Procura-se: Advogado de Defesa para os Franceses
Desconhece-se o paradeiro de advogados de defesa dos automóveis franceses e sentimos falta de um “Ah, o que eu queria mesmo era um carro francês” ou um “Os melhores carros são os de marcas francesas”. Por isso, aqui estamos à sua procura ou de, pelo menos, uma justificação.

Sobre as estradas portuguesas circulam milhares de carros. Na sua maioria, esses automóveis são fabricados na Alemanha, Itália, países asiáticos e na França. Há sempre quem prefira um determinado grupo ou marca e para cada uma existem adeptos mais ou menos ferrenhos.
Após uma grandiosa pesquisa e horas de observação (ok, se calhar estamos a exagerar), verificamos que não existem muitas pessoas, para não dizer quase ninguém, que se insurge durante uma discussão sobre automóveis e solta um “Os carros franceses é que são. É que não há melhor.”. Até podemos ver milhares deles na estrada mas quando chega a hora de os defender… Aí o caso muda de figura.
O que falta ou o que têm os carros franceses para não serem os favoritos, os mais sonhados, os mais defendidos. Porque até podem ser uma das indústrias mais antigas, vencerem mais de uma dezena de vezes o carro europeu do ano ou até serem os mais escolhidos na hora da compra mas quando se fala por paixão, raramente são referência. Entenda-se porquê.
A Vaidade
Vaidosismo português: palavra derivada de vaidade que assenta que nem uma luva aos portugueses. Isto é, um Mercedes-Benz é sempre um Mercedes-Benz , da mesma forma que um BMW é sempre um BMW mas… um carro de uma marca generalista já não é aquela coisa, entendem-me? O português há-de sempre querer aquela ostentação extra, aquele prazer de andar pelas estradas com um automóvel topo de gama, ou perto disso.
É Tudo Mais ou Menos
Caso prático: Se se aproximar de um recente dono de um Peugeot ou de um citroen, o discurso há-de ouvir um “comprei… Não foi caro e até é bonito”, mas um “Sempre foi o meu sonho” é que já é mais raro ouvir. Há sempre um “até é qualquer coisa” ou um “mais ou menos”.
Diga-se que grande parte dos automóveis franceses não têm acabamentos de excelência. Seja no interior como no exterior, é quase tudo mais ou menos. São, por exemplo, muito confortáveis, mas o plástico ainda é o rei dos materiais utilizados. É uma balança que equilibra o bom e o mau que satisfaz mas não enche de orgulho.
É importante realçar que os automóveis de origem francesa são dos mais vendidos em Portugal e dos que mais têm surpreendido os portugueses. Confesso que um Peugeot 3008 já cantava deste lado, mas aí está, não é o sonho de criança, é só um desejo concretizável de uma jovem adulta.
E já agora, a Bugatti é francesa. Se calhar ainda existem alguns advogados sonhadores franceses.








