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Pneus sem ar e carros sem condutor. A Bridgestone junta ambos

A Bridgestone está a testar uma combinação pouco habitual: pneus sem ar e veículos autónomos. A tecnologia AirFree, que dispensa o enchimento e elimina o risco de furos, está a ser utilizada em veículos de transporte industrial sem condutor, no Japão, para avaliar o seu comportamento em condições reais de funcionamento.

Catarina Resende
Catarina Resende
Pneus sem ar e carros sem condutor. A Bridgestone junta ambos

E se um pneu deixasse de precisar de ar e, consequentemente, de poder furar? É essa a possibilidade que a Bridgestone está a explorar com o AirFree, uma tecnologia que está a ser testada em veículos autónomos de transporte industrial no Japão.

A fabricante japonesa está a trabalhar com a eve autonomy, empresa especializada em soluções de condução autónoma, para avaliar a utilização destes pneus em veículos sem condutor com autonomia de nível 4. Os testes decorrem na fábrica da Bridgestone em Nasu, no Japão, onde os veículos são utilizados para transportar materiais entre diferentes edifícios.

Ao contrário dos pneus convencionais, que utilizam ar comprimido para suportar o peso do veículo e absorver as irregularidades do piso, o AirFree recorre a uma estrutura de raios fabricados em resina termoplástica reciclável. É esta estrutura que suporta a carga, dispensando o enchimento com ar e eliminando o risco de furos.

Xpeng G9
Xpeng G9
Pneus sem ar já foram testados em condições reais
Pneus sem ar e carros sem condutor. A Bridgestone junta ambos

A parceria entre a Bridgestone e a eve autonomy não começou agora. As duas empresas estudam a combinação desta tecnologia com sistemas de condução autónoma desde 2024, tendo iniciado os ensaios na fábrica de Nasu em junho de 2026.

Antes disso, foram realizados testes na pista B-Mobility, integrada no Bridgestone Innovation Park, em Kodaira, no Japão. Os ensaios permitiram confirmar que a utilização dos pneus AirFree não interfere com o funcionamento dos sistemas de condução autónoma.

A Bridgestone destaca ainda a estabilidade das características do pneu, uma vez que deixam de existir alterações provocadas por variações da pressão do ar. A resposta da direção também foi considerada adequada, permitindo aos veículos seguir os percursos definidos de forma consistente.

Já na fábrica de Nasu, os testes em condições reais de produção confirmaram que os veículos conseguem circular de forma estável com esta tecnologia.

Poderão chegar aos carros convencionais?

Para já, a aplicação desta tecnologia está direcionada para veículos de transporte autónomos utilizados em ambientes industriais e não para automóveis de passageiros.

Ainda assim, a eliminação dos furos e da necessidade de controlar regularmente a pressão dos pneus poderá trazer vantagens para diferentes tipos de veículos, sobretudo aqueles que precisam de funcionar durante longos períodos sem interrupções.

A Bridgestone pretende continuar a analisar os dados recolhidos durante a utilização dos veículos, de forma a avaliar o comportamento dos pneus e identificar novas possibilidades de aplicação.

A tecnologia AirFree integra a estratégia de desenvolvimento da fabricante japonesa e assenta também numa preocupação ambiental. A estrutura utiliza resina termoplástica reciclável, enquanto o desenho simplificado permite separar os diferentes materiais e facilitar a sua reutilização.

Para já, não existe uma data anunciada para a comercialização desta tecnologia em automóveis de passageiros.

Pneus sem ar e carros sem condutor. A Bridgestone junta ambos

A Bridgestone está a testar uma combinação pouco habitual: pneus sem ar e veículos autónomos. A tecnologia AirFree, que dispensa o enchimento e elimina o risco de furos, está a ser utilizada em veículos de transporte industrial sem condutor, no Japão, para avaliar o seu comportamento em condições reais de funcionamento.

Catarina Resende
Catarina Resende
Pneus sem ar e carros sem condutor. A Bridgestone junta ambos

E se um pneu deixasse de precisar de ar e, consequentemente, de poder furar? É essa a possibilidade que a Bridgestone está a explorar com o AirFree, uma tecnologia que está a ser testada em veículos autónomos de transporte industrial no Japão.

A fabricante japonesa está a trabalhar com a eve autonomy, empresa especializada em soluções de condução autónoma, para avaliar a utilização destes pneus em veículos sem condutor com autonomia de nível 4. Os testes decorrem na fábrica da Bridgestone em Nasu, no Japão, onde os veículos são utilizados para transportar materiais entre diferentes edifícios.

Ao contrário dos pneus convencionais, que utilizam ar comprimido para suportar o peso do veículo e absorver as irregularidades do piso, o AirFree recorre a uma estrutura de raios fabricados em resina termoplástica reciclável. É esta estrutura que suporta a carga, dispensando o enchimento com ar e eliminando o risco de furos.

Galp
Galp
Pneus sem ar já foram testados em condições reais
Pneus sem ar e carros sem condutor. A Bridgestone junta ambos

A parceria entre a Bridgestone e a eve autonomy não começou agora. As duas empresas estudam a combinação desta tecnologia com sistemas de condução autónoma desde 2024, tendo iniciado os ensaios na fábrica de Nasu em junho de 2026.

Antes disso, foram realizados testes na pista B-Mobility, integrada no Bridgestone Innovation Park, em Kodaira, no Japão. Os ensaios permitiram confirmar que a utilização dos pneus AirFree não interfere com o funcionamento dos sistemas de condução autónoma.

A Bridgestone destaca ainda a estabilidade das características do pneu, uma vez que deixam de existir alterações provocadas por variações da pressão do ar. A resposta da direção também foi considerada adequada, permitindo aos veículos seguir os percursos definidos de forma consistente.

Já na fábrica de Nasu, os testes em condições reais de produção confirmaram que os veículos conseguem circular de forma estável com esta tecnologia.

Poderão chegar aos carros convencionais?

Para já, a aplicação desta tecnologia está direcionada para veículos de transporte autónomos utilizados em ambientes industriais e não para automóveis de passageiros.

Ainda assim, a eliminação dos furos e da necessidade de controlar regularmente a pressão dos pneus poderá trazer vantagens para diferentes tipos de veículos, sobretudo aqueles que precisam de funcionar durante longos períodos sem interrupções.

A Bridgestone pretende continuar a analisar os dados recolhidos durante a utilização dos veículos, de forma a avaliar o comportamento dos pneus e identificar novas possibilidades de aplicação.

A tecnologia AirFree integra a estratégia de desenvolvimento da fabricante japonesa e assenta também numa preocupação ambiental. A estrutura utiliza resina termoplástica reciclável, enquanto o desenho simplificado permite separar os diferentes materiais e facilitar a sua reutilização.

Para já, não existe uma data anunciada para a comercialização desta tecnologia em automóveis de passageiros.

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