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Faltou tempo e um autódromo

O novo Supra é fruto da colaboração entre a Toyota e a BMW. A base do Z4 serviu para a Toyota Gazoo Racing desenvolver este desportivo.

Pedro Gil de Vasconcelos
Pedro Gil de Vasconcelos
Faltou tempo e um autódromo

Quando a Toyota lança um novo Supra, significa que está a colocar no mercado um desportivo, que pretende mesmo ficar “acima de, ir mais além do que” (ver dicionário da língua portuguesa) os outros desportivos do segmento. Os anteriores eram assim e o actual não é excepção.

Toyota Supra

O novo Supra é fruto da colaboração entre a Toyota e a BMW. A base do Z4 serviu para desenvolver este desportivo, que parte da base, chassis e motor do Z4 M40i e recebe uma carroçaria "fechada", mas sobretudo, um incremento em termos de desempenho em curva, graças ao trabalho desenvolvido pela Gazoo, centrado nas suspensões e rigidez do chassis. Nas palavras Akio Toyoda, CEO da Toyota , piloto e condutor habitual dos precedentes, “o novo GR Supra nasceu a partir de muitos testes em Nurburgring e posso dizer honestamente que é um automóvel divertido de guiar e está melhor do que nunca.” Eu nem sequer ao Circuito Vasco Sameiro fui, mas depois de guiar o GR Supra acredito no que o Senhor Toyoda afirma.

Galp
Galp
“O novo GR Supra nasceu a partir de muitos testes em Nurburgring ... e está melhor do que nunca.” (Akio Toyoda, CEO da Toyota)
Faltou tempo e um autódromo

Este Toyota Supra, dotado de 340 CV, disponíveis entre as 5000 e as 6500 rotações, e de 500 NM de binário, com uma caixa bem escalonada e rápida, e com tracção traseira, convida-nos permanentemente a ligar um botão na consola central que nos nos oferece o mesmo carro, mas com uma caixa mais rápida, travões mais incisivos - são os discos ventilados que medem 348 x 36 mm na frente e 345 x 24 mm na traseira, mas que pela programação têm um comportamento diferente; menos rolamento da carroçaria… em suma, tudo muito mais parecido com um carro de corrida, até o barulho do motor “a reduzir”, quando se trava, apesar de estarmos com uma caixa automática.

Toyota Supra, interior

Resultado: estamos numa espécie de PlayStation 3D para adultos.

Explicar o que é a condução de um GR Supra, é falar de emoções. Rápido, ágil, eficiente, com linhas que espelham esse espírito, sublinhadas pelo capô longo, pelas rodas grandes (jante 19”), por alguma exuberância, diria mesmo. Mas de uma coisa não há dúvida: este é um daqueles carros que vira cabeças.

Toyota Supra

Quando estamos ao volante do Supra, sentimo-nos uma espécie de celebridade e se olharmos pelo retrovisor e virmos que no carro de trás alguém está de telemóvel em punho a fazer um “filminho” não se admire, é normal e se achar que é demasiada intrusão, então pise no acelerador e deixe-os envoltos em poeira e pode fazê-lo sem problema, porque há uma data de ajudas, como a Assistência Activa em Curva, para evitar que passemos a fazer parte da galeria dos idiotas, numa qualquer rede social. A tracção é traseira, como já disse, o diferencial é activo, a suspensão é adaptativa variável e depois há ainda toda a programação do carro, que vai desde controlo de tracção, ao sistema que avisa que estamos a sair da faixa (um desses sistemas que prefiro desligar, pela “dureza” com que avisa), até à possibilidade de desligar uma data de coisas e de ficar com um “bicho” um bocadinho bruto nas mãos e aí a probabilidade de ir parar à tal galeria aumenta.

A bordo o espaço é generoso para o condutor e o passageiro, mas depois disso, por exemplo um casaco, só na mala, que até tem comunicação directa desde o habitáculo, mas para que é preciso mais? O interior é envolvente, a começar pelos bancos, que claramente descendem da competição, até à forma como todo o habitáculo nos envolve, com a consola central, que curiosamente é assimétrica, o que permite dar mais espaço para o passageiro.

Supra

Quanto a segurança ativa: sistema de pré-colisão com função de detecção de peões e a capacidade de reconhecimento de ciclistas durante a condução diurna. Aviso de Saída de Faixa de Rodagem com assistência de direcção (a tal coisa que prefiro manter desligada). Cruise control adaptativo. Sistema de máximos automáticos. Sistema de Luzes dianteiras adaptativas, que ajusta a iluminação dos faróis de acordo com o ângulo de viragem do carro e reconhecimento de Sinais de Trânsito. Monitor de Ângulos Mortos. Alerta de tráfego transversal traseiro. Alerta de colisão traseira e sensores de estacionamento inteligentes com travagem automática para ajudar a evitar colisões com objectos ou veículos que se aproximam de qualquer um dos lados ao sair de um lugar de estacionamento ou de uma garagem.

E mais?…faltou tempo!…e um autódromo!

