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Novo Hennessey Blackbird: Nunca pensámos que dar à chave pudesse custar milhões

A Hennessey revelou o seu novo hipercarro, o Blackbird. Um modelo inspirado na indústria aeroespacial, mais concretamente no avião Lockheed SR-71 Blackbird. Equipado com um motor V8 de 6,2 litros, naturalmente aspirado, o Hennessey Blackbird debita entre 800 e 850 cv, atinge os 354 km/h e acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 2,5 segundos. Construído em torno da ligação entre o condutor, a máquina e a estrada, o Hennessey Blackbird assenta numa estrutura monocoque em fibra de carbono e pesa cerca de 1300 kg. Está equipado com uma caixa manual de seis velocidades, tração traseira e, numa clara rejeição da tendência atual, não conta com ecrãs no habitáculo. Foi criado para condutores que valorizam a emoção ao volante e procura afirmar-se como uma alternativa aos hipercarros modernos, cada vez mais complexos, digitalizados e eletrificados.

Francisco Pinto
Francisco Pinto
Novo Hennessey Blackbird: Nunca pensámos que dar à chave pudesse custar milhões

O Hennessey Blackbird contraria a tendência dos atuais hipercarros, cada vez mais complexos, pesados, eletrificados e repletos de funcionalidades digitais. Embora o desempenho continue a ser importante, a experiência ao volante assume aqui o papel principal. Para isso, a Hennessey criou um supercarro com motor de aspiração natural, caixa manual de seis velocidades e uma resposta imediata ao acelerador. A isto junta-se um design elegante, pensado para proporcionar conforto em viagens longas, e um habitáculo centrado no condutor, sem qualquer ecrã de infoentretenimento.

O objetivo do projeto foi criar um dos carros de condução mais desejáveis da era moderna. Um automóvel intemporal, pensado para ser admirado durante muitos anos e representar o equilíbrio perfeito entre gerações. Um carro que nunca fique fora de moda nem se torne obsoleto.

O avião SR-71 Blackbird inspirou o nome, as proporções, a linha de cintura, os estabilizadores verticais e a vocação para longas viagens, enquanto a execução do produto representa uma interpretação moderna de um hipercarro.

O design exterior está repleto de pormenores, com elementos do automobilismo e da indústria aeroespacial a conferirem propósito a cada escolha estética. Uma das referências aeroespaciais mais evidentes é o distinto sistema de escape quádruplo em formato de diamante, inspirado no avião Bell X-1, que bateu recordes e se tornou o primeiro avião a ultrapassar a velocidade do som, a 14 de outubro de 1947.

Os estabilizadores acionam-se automaticamente a partir dos 114 km/h e posicionam-se a 71 graus, criando uma das ligações mais marcantes do carro entre design e função aerodinâmica. Adicionalmente, as entradas de ar laterais são inspiradas na Fórmula 1.

Com uma maior área envidraçada e, consequentemente, melhor visibilidade, e portas de abertura vertical em asa de gaivota, o habitáculo oferece conforto e usabilidade para viagens longas, além de ser mais espaçoso do que o do Venom F5. Na dianteira, sob o capô, existe espaço para duas malas de mão, além de compartimentos adicionais na traseira e no habitáculo.

Por falar no habitáculo, o Blackbird cumpre rigorosos objetivos de NVH (ruído, vibração e aspereza), disponibiliza quatro porta-copos e um sistema de áudio premium. Integra ainda, de forma discreta, sistemas de conectividade como Apple CarPlay e Android Auto, sem comprometer o seu caráter analógico.

A Hennessey levou tão a sério o conceito de analógico que nem sequer existem botões físicos no volante, ao mesmo tempo que recupera os tradicionais velocímetro e conta-rotações de ponteiro.

Galp
Galp
“O Blackbird é o que eu queria e o que os nossos clientes pediram: uma experiência analógica, onde a beleza e o drama definem cada momento. Não é apenas um carro feito de números, mas uma experiência emocional incomparável.” - John Hennessey
Novo Hennessey Blackbird: Nunca pensámos que dar à chave pudesse custar milhões

O motor V8 desenvolvido pela Ilmor promete ser o V8 naturalmente aspirado mais potente e de maior rotação alguma vez produzido para um automóvel de estrada. Sem turbo, assistência híbrida ou qualquer tipo de resposta artificial, foi concebido para proporcionar uma experiência de condução puramente mecânica. O Blackbird acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 2,5 segundos e atinge uma velocidade máxima de 354 km/h.

