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Elétricos ganham destaque no mercado de usados

O mais recente relatório da Indicata Market Watch confirma uma mudança estrutural no mercado nacional de automóveis usados. Os veículos elétricos estão a ser vendidos significativamente mais depressa do que os modelos equipados com motores de combustão, que enfrentam agora períodos de permanência em stock mais prolongados. Maio foi marcado por uma forte instabilidade geopolítica e pelo aumento dos preços dos combustíveis, fatores que tiveram um impacto direto na procura de curto prazo e influenciaram os indicadores do mercado.

Francisco Pinto
Francisco Pinto
Elétricos ganham destaque no mercado de usados

Numa análise pormenorizada referente a junho de 2026, revela-se uma tendência clara em Portugal: os veículos eletrificados lideram em rapidez de venda, medida pelo indicador MDS (Market Days Supply). Em média, um automóvel elétrico usado demora apenas 50 dias para ser vendido. Na página do Valor do Carro usado, onde apresentamos um TOP dos carros vendidos mais rapidamente, dos 5 primeiros carros, 4 são elétricos. Em contraste, os modelos a Diesel apresentam um desempenho bastante mais lento, permanecendo, em média, 82 dias em stock antes de serem vendidos.

Este é um dado particularmente significativo num país onde o Diesel dominou o mercado automóvel durante décadas, sugerindo que a oferta de usados a gasóleo está agora a ultrapassar, de forma expressiva, a procura.

Preços: Estabilização Acima da Média Europeia

Enquanto vários mercados europeus registam uma descida acentuada dos preços dos automóveis usados face a janeiro de 2020, Portugal continua a apresentar uma evolução mais resiliente. O índice de preços de retalho no mercado nacional situa-se nos 101,4% (tendo janeiro de 2020 como base 100%), o que significa que os preços permanecem, em média, 1,4% acima dos níveis pré-pandemia.

Apesar da correção verificada nos últimos três anos, depois de o índice ter atingido os 121,7% no início de 2023, os automóveis usados continuam a ser comercializados por valores superiores aos registados antes da pandemia. Trata-se de um desempenho que contrasta com o de mercados como a Suíça ou a Finlândia, onde os preços já recuaram mais de 10% face a 2020.

Ainda assim, existem mercados onde os preços permanecem ainda mais elevados. É o caso de Espanha, cujo índice de preços se situa nos 110,4%, indicando que os automóveis usados são vendidos, em média, por valores 10,4% superiores aos registados em janeiro de 2020.

Em Portugal, o Índice de preços dos usados é ainda superior à média europeia que se encontra nos -0,1%, excluindo a Turquia que tem um Índice superior aos 353%.

Galp
Galp
Portugal está a abraçar o usado elétrico. Para os stands e grupos de retalho, o maior risco concentra-se no stock de viaturas Diesel com menos de quatro anos, devido ao elevado tempo de permanência em parque.
Elétricos ganham destaque no mercado de usados

A composição das vendas de usados em Portugal sofreu uma alteração profunda nos últimos dois anos

Desde julho de 2024, o mercado de automóveis usados tem registado uma alteração cada vez mais evidente na distribuição por tipo de motorização. Os modelos a Diesel, que representavam praticamente metade das vendas, passaram a corresponder a menos de um terço do mercado.

Em sentido contrário, os veículos elétricos continuam a ganhar expressão, tendo mais do que duplicado a sua quota de mercado no espaço de dois anos e alcançando atualmente cerca de 17% das vendas de usados. Também os híbridos plug-in merecem destaque. Tal como os elétricos, mais do que duplicaram a sua quota de mercado desde julho de 2024 e representam agora aproximadamente 10% do mercado de usados, consolidando-se como uma alternativa cada vez mais relevante.

Já os automóveis a gasolina mantiveram uma quota de mercado relativamente estável ao longo deste período, registando apenas pequenas oscilações. Na nossa página dedicada ao valor dos usados, podes consultar um gráfico que ilustra a evolução da quota de mercado em Portugal e na Europa, dividida por tipo de motorização.

Os usados mais vendidos

Os Mais rápidos a serem vendidos (a média de dias em parque até ser vendido)

Preferência dos condutores ou Incentivos à aquisição

Para o comprador, o mercado dos semi-novos BEV (com menos de dois anos) apresenta-se como um campo de batalha de preços. A pressão exercida pelos descontos nos automóveis novos, aliada à entrada de novas marcas chinesas com propostas competitivas, está a criar oportunidades de compra particularmente interessantes. Além disso, os incentivos fiscais à aquisição de veículos elétricos exercem uma forte pressão sobre o mercado de usados. Como consequência, os veículos elétricos a bateria (BEV) registaram uma correção dos seus valores de mercado. Mais do que uma alteração nas preferências dos consumidores, esta redução de preços explica, em grande medida, os baixos níveis de Market Days Supply (MDS) atualmente observados.

