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Purosangue é “enorme desafio” para a Ferrari

O antigo responsável pelo programa de modelos SUV da Porsche revela dificuldades no desenvolvimento do primeiro SUV da Ferrari

Luís Neves
Luís Neves
Purosangue é “enorme desafio” para a Ferrari

A Ferrari encontra-se numa encruzilhada. A eletrificação é cada vez mais uma exigência, afetando praticamente todos os fabricantes, enquanto os SUV continuam a dominar o mercado. A marca de Maranello já deu alguns passos na tecnologia híbrida como o LaFerrari e SF90 Stradale, mas ainda não se aventurou nos SUV, algo que vai mudar em breve com o Purosangue, um projeto que está a demonstrar ser um enorme desafio para o construtor italiano. Em declarações à revista Top Gear, Michael Leiters, CTO da Ferrari, admitiu que o híbrdo Plug-in SF90 Stradale, o primeiro Ferrari de ligar à tomada, foi difícil de criar, mas que o Purosangue "é uma outra dimensão de complexidade."

Leiters aponta que há lacunas em termos de “cultura e procedimentos de testes. Falhas essas que a própria Ferrari procurará ultrapassar com a experiência que Leiters levou na bagagem, uma vez que foi em tempos responsável pelo programa de SUV da Porsche, nomeadamente do Macan e Cayenne. Daí que o responsável pelo projeto se mostre confiante de que, “quando chegar a hora”, a Ferrari vai conseguir provar que SUV e Ferrari não têm de ser uma “contradição”. O Purosangue recorrerá a uma plataforma para motores dianteiros, adaptável a blocos V6, V8 e V12 com ou sem hibridação. A base técnica também será compatível com arquitecturas de tração traseira ou integral, bem como configurações de habitáculo com dois ou quatro lugares. Leiters revelou ainda que um dos muitos desafios que a Ferrari enfrenta é o desenvolvimento do interior do SUV. “Como podemos garantir que haja conforto, sentido prático e ergonomia a bordo? Como combinar o ‘layout’ desportivo com um design mais orientado para o conforto? O que fazer em relação ao HMI [interface homem-máquina], que em todos os nossos carros é quase 100% orientada para o condutor? O que é o ADN de um Ferrari se garante num conceito tão diferente como um SUV? " "É um desafio, uma oportunidade e diversão. Eu gosto muito disso. Alguns conceitos estão próximos, mas com carros como o 175, uma coisa que queremos fazer é reestruturar a nossa gama de produtos e oferecer algo diferente”, concluiu Michael Leiters.

Purosangue é “enorme desafio” para a Ferrari

O antigo responsável pelo programa de modelos SUV da Porsche revela dificuldades no desenvolvimento do primeiro SUV da Ferrari

Luís Neves
Luís Neves
Purosangue é “enorme desafio” para a Ferrari

A Ferrari encontra-se numa encruzilhada. A eletrificação é cada vez mais uma exigência, afetando praticamente todos os fabricantes, enquanto os SUV continuam a dominar o mercado. A marca de Maranello já deu alguns passos na tecnologia híbrida como o LaFerrari e SF90 Stradale, mas ainda não se aventurou nos SUV, algo que vai mudar em breve com o Purosangue, um projeto que está a demonstrar ser um enorme desafio para o construtor italiano. Em declarações à revista Top Gear, Michael Leiters, CTO da Ferrari, admitiu que o híbrdo Plug-in SF90 Stradale, o primeiro Ferrari de ligar à tomada, foi difícil de criar, mas que o Purosangue "é uma outra dimensão de complexidade."

Galp
Galp
“O que é o ADN de um Ferrari se garante num conceito tão diferente como um SUV?!", indica Michael Leiters, CTO da Ferrari.

Leiters aponta que há lacunas em termos de “cultura e procedimentos de testes. Falhas essas que a própria Ferrari procurará ultrapassar com a experiência que Leiters levou na bagagem, uma vez que foi em tempos responsável pelo programa de SUV da Porsche, nomeadamente do Macan e Cayenne. Daí que o responsável pelo projeto se mostre confiante de que, “quando chegar a hora”, a Ferrari vai conseguir provar que SUV e Ferrari não têm de ser uma “contradição”. O Purosangue recorrerá a uma plataforma para motores dianteiros, adaptável a blocos V6, V8 e V12 com ou sem hibridação. A base técnica também será compatível com arquitecturas de tração traseira ou integral, bem como configurações de habitáculo com dois ou quatro lugares. Leiters revelou ainda que um dos muitos desafios que a Ferrari enfrenta é o desenvolvimento do interior do SUV. “Como podemos garantir que haja conforto, sentido prático e ergonomia a bordo? Como combinar o ‘layout’ desportivo com um design mais orientado para o conforto? O que fazer em relação ao HMI [interface homem-máquina], que em todos os nossos carros é quase 100% orientada para o condutor? O que é o ADN de um Ferrari se garante num conceito tão diferente como um SUV? " "É um desafio, uma oportunidade e diversão. Eu gosto muito disso. Alguns conceitos estão próximos, mas com carros como o 175, uma coisa que queremos fazer é reestruturar a nossa gama de produtos e oferecer algo diferente”, concluiu Michael Leiters.