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Nova fábrica da Volkswagen vai desmontar carros em série. Mas não vão para a sucata

A Volkswagen colocou em funcionamento a sua primeira linha industrial de desmantelamento de automóveis na fábrica de Zwickau, na Alemanha. A partir de 2027, a unidade deverá processar 4100 veículos por ano, recuperando componentes originais e matérias-primas que poderão voltar a entrar na cadeia de produção automóvel.

Catarina Resende
Catarina Resende
Nova fábrica da Volkswagen vai desmontar carros em série. Mas não vão para a sucata

A fábrica de Zwickau, até agora associada sobretudo à produção de automóveis elétricos, está a ganhar uma nova função dentro da estratégia industrial da Volkswagen. O construtor alemão inaugurou a sua primeira linha industrial de desmantelamento de veículos, um projeto que pretende transformar automóveis em fim de vida numa fonte de componentes reutilizáveis e matérias-primas.

A nova infraestrutura dispõe de oito postos de trabalho e foi inicialmente concebida para desmontar veículos de pré-produção. Numa fase posterior, receberá também automóveis em fim de vida. A Volkswagen prevê que, a partir de 2027, a operação funcione em dois turnos, com capacidade para desmontar 4100 veículos por ano e uma equipa de aproximadamente 100 trabalhadores.

O objetivo passa por aproveitar o maior número possível de elementos de cada automóvel, em vez de encaminhar diretamente os veículos para processos convencionais de abate e reciclagem. Entre os componentes recuperados estarão peças originais de carroçaria, motores e elementos de transmissão, que poderão ser comercializados através da rede de concessionários e parceiros de assistência da marca, bem como de oficinas independentes e distribuidores de peças.

Galp
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Peças usadas originais ganham nova vida
Nova fábrica da Volkswagen vai desmontar carros em série. Mas não vão para a sucata

Uma das principais apostas deste projeto é a criação de uma nova oferta de peças usadas originais da Volkswagen. A marca identifica portas e para-choques como alguns dos componentes com maior procura, a par de motores e peças de caixas de velocidades.

Depois de recuperadas, estas peças poderão ser novamente utilizadas em reparações, constituindo uma alternativa aos componentes novos. Para os proprietários de automóveis mais antigos, esta solução poderá representar uma forma de reduzir os custos de manutenção e reparação, sem abdicar de peças originais do fabricante.

A iniciativa não se limita, contudo, à recuperação de componentes. A Volkswagen pretende também aproveitar as matérias-primas presentes nos veículos, nomeadamente os materiais que podem regressar aos processos industriais através da reciclagem.

Segundo a empresa, o plástico recuperado de um automóvel em fim de vida poderá, no futuro, ser suficiente para produzir três automóveis novos. Esta possibilidade ganha particular relevância tendo em conta as futuras exigências europeias relativas à incorporação de materiais reciclados em novos veículos, previstas para começar a aplicar-se em 2032.

Investimento e reconversão da fábrica de Zwickau

A instalação da nova linha exigiu apenas nove meses de trabalhos, incluindo as alterações às instalações e os procedimentos de licenciamento. A infraestrutura ficou concluída três meses antes do calendário inicialmente previsto.

Para adaptar o espaço, foram renovados 1200 metros quadrados de pavimento, utilizadas 94 toneladas de aço e instalados 100 metros de linhas de alimentação elétrica de elevada potência, destinadas aos processos logísticos. A Volkswagen aproveitou ainda equipamentos anteriormente utilizados na produção automóvel, adaptando-os às novas operações de desmantelamento.

A reconversão de Zwickau integra uma estratégia mais ampla de economia circular do Grupo Volkswagen . A unidade deverá assumir-se como centro de competência nesta área, concentrando conhecimentos e processos que poderão ser posteriormente alargados a outras instalações e parceiros europeus.

O projeto foi acordado para a fábrica no âmbito das negociações laborais de dezembro de 2024 e poderá vir a criar até 1000 postos de trabalho a longo prazo, de acordo com as estimativas da empresa. Para já, a primeira fase envolve a reconversão de 100 trabalhadores, que receberam formação para desempenhar estas novas funções.

Com esta iniciativa, a Volkswagen procura também reduzir a dependência de matérias-primas virgens, controlar os custos dos materiais e reforçar a segurança das cadeias de abastecimento. A recuperação de componentes e materiais poderá, simultaneamente, abrir novas oportunidades comerciais para o grupo.

Mais do que uma operação de reciclagem, a unidade de Zwickau representa uma tentativa de transformar o desmantelamento automóvel num processo industrial organizado, capaz de recuperar valor ao longo de todo o ciclo de vida de um veículo.

