Honda pretende ampliar o uso do hidrogénio
A Honda revelou objetivos claros da sua estratégia para ampliar o uso do hidrogénio em veículos e sistemas de armazenamento para que se crie um ecossistema de zero emissões.

Até 2025, a Honda pretende tornar-se neutra em carbono em todas as suas atividades. Nesse sentido, a empresa divulgou algumas das suas iniciativas comerciais com o hidrogénio que passam por eletrificar os produtos e aplicar a tecnologia no armazenamento de energia.
Durante uma conferência em Tóquio, a Honda abordou a ideia de expandir o uso de hidrogénio para além das células de combustível que equipam automóveis, oferecendo soluções também para pick-ups, pesados, máquinas de construção e sistemas de armazenamento.
Com recurso a parcerias, a Honda pretende ultrapassar as atuais 2.000 unidades FCEV por ano para 60 mil em 2030 e, em 2035, atingir as 100 mil unidades.
A tecnologia a hidrogénio passará a estar disponível em pesados, sistemas de armazenamento e nos habituais automóveis.
Haverá um grande investimento nas células de combustível com a parceria da GM, uma fabricante norte-americana. O grande objetivo da Honda passa por dobrar a durabilidade e reduzir o custo para um terço, em comparação com o sistema de célula de combustível do descontinaudo Honda Claruty Fuel Cell.
Para que isto seja possível, além do investimento, foram usados materiais inovadores para eletrodos, avançaram com a estrutura de vedação ceular, simplificaram o equipamento de apoio e a produtividade foi também melhorada. A durabilidade do sistema foi duplicada pela aplicação de materiais resistentes a uma série de fatores deteriorantes.
Em 2024, a Honda vai lançar um veículo a hidrogénio, FCEV (Fuel Cell Electric Vehicles), equipado já com a célula de combustível desenvolvida em conjunto com a GM e baseado no CR-V.