Mas este não é um modelo concebido apenas para números. O seu propósito assenta no som, na sensação de condução e na memória proporcionada pela experiência ao volante. A caixa manual de seis velocidades, a chave de ignição física, os comandos analógicos e o habitáculo sem ecrãs criam um ambiente onde o condutor assume verdadeiramente o papel principal.

A nova estrutura monocoque e a carroçaria em fibra de carbono proporcionam uma base leve e rígida, ideal tanto para elevados níveis de desempenho como para viagens longas. Com um peso estimado inferior a 1.360 kg e uma potência entre 800 e 850 cv, o Blackbird oferece o desempenho esperado de um hipercarro moderno da Hennessey. No entanto, é a sua capacidade para percorrer longas distâncias que o torna particularmente distinto. O modelo foi concebido para permitir viagens de mais de 1.300 km num único dia, procurando proporcionar conforto e familiaridade independentemente do percurso.

O Blackbird dá também continuidade à história dos hipercarros de caixa manual da Hennessey. O Venom GT estabeleceu a credibilidade da empresa no domínio dos recordes de velocidade, enquanto o Venom F5 demonstrou a capacidade da Hennessey Special Vehicles para desenvolver um hipercarro totalmente personalizado e construído no Texas. Mais recentemente, o Venom F5-M provou que uma caixa manual de seis velocidades podia continuar a ser o elemento central de um Hennessey moderno e extremo.

Com a produção do Venom F5 prevista para terminar em 2028, o Blackbird assume-se como o próximo grande projeto da Hennessey Special Vehicles. O novo modelo dá continuidade à experiência, aos conhecimentos adquiridos e à procura dos clientes conquistados durante a era F5, mas aplica-os a uma proposta diferente: um hipercarro elegante e utilizável, com motor naturalmente aspirado e caixa manual, desenvolvido em torno da procura pela melhor experiência de condução, em vez da simples busca pelo maior número de cavalos.

Limitado a apenas 71 unidades para todo o mundo, o Hennessey Blackbird terá um preço inicial de 2,5 milhões de dólares(2,2 milhões de euros), sem impostos. Concebido e construído no Texas, a produção para clientes está prevista para decorrer entre 2029 e 2030. Mais de dois terços das unidades já foram reservadas antes da estreia pública, marcada para 14 de agosto, no The Quail, na Califórnia.

Novo Hennessey Blackbird: Nunca pensámos que dar à chave pudesse custar milhões

A Hennessey revelou o seu novo hipercarro, o Blackbird. Um modelo inspirado na indústria aeroespacial, mais concretamente no avião Lockheed SR-71 Blackbird. Equipado com um motor V8 de 6,2 litros, naturalmente aspirado, o Hennessey Blackbird debita entre 800 e 850 cv, atinge os 354 km/h e acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 2,5 segundos. Construído em torno da ligação entre o condutor, a máquina e a estrada, o Hennessey Blackbird assenta numa estrutura monocoque em fibra de carbono e pesa cerca de 1300 kg. Está equipado com uma caixa manual de seis velocidades, tração traseira e, numa clara rejeição da tendência atual, não conta com ecrãs no habitáculo. Foi criado para condutores que valorizam a emoção ao volante e procura afirmar-se como uma alternativa aos hipercarros modernos, cada vez mais complexos, digitalizados e eletrificados.

Francisco Pinto
Francisco Pinto
Novo Hennessey Blackbird: Nunca pensámos que dar à chave pudesse custar milhões

O Hennessey Blackbird contraria a tendência dos atuais hipercarros, cada vez mais complexos, pesados, eletrificados e repletos de funcionalidades digitais. Embora o desempenho continue a ser importante, a experiência ao volante assume aqui o papel principal. Para isso, a Hennessey criou um supercarro com motor de aspiração natural, caixa manual de seis velocidades e uma resposta imediata ao acelerador. A isto junta-se um design elegante, pensado para proporcionar conforto em viagens longas, e um habitáculo centrado no condutor, sem qualquer ecrã de infoentretenimento.

O objetivo do projeto foi criar um dos carros de condução mais desejáveis da era moderna. Um automóvel intemporal, pensado para ser admirado durante muitos anos e representar o equilíbrio perfeito entre gerações. Um carro que nunca fique fora de moda nem se torne obsoleto.

O avião SR-71 Blackbird inspirou o nome, as proporções, a linha de cintura, os estabilizadores verticais e a vocação para longas viagens, enquanto a execução do produto representa uma interpretação moderna de um hipercarro.

