Fomos à apresentação do Aygo X. Conduzimos e…
O novo Aygo X (Cross) foi apresentado ao país num evento que refletiu exatamente a personalidade da viatura: diversão e jovialidade.

O novo crossover Aygo X é como um doce aos olhos de uma criança: extremamente atrativo e apetecível. Tal como um rebuçado ou um chocolate é doce e, embora saibamos que não é o melhor alimento para ser ingerido, comemos à mesma porque somos jovens e temos tempo para nos preocuparmos com as gorduras ou outros quinhentos.
Em termos técnicos, este crossover da Toyota possui um motor 1.0l a gasolina com 3 cilindros e 72 cv. Está disponível em 4 versões distintas que variam desde a mais acessível e básica, Aygo X play à mais completa, Aygo X Limited.
Na versão base, o condutor terá ao seu dispor, no exterior, jantes de aço de 17” e espelhos retrovisores elétricos e aquecidos. No interior, a versão Aygo X play conta com ar condicionado manual, 4 colunas de som, câmara auxiliar traseira, vidros dianteiros elétricos, ecrã multimédia de 7”, bancos em tecido e volante em pele. Esta versão tem o preço de 16.490€.
Apresentação Nacional | Toyota Aygo X
O Toyota Aygo X é um muito mais do que um novo crossover, Aygo X é todo um conceito de jovialidade de desapego e minimalismo. Parece-me claro que as novas gerações não têm quase ligações emocionais aos carros. Já quase ninguém tem um carro de sonho como acontecia em gerações passadas, em que o som de um carro já fazia arrepiar a espinha e palpitar o coração.
Atualmente, os jovens querem um carro que seja pequeno, ágil e económico. A resposta da indústria automóvel: um citadino como o Aygo X . Este Toyota quebra com a ideia de que os citadinos são minúsculos e sem grande graça. O design é completamente atrativo e dinâmico. Com cores associadas a especiarias, as combinações de tons são muito divertidas sem perder a elegância. Além disso, o Aygo X elevou a posição do condutor em 55mm, especialmente #ElevadoaTi, tal como a marca anuncia.
Projetado para a cidade, não me pareceu impeditivo de fazer uma ou outra viagem de maiores distâncias em autoestrada. Mas, a verdade é que há uma forte tendência para reservar as grandes viagens para comboios ou aviões e deixar os automóveis para necessidades diárias e citadinas.

Primeiras Impressões
O primeiro impacto ao ver o Aygo X foi: “Bem, este carro é divertido. É a cara de um jovem entre os 20 e os 30 anos”. Não me insultem já, ele também é a cara de outros jovens mais antigos porque, no final de contas, a idade é psicológica.
Apesar de ser compacto, este modelo dá uma sensação de robustez, marca a presença e não passa despercebido (que o digam as pessoas que vi e ouvi reagirem à passagem do Aygo X enquanto o conduzia pelo Porto). As cabeças viraram para verem mais um pouco e ouve-se um: “Que carro é aquele? Que giro!”.
Começo a acreditar que “giro” é a palavra certa. Porém, num mundo encantado de um jovem recém encartado as emoções podem ficar por aqui, pelo deslumbre. Caindo na realidade, vão-se notando algumas escolhas de materiais mais acessíveis, alguns plásticos e outras cedências que compõem um preço mais apetecível ao Aygo X . Não se pode ter tudo, certo?
Entra! Aí go eu!
Ao sentar-me para conduzir o Toyota Aygo X , ajustei o volante, o banco e tudo parece ficar ergonomicamente perfeito para o meu corpo. Para terem uma ideia, tenho 1.72m e, nos bancos dianteiros, tenho conforto pleno. Por falar em bancos, mas que bancos desportivos são estes? Achei uma escolha muito interessante e que faz toda a diferença no interior deste crossover. O detalhe dos pespontos que, no modelo que testei eram azuis formando pequenos “X”, completam em muito o ambiente a bordo.
O meu metro e 72 não gritou de alegria foi no banco de trás… ao me sentar direitinha (acontecimento raro), a minha cabeça batia no tejadilho e pouco espaço sobrava para as minhas pernas. Em termos de comparação, é muito semelhante ao que acontece, por exemplo, num Fiat 500. Mas, em ambos os casos, sejamos sinceros, são carros para 2 pessoas, por isso, funciona bem assim.
A bagageira não tem um espaço surpreendente mas tem alguma profundidade que lhe confere uma capacidade para 231 litros.
Ainda no interior, destaco o ecrã tátil de 9 polegadas que possui uma configuração em forma de gota na horizontal (esforcei-me para descrever, não me julguem). Um formato original e com apontamentos a condizer com a cor do exterior. O mesmo acontece nas portas que, no caso do modelo que conduzi, tinham faixas azuis. Por falar dessas faixas, senti imensa falta de um apoio de braço, seja nas janelas, seja no centro dos bancos. Mas, as mãos são para ir ao volante…
A versão que testei incluía ainda carregador por indução que acabava por roubar algum espaço de arrumação que é quase inexistente no centro do veículo. Só contamos com um suporte para copos e o espaço do carregador.

E como foi conduzir?
A Toyota elaborou um evento pensado ao pormenor para que fosse possível conduzir o Aygo X em todos os contextos: sejam ruas extremamente apertadas, paralelos, trânsitos, autoestrada e ruelas típicas de uma cidade como o Porto.
Num primeiro contacto, tive a sensação que ia deixar o carro desligar (não, eu não sou maçarica e o meu carro pessoal é também a gasolina). Não é um carro que tenha logo aquele impulso a soltar a embraiagem mas nada que com uns quilómetros de prática não se resolva.
Em cidade, o Aygo X comportou-se lindamente cumprindo, por isso, os seus propósitos. Uma condução extremamente confortável e com segurança. Tendo em consideração que se trata de um veículo com 72 cv, não é de esperar que acelere feito um Lamborghini, porém, em contextos citadinos, raros serão os casos em que poderá acelerar. Se esse fosse o objetivo, então este carro não seria de todo adequado, uma vez que não tem uma responsa rápida nem uma aceleração potente. Não quero com isto dizer que é um ponto negativo, é simplesmente um facto condizente com as especificações técnicas. Potência e desempenho não são os objetivos deste modelo. Se falarmos de economia e agilidade, então a nota será um 10 em 10.

Em conclusão
O maior elogio que posso tecer a este modelo é que o Aygo X é muito mais que um carro, é um conceito. Um conceito de jovialidade, de diversão e agilidade. Daí a termos conduzido até uma atividade de escalada (agilidade), murais e estabelecimentos artísticos (arte urbana) ou até mesmo ao hotel Gravity (quebrar a normalidade, o aborrecido). Conduzir o Aygo X pela cidade do Porto foi a verdadeira prova para este citadino. Resultado?
Fomos à apresentação do Aygo X . Conduzimos e…Aprovamos.