Nova fábrica da Volkswagen vai desmontar carros em série. Mas não vão para a sucata

A Volkswagen colocou em funcionamento a sua primeira linha industrial de desmantelamento de automóveis na fábrica de Zwickau, na Alemanha. A partir de 2027, a unidade deverá processar 4100 veículos por ano, recuperando componentes originais e matérias-primas que poderão voltar a entrar na cadeia de produção automóvel.

Catarina Resende
Catarina Resende
Nova fábrica da Volkswagen vai desmontar carros em série. Mas não vão para a sucata

A fábrica de Zwickau, até agora associada sobretudo à produção de automóveis elétricos, está a ganhar uma nova função dentro da estratégia industrial da Volkswagen. O construtor alemão inaugurou a sua primeira linha industrial de desmantelamento de veículos, um projeto que pretende transformar automóveis em fim de vida numa fonte de componentes reutilizáveis e matérias-primas.

A nova infraestrutura dispõe de oito postos de trabalho e foi inicialmente concebida para desmontar veículos de pré-produção. Numa fase posterior, receberá também automóveis em fim de vida. A Volkswagen prevê que, a partir de 2027, a operação funcione em dois turnos, com capacidade para desmontar 4100 veículos por ano e uma equipa de aproximadamente 100 trabalhadores.

O objetivo passa por aproveitar o maior número possível de elementos de cada automóvel, em vez de encaminhar diretamente os veículos para processos convencionais de abate e reciclagem. Entre os componentes recuperados estarão peças originais de carroçaria, motores e elementos de transmissão, que poderão ser comercializados através da rede de concessionários e parceiros de assistência da marca, bem como de oficinas independentes e distribuidores de peças.

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Peças usadas originais ganham nova vida
Nova fábrica da Volkswagen vai desmontar carros em série. Mas não vão para a sucata

Uma das principais apostas deste projeto é a criação de uma nova oferta de peças usadas originais da Volkswagen. A marca identifica portas e para-choques como alguns dos componentes com maior procura, a par de motores e peças de caixas de velocidades.

Depois de recuperadas, estas peças poderão ser novamente utilizadas em reparações, constituindo uma alternativa aos componentes novos. Para os proprietários de automóveis mais antigos, esta solução poderá representar uma forma de reduzir os custos de manutenção e reparação, sem abdicar de peças originais do fabricante.

A iniciativa não se limita, contudo, à recuperação de componentes. A Volkswagen pretende também aproveitar as matérias-primas presentes nos veículos, nomeadamente os materiais que podem regressar aos processos industriais através da reciclagem.

Segundo a empresa, o plástico recuperado de um automóvel em fim de vida poderá, no futuro, ser suficiente para produzir três automóveis novos. Esta possibilidade ganha particular relevância tendo em conta as futuras exigências europeias relativas à incorporação de materiais reciclados em novos veículos, previstas para começar a aplicar-se em 2032.

Investimento e reconversão da fábrica de Zwickau

A instalação da nova linha exigiu apenas nove meses de trabalhos, incluindo as alterações às instalações e os procedimentos de licenciamento. A infraestrutura ficou concluída três meses antes do calendário inicialmente previsto.

Para adaptar o espaço, foram renovados 1200 metros quadrados de pavimento, utilizadas 94 toneladas de aço e instalados 100 metros de linhas de alimentação elétrica de elevada potência, destinadas aos processos logísticos. A Volkswagen aproveitou ainda equipamentos anteriormente utilizados na produção automóvel, adaptando-os às novas operações de desmantelamento.

A reconversão de Zwickau integra uma estratégia mais ampla de economia circular do Grupo Volkswagen . A unidade deverá assumir-se como centro de competência nesta área, concentrando conhecimentos e processos que poderão ser posteriormente alargados a outras instalações e parceiros europeus.

O projeto foi acordado para a fábrica no âmbito das negociações laborais de dezembro de 2024 e poderá vir a criar até 1000 postos de trabalho a longo prazo, de acordo com as estimativas da empresa. Para já, a primeira fase envolve a reconversão de 100 trabalhadores, que receberam formação para desempenhar estas novas funções.

Com esta iniciativa, a Volkswagen procura também reduzir a dependência de matérias-primas virgens, controlar os custos dos materiais e reforçar a segurança das cadeias de abastecimento. A recuperação de componentes e materiais poderá, simultaneamente, abrir novas oportunidades comerciais para o grupo.

Mais do que uma operação de reciclagem, a unidade de Zwickau representa uma tentativa de transformar o desmantelamento automóvel num processo industrial organizado, capaz de recuperar valor ao longo de todo o ciclo de vida de um veículo.

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