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Razões para o Hidrogénio não ter futuro

Muitas vantagens e elogios se tecem ao hidrogénio, porém, a verdade é que o tempo passa e nem a rede, nem os modelos parecem evoluir. Veja as razões para o hidrogénio não ter futuro.

Catarina Resende
Catarina Resende
Razões para o Hidrogénio não ter futuro

A ideia de que o hidrogénio é o futuro e a exaltação deste combustível em função de todos os outros, chega a evangelizar quase todos. Até mesmo os anti-elétricos! Há uma crença quase comum de que o hidrogénio é a solução para todos os problemas ambientais.

No entanto, encontramos algumas razões que podem fazer repensar esta crença no hidrogénio. São as razões para o hidrogénio não ter futuro (isto não somos nós que dizemos, nem significa que acreditamos em tal ideologia. São factos.).

Podemos dividir estas razões em três grandes áreas: ambiente/ciência, infraestruturas e motivação global. Vejamos então.

Ambiente & Ciência

O hidrogénio verde, aquele que tem interesse para a mobilidade ser realmente sustentável, está dependente de um processo de eletrólise da água. Só nesse processo, 30% da energia original é perdida. Mas não fica por aí. Ao transportar o hidrogénio, são perdidos outros 26% da energia original. Isto significa que, antes de chegar a um veículo, já foi perdida quase 50% da energia original.

A eficiência dos eletrolisadores corresponde a valores entre os 75 e 80%, sendo que as perdas adicionais entre 5 e 35% resultam da compressão ou resfriamento de H2, hidrogénio molecular, para armazenar e transportar o gás de forma razoável.

A adicionar às perdas de eficiência e energia, o preço da eletrólise da água faz repensar o hidrogénio enquanto alternativa económica. A Comissão Europeia estima que serão necessários entre 180 bilhões e 470 bilhões de euros antes que o hidrogênio verde possa representar 13-14% da matriz energética da UE em 2050.

As infraestruturas

Atualmente ainda não existe uma rede de abastecimento de hidrogénio considerável e na maioria dos países europeus chega a ser mesmo muito escassa. É essencial que a UE aposte e reforce a liderança em áreas como tecnologias de eletrólise e estações de reabastecimento de hidrogénio. Nas áreas onde outros lideram, como células de combustível, é fundamental acompanhar a concorrência.

Acontece que este desenvolvimento implica um enorme investimento e chegamos a uma questão do género do ovo e da galinha. Quem deve aumentar primeiro? O número de viaturas a hidrogénio? As estruturas de apoio e abastecimento? Este é um impasse que não está a levar ninguém a um porto seguro. O tempo passa e, no caso de Portugal, continuam os dois únicos postos de abastecimento que tínhamos nos últimos anos.

A verdade é que nem o processo de produção, armazenamento e transporte do hidrogénio são fáceis ou baratos.

Motivação global

Existe um número muito reduzido de veículos movidos a hidrogénio vendidos globalmente em 5 anos. A comercialização desta tecnologia parece limitada e o mercado não parece responder ao produto. A explicação pode estar no preço das viaturas mas acreditamos que a principal razão é pela falta de infraestruturas de abastecimento. Além disso, os tanques dos automóveis têm que ser enormes para uma pequena quantidade de energia.

Ao comprar um veículo a hidrogénio é melhor adquirir uma bíblia e um terço que nos guiem até ao posto de abastecimento mais próximo. Talvez assim o milagre aconteça.

E não podemos deixar as culpas para o tempo porque esta tecnologia já tem vindo a ser estudada e implementada há anos. O que estará a impedir o crescimento? São estas razões e outras que… talvez um milagre salve!

Razões para o Hidrogénio não ter futuro

Muitas vantagens e elogios se tecem ao hidrogénio, porém, a verdade é que o tempo passa e nem a rede, nem os modelos parecem evoluir. Veja as razões para o hidrogénio não ter futuro.

Catarina Resende
Catarina Resende
Razões para o Hidrogénio não ter futuro

A ideia de que o hidrogénio é o futuro e a exaltação deste combustível em função de todos os outros, chega a evangelizar quase todos. Até mesmo os anti-elétricos! Há uma crença quase comum de que o hidrogénio é a solução para todos os problemas ambientais.

No entanto, encontramos algumas razões que podem fazer repensar esta crença no hidrogénio. São as razões para o hidrogénio não ter futuro (isto não somos nós que dizemos, nem significa que acreditamos em tal ideologia. São factos.).

Podemos dividir estas razões em três grandes áreas: ambiente/ciência, infraestruturas e motivação global. Vejamos então.

Ambiente & Ciência

O hidrogénio verde, aquele que tem interesse para a mobilidade ser realmente sustentável, está dependente de um processo de eletrólise da água. Só nesse processo, 30% da energia original é perdida. Mas não fica por aí. Ao transportar o hidrogénio, são perdidos outros 26% da energia original. Isto significa que, antes de chegar a um veículo, já foi perdida quase 50% da energia original.

A eficiência dos eletrolisadores corresponde a valores entre os 75 e 80%, sendo que as perdas adicionais entre 5 e 35% resultam da compressão ou resfriamento de H2, hidrogénio molecular, para armazenar e transportar o gás de forma razoável.

A adicionar às perdas de eficiência e energia, o preço da eletrólise da água faz repensar o hidrogénio enquanto alternativa económica. A Comissão Europeia estima que serão necessários entre 180 bilhões e 470 bilhões de euros antes que o hidrogênio verde possa representar 13-14% da matriz energética da UE em 2050.

Galp
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A viabilidade dos carros a hidrogénio deve ser questionada.

As infraestruturas

Atualmente ainda não existe uma rede de abastecimento de hidrogénio considerável e na maioria dos países europeus chega a ser mesmo muito escassa. É essencial que a UE aposte e reforce a liderança em áreas como tecnologias de eletrólise e estações de reabastecimento de hidrogénio. Nas áreas onde outros lideram, como células de combustível, é fundamental acompanhar a concorrência.

Acontece que este desenvolvimento implica um enorme investimento e chegamos a uma questão do género do ovo e da galinha. Quem deve aumentar primeiro? O número de viaturas a hidrogénio? As estruturas de apoio e abastecimento? Este é um impasse que não está a levar ninguém a um porto seguro. O tempo passa e, no caso de Portugal, continuam os dois únicos postos de abastecimento que tínhamos nos últimos anos.

A verdade é que nem o processo de produção, armazenamento e transporte do hidrogénio são fáceis ou baratos.

Motivação global

Existe um número muito reduzido de veículos movidos a hidrogénio vendidos globalmente em 5 anos. A comercialização desta tecnologia parece limitada e o mercado não parece responder ao produto. A explicação pode estar no preço das viaturas mas acreditamos que a principal razão é pela falta de infraestruturas de abastecimento. Além disso, os tanques dos automóveis têm que ser enormes para uma pequena quantidade de energia.

Ao comprar um veículo a hidrogénio é melhor adquirir uma bíblia e um terço que nos guiem até ao posto de abastecimento mais próximo. Talvez assim o milagre aconteça.

E não podemos deixar as culpas para o tempo porque esta tecnologia já tem vindo a ser estudada e implementada há anos. O que estará a impedir o crescimento? São estas razões e outras que… talvez um milagre salve!