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Três gigantes juntam-se para acelerar a condução autónoma em França

A parceria pretende levar os veículos autónomos das fases de desenvolvimento para a utilização em condições reais, combinando a tecnologia de inteligência artificial da Wayve, as plataformas da Stellantis e a capacidade de computação da NVIDIA.

Catarina Resende
Catarina Resende
Três gigantes juntam-se para acelerar a condução autónoma em França

A França quer assumir um papel de destaque no futuro da condução autónoma. A Wayve, a Stellantis e a NVIDIA anunciaram uma colaboração com o Governo francês para acelerar a implementação de veículos autónomos no país e impulsionar o desenvolvimento desta tecnologia no resto da União Europeia.

O anúncio foi feito durante o evento Assises du Véhicule Autonome, em Paris, e junta três empresas com competências distintas. A Stellantis contribui com as suas plataformas preparadas para a condução autónoma e a experiência na engenharia e produção automóvel. A Wayve fornece o seu sistema de inteligência artificial para condução, enquanto a NVIDIA disponibiliza a tecnologia de computação e os sistemas de suporte necessários à integração destas soluções.

O objetivo passa por criar as condições para que os veículos autónomos possam chegar à utilização em condições reais, com especial atenção à segurança e à implementação responsável da tecnologia.

No centro da colaboração estão as plataformas L4-Ready Platforms da Stellantis, concebidas para suportar o desenvolvimento de veículos autónomos, e o Wayve AI Driver, o sistema de inteligência artificial desenvolvido pela empresa britânica. A integração deverá recorrer ao sistema operativo NVIDIA Halos e à arquitetura de computação e sensores NVIDIA Hyperion.

Esta combinação procura reunir diferentes elementos da cadeia tecnológica, desde a capacidade de processamento até ao veículo propriamente dito. A parceria pretende, assim, reforçar as condições necessárias para desenvolver e implementar soluções de condução autónoma em maior escala.

Apesar das ambições anunciadas, as empresas não divulgaram uma data concreta para o início das operações comerciais ao abrigo desta colaboração, nem identificaram os primeiros modelos que poderão beneficiar da tecnologia.

França quer passar dos testes à utilização real

A escolha de França não é acidental. O país tem um mercado relevante de serviços de transporte partilhado e pretende reforçar a sua posição no desenvolvimento da inteligência artificial. Paris acolheu também a AI Action Summit, em que foram anunciados investimentos de 109 mil milhões de euros em inteligência artificial até 2025.

O Governo francês considera que a evolução da condução autónoma exige não apenas avanços tecnológicos, mas também um enquadramento regulamentar adequado. Philippe Tabarot, ministro dos Transportes francês, afirmou que o país pretende adaptar as regras para facilitar o desenvolvimento destes veículos, mantendo exigências rigorosas de segurança e soberania dos dados.

A colaboração prevê igualmente o envolvimento de sindicatos, autoridades municipais e outros intervenientes na mobilidade. A intenção é preparar a transição para serviços de transporte autónomo tendo em conta os seus efeitos nos trabalhadores, nas comunidades e nos utilizadores.

Para a Stellantis, França representa também um centro importante de engenharia e desenvolvimento tecnológico. Já a NVIDIA considera que a combinação da sua plataforma Hyperion com a inteligência artificial da Wayve e a experiência automóvel da Stellantis poderá contribuir para construir uma base tecnológica comum para a mobilidade autónoma na Europa.

O desafio passa agora por transformar esta cooperação industrial e institucional em aplicações concretas nas estradas. A iniciativa pretende ajudar França a afirmar-se como um dos centros europeus de referência nesta área, num momento em que a segurança, a regulamentação e a capacidade de levar a tecnologia para fora dos ambientes de teste continuam a ser questões centrais para o futuro dos veículos autónomos.

Três gigantes juntam-se para acelerar a condução autónoma em França

A parceria pretende levar os veículos autónomos das fases de desenvolvimento para a utilização em condições reais, combinando a tecnologia de inteligência artificial da Wayve, as plataformas da Stellantis e a capacidade de computação da NVIDIA.

Catarina Resende
Catarina Resende
Três gigantes juntam-se para acelerar a condução autónoma em França

A França quer assumir um papel de destaque no futuro da condução autónoma. A Wayve, a Stellantis e a NVIDIA anunciaram uma colaboração com o Governo francês para acelerar a implementação de veículos autónomos no país e impulsionar o desenvolvimento desta tecnologia no resto da União Europeia.

O anúncio foi feito durante o evento Assises du Véhicule Autonome, em Paris, e junta três empresas com competências distintas. A Stellantis contribui com as suas plataformas preparadas para a condução autónoma e a experiência na engenharia e produção automóvel. A Wayve fornece o seu sistema de inteligência artificial para condução, enquanto a NVIDIA disponibiliza a tecnologia de computação e os sistemas de suporte necessários à integração destas soluções.

O objetivo passa por criar as condições para que os veículos autónomos possam chegar à utilização em condições reais, com especial atenção à segurança e à implementação responsável da tecnologia.

Galp
Galp
Uma parceria que junta automóveis e inteligência artificial

No centro da colaboração estão as plataformas L4-Ready Platforms da Stellantis, concebidas para suportar o desenvolvimento de veículos autónomos, e o Wayve AI Driver, o sistema de inteligência artificial desenvolvido pela empresa britânica. A integração deverá recorrer ao sistema operativo NVIDIA Halos e à arquitetura de computação e sensores NVIDIA Hyperion.

Esta combinação procura reunir diferentes elementos da cadeia tecnológica, desde a capacidade de processamento até ao veículo propriamente dito. A parceria pretende, assim, reforçar as condições necessárias para desenvolver e implementar soluções de condução autónoma em maior escala.

Apesar das ambições anunciadas, as empresas não divulgaram uma data concreta para o início das operações comerciais ao abrigo desta colaboração, nem identificaram os primeiros modelos que poderão beneficiar da tecnologia.

França quer passar dos testes à utilização real

A escolha de França não é acidental. O país tem um mercado relevante de serviços de transporte partilhado e pretende reforçar a sua posição no desenvolvimento da inteligência artificial. Paris acolheu também a AI Action Summit, em que foram anunciados investimentos de 109 mil milhões de euros em inteligência artificial até 2025.

O Governo francês considera que a evolução da condução autónoma exige não apenas avanços tecnológicos, mas também um enquadramento regulamentar adequado. Philippe Tabarot, ministro dos Transportes francês, afirmou que o país pretende adaptar as regras para facilitar o desenvolvimento destes veículos, mantendo exigências rigorosas de segurança e soberania dos dados.

A colaboração prevê igualmente o envolvimento de sindicatos, autoridades municipais e outros intervenientes na mobilidade. A intenção é preparar a transição para serviços de transporte autónomo tendo em conta os seus efeitos nos trabalhadores, nas comunidades e nos utilizadores.

Para a Stellantis, França representa também um centro importante de engenharia e desenvolvimento tecnológico. Já a NVIDIA considera que a combinação da sua plataforma Hyperion com a inteligência artificial da Wayve e a experiência automóvel da Stellantis poderá contribuir para construir uma base tecnológica comum para a mobilidade autónoma na Europa.

O desafio passa agora por transformar esta cooperação industrial e institucional em aplicações concretas nas estradas. A iniciativa pretende ajudar França a afirmar-se como um dos centros europeus de referência nesta área, num momento em que a segurança, a regulamentação e a capacidade de levar a tecnologia para fora dos ambientes de teste continuam a ser questões centrais para o futuro dos veículos autónomos.

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