem-se para um futuro Clio RS pronto para dar “coça” à concorrência, porque esta base é muito boa. A direção está mais apurada, o chassis comporta-se tal e qual um soldado, sem hesitar e sem nos surpreender. Nota menos positiva para a caixa que é um pouco hesitante no início da marcha e nas reduções (acredito que tenha a ver com a sua configuração e que possa ser corrigida). Ainda que o preço não seja o mais competitivo do segmento, pode justificar-se pela qualidade apresentada.

A concorrência que se prepare. Este Clio está um nível acima.

Confirmem todos os preços e especificações da nova geração do Renault Clio aqui no Guia do Automóvel.