Faltou tempo e um autódromo

O novo Supra é fruto da colaboração entre a Toyota e a BMW. A base do Z4 serviu para a Toyota Gazoo Racing desenvolver este desportivo.

Pedro Gil de Vasconcelos
Pedro Gil de Vasconcelos
Faltou tempo e um autódromo

Quando a Toyota lança um novo Supra, significa que está a colocar no mercado um desportivo, que pretende mesmo ficar “acima de, ir mais além do que” (ver dicionário da língua portuguesa) os outros desportivos do segmento. Os anteriores eram assim e o actual não é excepção.

Toyota Supra

O novo Supra é fruto da colaboração entre a Toyota e a BMW. A base do Z4 serviu para desenvolver este desportivo, que parte da base, chassis e motor do Z4 M40i e recebe uma carroçaria "fechada", mas sobretudo, um incremento em termos de desempenho em curva, graças ao trabalho desenvolvido pela Gazoo, centrado nas suspensões e rigidez do chassis. Nas palavras Akio Toyoda, CEO da Toyota , piloto e condutor habitual dos precedentes, “o novo GR Supra nasceu a partir de muitos testes em Nurburgring e posso dizer honestamente que é um automóvel divertido de guiar e está melhor do que nunca.” Eu nem sequer ao Circuito Vasco Sameiro fui, mas depois de guiar o GR Supra acredito no que o Senhor Toyoda afirma.

Xpeng G9
Xpeng G9
“O novo GR Supra nasceu a partir de muitos testes em Nurburgring ... e está melhor do que nunca.” (Akio Toyoda, CEO da Toyota)
Faltou tempo e um autódromo

Este Toyota Supra, dotado de 340 CV, disponíveis entre as 5000 e as 6500 rotações, e de 500 NM de binário, com uma caixa bem escalonada e rápida, e com tracção traseira, convida-nos permanentemente a ligar um botão na consola central que nos nos oferece o mesmo carro, mas com uma caixa mais rápida, travões mais incisivos - são os discos ventilados que medem 348 x 36 mm na frente e 345 x 24 mm na traseira, mas que pela programação têm um comportamento diferente; menos rolamento da carroçaria… em suma, tudo muito mais parecido com um carro de corrida, até o barulho do motor “a reduzir”, quando se trava, apesar de estarmos com uma caixa automática.

Toyota Supra, interior

Resultado: estamos numa espécie de PlayStation 3D para adultos.

Explicar o que é a condução de um GR Supra, é falar de emoções. Rápido, ágil, eficiente, com linhas que espelham esse espírito, sublinhadas pelo capô longo, pelas rodas grandes (jante 19”), por alguma exuberância, diria mesmo. Mas de uma coisa não há dúvida: este é um daqueles carros que vira cabeças.

Toyota Supra

Quando estamos ao volante do Supra, sentimo-nos uma espécie de celebridade e se olharmos pelo retrovisor e virmos que no carro de trás alguém está de telemóvel em punho a fazer um “filminho” não se admire, é normal e se achar que é demasiada intrusão, então pise no acelerador e deixe-os envoltos em poeira e pode fazê-lo sem problema, porque há uma data de ajudas, como a Assistência Activa em Curva, para evitar que passemos a fazer parte da galeria dos idiotas, numa qualquer rede social. A tracção é traseira, como já disse, o diferencial é activo, a suspensão é adaptativa variável e depois há ainda toda a programação do carro, que vai desde controlo de tracção, ao sistema que avisa que estamos a sair da faixa (um desses sistemas que prefiro desligar, pela “dureza” com que avisa), até à possibilidade de desligar uma data de coisas e de ficar com um “bicho” um bocadinho bruto nas mãos e aí a probabilidade de ir parar à tal galeria aumenta.

A bordo o espaço é generoso para o condutor e o passageiro, mas depois disso, por exemplo um casaco, só na mala, que até tem comunicação directa desde o habitáculo, mas para que é preciso mais? O interior é envolvente, a começar pelos bancos, que claramente descendem da competição, até à forma como todo o habitáculo nos envolve, com a consola central, que curiosamente é assimétrica, o que permite dar mais espaço para o passageiro.

Supra

Quanto a segurança ativa: sistema de pré-colisão com função de detecção de peões e a capacidade de reconhecimento de ciclistas durante a condução diurna. Aviso de Saída de Faixa de Rodagem com assistência de direcção (a tal coisa que prefiro manter desligada). Cruise control adaptativo. Sistema de máximos automáticos. Sistema de Luzes dianteiras adaptativas, que ajusta a iluminação dos faróis de acordo com o ângulo de viragem do carro e reconhecimento de Sinais de Trânsito. Monitor de Ângulos Mortos. Alerta de tráfego transversal traseiro. Alerta de colisão traseira e sensores de estacionamento inteligentes com travagem automática para ajudar a evitar colisões com objectos ou veículos que se aproximam de qualquer um dos lados ao sair de um lugar de estacionamento ou de uma garagem.

E mais?…faltou tempo!…e um autódromo!