Hyundai Tucson HEV 1.6 TGDI: missão de conquista
A quarta geração do Hyundai Tucson tem objetivos concretos e aspirações bem definidas - e com motivos para tal - para conquistar um lugar de destaque na classe dos SUV de segmento médio. A unidade ensaiada HEV 1.6 TGDI AT Vanguard está disponível por 42 850,00€ ou 39 850,00€ no caso de aquisição através de campanha de financiamento.

Ensaio: Hyundai Tucson HEV 1.6 TGDI AT Vanguard
A carreira comercial deste SUV sul coreano começou em 2004, mas foi a terceira geração, sobretudo no mercado europeu, que se deu o verdadeiro “boom”. É o modelo mais vendido no seio da marca e esta quarta geração tem tudo para consolidar essa missão. Consciente que está numa dos mais exigentes classes do mercado, onde figuram uma boa dezena de concorrentes de respeito, a começar pelo “membro fundador”, o Nissan Qasqhai, cuja última geração também já se revelou em Portugal, o Tucson teve que jogar todos os trunfos.
Expressão e qualidade
A começar pela estreia da nova plataforma N3, o Tucson arrojou no design, no espaço, na tecnologia, na qualidade de construção e na resposta dinâmica.
A expressão visual, não deixa ninguém indiferente, mesmo que, eventualmente, possa dividir opiniões. A irreverência chega com a nova assinatura da frente, que combina uma sobreposição de ângulos e permitem fundir o grupo ótico com a própria grelha, as chamadas luzes ocultas paramétricas, que a marca estreou.
No perfil os ângulos em “Z”, transmitem uma expressão mais dinâmica e uma postura mais robusta, também esta garantida pelo expressivo alargamento dos guarda-lamas. Atrás, a iluminação volta a assumir um papel de destaque e temos uma linha que atravessa todo o portão traseiro, completado por um género de quatro setas tridimensionais apontadas ao solo.
A bordo, a primeira impressão é mesmo o espaço, a utilização desta nova plataforma permitiu ao Tucson crescer em todos os sentidos (20 mm em comprimento, 15 mm em largura, 5 mm em altura e 10 mm na distância entre eixos). Se na frente, condutor e passageiro estão perfeitamente bem instalados, atrás mesmo com a lotação completa (3), também ninguém se poderá queixar, seja na largura, espaço para as pernas e mesmo visibilidade para o exterior e ainda têm à disposição duas tomadas USB-C. Para encerrar o tema “espaço”, destaque para os referenciais 616 litros de capacidade da mala ou 1795 litros com a fila de bancos posterior rebatida. Para além disso é sob estes que está colocada a bateria do motor elétrico, o que permite conseguir estes números. A mala, de fácil acesso, possui ainda um compartimento extra sob o piso. Destaque ainda para o cuidado em “arranjar” diversos espaços menores para acomodação de objetos, um pouco por todo o habitáculo.
Em termos de equipamento a versão Vanguard está bem recheada, o que também a explicar a chegada aos 40 000,00€. O couro micro perfurado reveste os bancos, ergonómicos e com múltiplas regulações. O tablier e as guarnições das portas dividem-se entre o tecido e os compostos “soft touch”. O painel de instrumentos, de 10,25 “, tal como o ecrã de infoentretenimento, é inteiramente digital, mas com um grafismo retro, a fazer lembrar o analógico. Na parte inferior da consola central, temos os restantes comandos de acesso, inclusive da climatização, que passam a ser operados só por toque. Mesmo sendo certo que de início, parece que temos demasiada informação para processar, como o passar dos quilómetros acabamos por nos entrosar melhor com o conjunto e já não necessitamos de gastar tanto tempo à procura do que precisamos.
A atenção ao detalhe aparece em vários elementos, com destaque para a arquitetura das saídas de ventilação, contornadas por duas linhas paralelas cromadas, que seguem pelas portas. A dotação de equipamento é completa e eficiente, sobretudo no que respeita aos sistemas de assistência à condução, com a nota de nenhum deles ser demasiado “intrusivo”, o que nem sempre acontece, por exemplo, com alguns sistemas de alerta de desvio e correção de faixa de rodagem.
O novo Tucson arrojou no design, no espaço, na tecnologia, na qualidade de construção e na resposta dinâmica.
Compromisso dinâmico
A combinação entre o motor de combustão de 1.6 litros de 180 cv (350 Nm binário) com a unidade elétrica de 60 cv (264 Nm) é bastante interessante. No total, este sistema híbrido apresenta uma potência combinada de 230 cv, que se mostraram sempre à altura, mesmo quando têm que responder aos quase 1600 kg do Tucson, logo a partir dos regimes inferiores.
Apesar de estarmos perante um “corredor de fundo” o Tucson não deixa de ser eficaz nos “sprint’s” urbanos, não só em termos de versatilidade, como sobretudo no que respeita a consumos. Não se pode medir, com precisão a autonomia em modo elétrico, mas certo é que, sobretudo com o passar dos quilómetros, conseguimos rodar muito em cidade, dentro daquela velocidade máxima autorizada, sem precisarmos de recorrer ao motor a gasolina. Um ponto que traz vantagens acrescidas no que diz respeito aos consumos e que explica uma média que nunca ultrapassou os 6,0 litros. O número que desce para menos de 5,0 litros, quando por exemplo ficamos retidos, durante cerca de 45 minutos, no pára-arranca para entrar na cidade e conseguimos tirar total partido do sistema hibrido. Isto em modo de condução ECO, claro está que quando fazemos um passeio mais “animado” e a família fica em casa, podemos sempre optar pelo modo Sport.
A eletrónica corresponde, tal como a suspensão, permite alguns abusos, consegue anular bem as transferências de massas, mas acaba sempre por privilegiar mais o conforto de utilização, tendo ficado ou não a família em casa… Mas a filosofia é mesmo essa, uma utilização pensada para todos. O capítulo da travagem merece igualmente boa nota, eficaz o suficiente sem precisar de ser demasiado “ativa”.
Em matéria de preocupações a longo prazo o Tuscon continua a “tranquilizar” os clientes, continuando a oferecer 7 anos de garantia sem limite de quilómetros.