Elétricos ganham destaque no mercado de usados

O mais recente relatório da Indicata Market Watch confirma uma mudança estrutural no mercado nacional de automóveis usados. Os veículos elétricos estão a ser vendidos significativamente mais depressa do que os modelos equipados com motores de combustão, que enfrentam agora períodos de permanência em stock mais prolongados. Maio foi marcado por uma forte instabilidade geopolítica e pelo aumento dos preços dos combustíveis, fatores que tiveram um impacto direto na procura de curto prazo e influenciaram os indicadores do mercado.

Francisco Pinto
Francisco Pinto
Elétricos ganham destaque no mercado de usados

Numa análise pormenorizada referente a junho de 2026, revela-se uma tendência clara em Portugal: os veículos eletrificados lideram em rapidez de venda, medida pelo indicador MDS (Market Days Supply). Em média, um automóvel elétrico usado demora apenas 50 dias para ser vendido. Na página do Valor do Carro usado, onde apresentamos um TOP dos carros vendidos mais rapidamente, dos 5 primeiros carros, 4 são elétricos. Em contraste, os modelos a Diesel apresentam um desempenho bastante mais lento, permanecendo, em média, 82 dias em stock antes de serem vendidos.

Este é um dado particularmente significativo num país onde o Diesel dominou o mercado automóvel durante décadas, sugerindo que a oferta de usados a gasóleo está agora a ultrapassar, de forma expressiva, a procura.

Preços: Estabilização Acima da Média Europeia

Enquanto vários mercados europeus registam uma descida acentuada dos preços dos automóveis usados face a janeiro de 2020, Portugal continua a apresentar uma evolução mais resiliente. O índice de preços de retalho no mercado nacional situa-se nos 101,4% (tendo janeiro de 2020 como base 100%), o que significa que os preços permanecem, em média, 1,4% acima dos níveis pré-pandemia.

Apesar da correção verificada nos últimos três anos, depois de o índice ter atingido os 121,7% no início de 2023, os automóveis usados continuam a ser comercializados por valores superiores aos registados antes da pandemia. Trata-se de um desempenho que contrasta com o de mercados como a Suíça ou a Finlândia, onde os preços já recuaram mais de 10% face a 2020.

Ainda assim, existem mercados onde os preços permanecem ainda mais elevados. É o caso de Espanha, cujo índice de preços se situa nos 110,4%, indicando que os automóveis usados são vendidos, em média, por valores 10,4% superiores aos registados em janeiro de 2020.

Em Portugal, o Índice de preços dos usados é ainda superior à média europeia que se encontra nos -0,1%, excluindo a Turquia que tem um Índice superior aos 353%.

Xpeng G9
Xpeng G9
Portugal está a abraçar o usado elétrico. Para os stands e grupos de retalho, o maior risco concentra-se no stock de viaturas Diesel com menos de quatro anos, devido ao elevado tempo de permanência em parque.
Elétricos ganham destaque no mercado de usados

A composição das vendas de usados em Portugal sofreu uma alteração profunda nos últimos dois anos

Desde julho de 2024, o mercado de automóveis usados tem registado uma alteração cada vez mais evidente na distribuição por tipo de motorização. Os modelos a Diesel, que representavam praticamente metade das vendas, passaram a corresponder a menos de um terço do mercado.

Em sentido contrário, os veículos elétricos continuam a ganhar expressão, tendo mais do que duplicado a sua quota de mercado no espaço de dois anos e alcançando atualmente cerca de 17% das vendas de usados. Também os híbridos plug-in merecem destaque. Tal como os elétricos, mais do que duplicaram a sua quota de mercado desde julho de 2024 e representam agora aproximadamente 10% do mercado de usados, consolidando-se como uma alternativa cada vez mais relevante.

Já os automóveis a gasolina mantiveram uma quota de mercado relativamente estável ao longo deste período, registando apenas pequenas oscilações. Na nossa página dedicada ao valor dos usados, podes consultar um gráfico que ilustra a evolução da quota de mercado em Portugal e na Europa, dividida por tipo de motorização.

Os usados mais vendidos

Os Mais rápidos a serem vendidos (a média de dias em parque até ser vendido)

Preferência dos condutores ou Incentivos à aquisição

Para o comprador, o mercado dos semi-novos BEV (com menos de dois anos) apresenta-se como um campo de batalha de preços. A pressão exercida pelos descontos nos automóveis novos, aliada à entrada de novas marcas chinesas com propostas competitivas, está a criar oportunidades de compra particularmente interessantes. Além disso, os incentivos fiscais à aquisição de veículos elétricos exercem uma forte pressão sobre o mercado de usados. Como consequência, os veículos elétricos a bateria (BEV) registaram uma correção dos seus valores de mercado. Mais do que uma alteração nas preferências dos consumidores, esta redução de preços explica, em grande medida, os baixos níveis de Market Days Supply (MDS) atualmente observados.