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Mercedes surpreende e assume responsabilidade em caso de acidente com o Drive Pilot ativo.

Nem a Tesla com o Autopilot, nem a General Motors com o Supercruise … foi a Mercedes a primeira marca a nível mundial a assumir a total responsabilidade nos casos em que ocorra um acidente com o sistema Drive Pilot ativo.

Rui Oliveira
Rui Oliveira
Mercedes surpreende e assume responsabilidade em caso de acidente com o Drive Pilot ativo.

Para já começa apenas em território Alemão, com legislação já aprovada. Os modelos Classe S e o EQS serão os primeiros a oferecer essa garantia aos condutores. A marca pretende fazer o mesmo nos Estados Unidos até final do ano.

Aguarda-se resposta da concorrência, nomeadamente da Tesla, que sempre foi vista nos últimos anos como a marca mais avançada no mundo da condução autónoma. O título de primeira marca a assumir a responsabilidade em caso de acidente já está perdido para a Mercedes.

A marca de Elon Musk corre ainda sérios riscos de ser também ultrapassada nos Estados Unidos, o que para além de surpreendente seria um rude golpe na reputação da marca. O enquadramento legal, que assume particular importância neste processo, prevê-se mais complexo em território Americano devido à forma como cada Estado olha para a questão.

A Califórnia e o Nevada estão por agora na linha da frente. A Alemanha foi dando passos seguros desde 2017, altura em que aprovou os primeiros diplomas relativos à condução autónoma.

Como funciona o Drive Pilot da Mercedes ?

A partir do momento em que está acionado, o Drive Pilot assume o controlo total do veículo, com intervenção na velocidade, direção e travagem.

Numa primeira fase, estará disponível em determinadas autoestradas da Alemanha, criteriosamente selecionadas. Ao entrar num trajeto em que esteja contemplado o Drive Pilot, o condutor pode acioná-lo e alhear-se das tarefas de controlo do carro. O sistema alerta o condutor 10 segundos antes de se desativar para que este assuma a atenção e o controlo do carro.

Xpeng G9
Xpeng G9
A Mercedes Surpreendeu a Tesla ao dar o primeiro passo e assumir a responsabilidade no modo Drive Pilot
Mercedes surpreende e assume responsabilidade em caso de acidente com o Drive Pilot ativo.

Durante o período em que está ativo qualquer acidente será da responsabilidade da marca.

Tudo fica registado, numa espécie de caixa negra, onde é possível verificar todas as interações do condutor, a velocidade, o local preciso onde ocorram eventos inesperados e o timing ao segundo em que o Drive Pilot esteve ativo.

Este sistema da Mercedes tem o nível 3 de condução autónoma ( condução automatizada mas com o condutor sempre atrás do volante para qualquer alerta de desativação do sistema ).

Os níveis 1 e 2 foram evoluindo de forma rápida, mas sempre com a obrigação do condutor estar ao comando, que apenas recebe alertas e algumas correções durante os trajetos, como a correção para manutenção na faixa de rodagem , travagem de emergência ativa, aviso de colisão eminente, deteção de peões e efetuar ultrapassagens apenas com o acionar do pisca.

No nível 3 dá-se a grande mudança . É o primeiro nível de condução realmente autónoma. O condutor, tem que estar sempre presente, mas pode efetuar outras tarefas durante as viagens, sendo mesmo permitido que use o telemóvel nos trajetos que abranjam legalmente a condução autónoma. Na Alemanha existem já 13 mil Kms de autoestradas onde o Drive Pilot está autorizado. A velocidade máxima está limitada a 60 km/ h, não podem estar a decorrer trabalhos de manutenção e para já só é válido para o período diurno.

Os níveis 4 e 5, condução completamente automatizada, tem como grande diferença a obrigação ou não de presença humana. No nível 4 tem que estar presente um encartado, no nível 5 não há presença de condutor. Chamamos um Uber e chega um carro vazio só para nós !! Entramos ou fugimos ??

veja também: Taxis Sem condutores: O carro 100% autónomo da Google

O caminho a percorrer ainda é longo, mas é sempre preciso dar o primeiro passo. E o primeiro foi dado pela Mercedes.