O design exterior está repleto de pormenores, com elementos do automobilismo e da indústria aeroespacial a conferirem propósito a cada escolha estética. Uma das referências aeroespaciais mais evidentes é o distinto sistema de escape quádruplo em formato de diamante, inspirado no avião Bell X-1, que bateu recordes e se tornou o primeiro avião a ultrapassar a velocidade do som, a 14 de outubro de 1947.

Os estabilizadores acionam-se automaticamente a partir dos 114 km/h e posicionam-se a 71 graus, criando uma das ligações mais marcantes do carro entre design e função aerodinâmica. Adicionalmente, as entradas de ar laterais são inspiradas na Fórmula 1.

Com uma maior área envidraçada e, consequentemente, melhor visibilidade, e portas de abertura vertical em asa de gaivota, o habitáculo oferece conforto e usabilidade para viagens longas, além de ser mais espaçoso do que o do Venom F5. Na dianteira, sob o capô, existe espaço para duas malas de mão, além de compartimentos adicionais na traseira e no habitáculo.

Por falar no habitáculo, o Blackbird cumpre rigorosos objetivos de NVH (ruído, vibração e aspereza), disponibiliza quatro porta-copos e um sistema de áudio premium. Integra ainda, de forma discreta, sistemas de conectividade como Apple CarPlay e Android Auto, sem comprometer o seu caráter analógico.

A Hennessey levou tão a sério o conceito de analógico que nem sequer existem botões físicos no volante, ao mesmo tempo que recupera os tradicionais velocímetro e conta-rotações de ponteiro.

Xpeng G9
Xpeng G9
“O Blackbird é o que eu queria e o que os nossos clientes pediram: uma experiência analógica, onde a beleza e o drama definem cada momento. Não é apenas um carro feito de números, mas uma experiência emocional incomparável.” - John Hennessey
Novo Hennessey Blackbird: Nunca pensámos que dar à chave pudesse custar milhões

O motor V8 desenvolvido pela Ilmor promete ser o V8 naturalmente aspirado mais potente e de maior rotação alguma vez produzido para um automóvel de estrada. Sem turbo, assistência híbrida ou qualquer tipo de resposta artificial, foi concebido para proporcionar uma experiência de condução puramente mecânica. O Blackbird acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 2,5 segundos e atinge uma velocidade máxima de 354 km/h.

Mas este não é um modelo concebido apenas para números. O seu propósito assenta no som, na sensação de condução e na memória proporcionada pela experiência ao volante. A caixa manual de seis velocidades, a chave de ignição física, os comandos analógicos e o habitáculo sem ecrãs criam um ambiente onde o condutor assume verdadeiramente o papel principal.

A nova estrutura monocoque e a carroçaria em fibra de carbono proporcionam uma base leve e rígida, ideal tanto para elevados níveis de desempenho como para viagens longas. Com um peso estimado inferior a 1.360 kg e uma potência entre 800 e 850 cv, o Blackbird oferece o desempenho esperado de um hipercarro moderno da Hennessey. No entanto, é a sua capacidade para percorrer longas distâncias que o torna particularmente distinto. O modelo foi concebido para permitir viagens de mais de 1.300 km num único dia, procurando proporcionar conforto e familiaridade independentemente do percurso.

O Blackbird dá também continuidade à história dos hipercarros de caixa manual da Hennessey. O Venom GT estabeleceu a credibilidade da empresa no domínio dos recordes de velocidade, enquanto o Venom F5 demonstrou a capacidade da Hennessey Special Vehicles para desenvolver um hipercarro totalmente personalizado e construído no Texas. Mais recentemente, o Venom F5-M provou que uma caixa manual de seis velocidades podia continuar a ser o elemento central de um Hennessey moderno e extremo.

Com a produção do Venom F5 prevista para terminar em 2028, o Blackbird assume-se como o próximo grande projeto da Hennessey Special Vehicles. O novo modelo dá continuidade à experiência, aos conhecimentos adquiridos e à procura dos clientes conquistados durante a era F5, mas aplica-os a uma proposta diferente: um hipercarro elegante e utilizável, com motor naturalmente aspirado e caixa manual, desenvolvido em torno da procura pela melhor experiência de condução, em vez da simples busca pelo maior número de cavalos.

Limitado a apenas 71 unidades para todo o mundo, o Hennessey Blackbird terá um preço inicial de 2,5 milhões de dólares(2,2 milhões de euros), sem impostos. Concebido e construído no Texas, a produção para clientes está prevista para decorrer entre 2029 e 2030. Mais de dois terços das unidades já foram reservadas antes da estreia pública, marcada para 14 de agosto, no The Quail, na Califórnia.