Novo Qashqai em contagem decrescente
A Nissan apostou na Primavera de 2021 para apresentar a terceira geração do Qashqai. Entretanto o construtor levantou já um pouco o véu sobre o seu best-seller que já anda em testes de estrada.

A base do novo Qashqai parte da nova plataforma CMF-C, já assinada pelo Aliança (Renault, Nissan e Mitsubishi) e tal como da primeira vez (em 2007), aposta em voltar a marcar a diferença entre os crossover, uma classe pela qual foi responsável pelo surgimento no mercado automóvel. O design e o apuro tecnológico marcam o modelo que pretende renovar o seu estatuto referencial. O sistema ProPILOT com Navi-link de última geração e todos os sistemas, que se podem imaginar, de ajuda à condução colocam esta nova geração numa posição referencia na classe.
“O novo Qashqai vai mudar aquilo que os clientes podem esperar de um automóvel familiar.", afirmou Gianluca de Ficchy, Presidente da Nissan AMIEO.
Plataforma CMF-C
A plataforma CMF-C para além de assegurar todos os padrões que garantiram um estatuto referencial, vai um pouco mais longe, há avanços consideráveis em termos de rigidez estrutural, mas com recurso a materiais mais leves. Neste caso estamos a falar da aposta numa liga de aço ultra resistente, que permite novos métodos de soldadura dos elementos da carroçaria, nomeadamente na ligação entre pilares A, B e C, o tejadilho e o piso. Feitas as contas, a carroçaria da nova geração Qashqai “emagrece” 60 kg e melhora cerca de 50% em termos de rigidez. Os ganhos neste capítulo também trazem vantagens acrescidas no respeita ao trabalho apresentado nas ligações ao solo e ainda na resposta da direção.
Sistema e-Power
Sob o capot teremos duas opções distintas. Primeiro temos um novo quatro cilindros de 1.3 litros associado a um sistema mild-hydrid, com duas variantes de potência, mas o destaque vai mesmo para o novo sistema e-Power. Porém, neste caso, o trabalho conjunto entre o motor de propulsão e o elétrico é diferente do convencional, isto porque a unidade a gasolina assume aqui as funções de gerador para o motor elétrico, e este sim, é que transmite a tração às rodas. Ou seja ao contrário de um automóvel totalmente elétrico, aqui a fonte de alimentação de eletricidade é o motor de combustão e não apenas a bateria. Neste caso para além de continuar a estar salvaguardado um modo de condução “verde”, o utilizador deixa de ter a preocupação com a autonomia o que permite um tipo de utilização tranquila, mesmo quando o destino é uma viagem mais longa. Uma solução mais uma vez pioneira.