Mercedes surpreende e assume responsabilidade em caso de acidente com o Drive Pilot ativo.

Nem a Tesla com o Autopilot, nem a General Motors com o Supercruise … foi a Mercedes a primeira marca a nível mundial a assumir a total responsabilidade nos casos em que ocorra um acidente com o sistema Drive Pilot ativo.

Rui Oliveira
Rui Oliveira
Mercedes surpreende e assume responsabilidade em caso de acidente com o Drive Pilot ativo.

Para já começa apenas em território Alemão, com legislação já aprovada. Os modelos Classe S e o EQS serão os primeiros a oferecer essa garantia aos condutores. A marca pretende fazer o mesmo nos Estados Unidos até final do ano.

Aguarda-se resposta da concorrência, nomeadamente da Tesla, que sempre foi vista nos últimos anos como a marca mais avançada no mundo da condução autónoma. O título de primeira marca a assumir a responsabilidade em caso de acidente já está perdido para a Mercedes.

A marca de Elon Musk corre ainda sérios riscos de ser também ultrapassada nos Estados Unidos, o que para além de surpreendente seria um rude golpe na reputação da marca. O enquadramento legal, que assume particular importância neste processo, prevê-se mais complexo em território Americano devido à forma como cada Estado olha para a questão.

A Califórnia e o Nevada estão por agora na linha da frente. A Alemanha foi dando passos seguros desde 2017, altura em que aprovou os primeiros diplomas relativos à condução autónoma.

Como funciona o Drive Pilot da Mercedes ?

A partir do momento em que está acionado, o Drive Pilot assume o controlo total do veículo, com intervenção na velocidade, direção e travagem.

Numa primeira fase, estará disponível em determinadas autoestradas da Alemanha, criteriosamente selecionadas. Ao entrar num trajeto em que esteja contemplado o Drive Pilot, o condutor pode acioná-lo e alhear-se das tarefas de controlo do carro. O sistema alerta o condutor 10 segundos antes de se desativar para que este assuma a atenção e o controlo do carro.

Galp
Galp
A Mercedes Surpreendeu a Tesla ao dar o primeiro passo e assumir a responsabilidade no modo Drive Pilot
Mercedes surpreende e assume responsabilidade em caso de acidente com o Drive Pilot ativo.

Durante o período em que está ativo qualquer acidente será da responsabilidade da marca.

Tudo fica registado, numa espécie de caixa negra, onde é possível verificar todas as interações do condutor, a velocidade, o local preciso onde ocorram eventos inesperados e o timing ao segundo em que o Drive Pilot esteve ativo.

Este sistema da Mercedes tem o nível 3 de condução autónoma ( condução automatizada mas com o condutor sempre atrás do volante para qualquer alerta de desativação do sistema ).

Os níveis 1 e 2 foram evoluindo de forma rápida, mas sempre com a obrigação do condutor estar ao comando, que apenas recebe alertas e algumas correções durante os trajetos, como a correção para manutenção na faixa de rodagem , travagem de emergência ativa, aviso de colisão eminente, deteção de peões e efetuar ultrapassagens apenas com o acionar do pisca.

No nível 3 dá-se a grande mudança . É o primeiro nível de condução realmente autónoma. O condutor, tem que estar sempre presente, mas pode efetuar outras tarefas durante as viagens, sendo mesmo permitido que use o telemóvel nos trajetos que abranjam legalmente a condução autónoma. Na Alemanha existem já 13 mil Kms de autoestradas onde o Drive Pilot está autorizado. A velocidade máxima está limitada a 60 km/ h, não podem estar a decorrer trabalhos de manutenção e para já só é válido para o período diurno.

Os níveis 4 e 5, condução completamente automatizada, tem como grande diferença a obrigação ou não de presença humana. No nível 4 tem que estar presente um encartado, no nível 5 não há presença de condutor. Chamamos um Uber e chega um carro vazio só para nós !! Entramos ou fugimos ??

veja também: Taxis Sem condutores: O carro 100% autónomo da Google

O caminho a percorrer ainda é longo, mas é sempre preciso dar o primeiro passo. E o primeiro foi dado pela Mercedes.