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Geely promete baterias de estado sólido de 500 Wh/kg: 1.000 km a partir de 2027?

A Geely está a preparar uma nova geração de baterias de estado sólido que poderá levar os automóveis elétricos para uma nova fasquia de autonomia. A marca chinesa anunciou que pretende iniciar, já em 2027, a implementação piloto desta tecnologia, com uma densidade energética que poderá chegar aos 500 Wh/kg e permitir autonomias superiores a 1.000 quilómetros.

Catarina Resende
Catarina Resende
Geely promete baterias de estado sólido de 500 Wh/kg: 1.000 km a partir de 2027?

Mas há uma diferença importante entre aquilo que a Geely está a desenvolver e a ideia de que, já no próximo ano, será possível comprar um elétrico com 1.000 km de autonomia. Para já, estamos perante uma tecnologia em fase de validação e produção piloto.

Uma bateria que pode mudar o jogo

A densidade energética é um dos indicadores mais importantes quando falamos de baterias. Em termos simples, quanto maior for este valor, mais energia consegue armazenar a bateria para o mesmo peso.

A Geely aponta para até 500 Wh/kg, um valor extremamente elevado quando comparado com as atuais baterias de iões de lítio utilizadas nos automóveis elétricos. As melhores células atualmente produzidas em grande escala situam-se, de forma geral, bastante abaixo desse valor.

Uma densidade energética tão elevada pode ser aproveitada de duas formas: aumentar significativamente a autonomia mantendo uma bateria de tamanho semelhante ou conseguir a mesma autonomia com uma bateria mais pequena e leve. É precisamente aqui que surge a promessa dos 1.000 km de autonomia.

A Geely afirma que os veículos equipados com esta tecnologia poderão alcançar uma autonomia superior a 1.000 km, colocando-os num patamar comparável ao de alguns automóveis equipados com motores de combustão. Mas, isso não significa, contudo, que um futuro modelo da Geely percorra necessariamente 1.000 km em autoestrada ou em utilização real.

A autonomia final depende de vários fatores, incluindo o tamanho da bateria, o peso e a eficiência aerodinâmica do veículo, a velocidade e a temperatura. Além disso, será necessário saber qual o ciclo de homologação utilizado para obter esse valor.

Por isso, nesta fase, os 1.000 km devem ser encarados como uma meta anunciada pela Geely e não como uma autonomia real já comprovada num automóvel de produção.

2027 será um ano de testes

O plano passa por começar uma implementação piloto em veículos, depois de a tecnologia ser submetida a testes em condições reais. A empresa já tinha anunciado anteriormente que pretendia produzir o seu primeiro pack de bateria de estado sólido desenvolvido internamente em 2026 e instalá-lo num veículo para validação.

Informações mais recentes apontam para uma produção em pequena escala e para uma frota de demonstração em 2027. Não foi, contudo, divulgado qual será o primeiro modelo ou marca do grupo a utilizar a tecnologia. O grupo Geely inclui marcas como Geely , Zeekr, Lynk & Co, Volvo, Polestar, Lotus e Smart, pelo que a tecnologia poderá acabar por chegar a diferentes fabricantes do grupo.

O que muda com uma bateria de estado sólido?

A principal diferença está no eletrólito. As baterias convencionais de iões de lítio utilizam um eletrólito líquido para permitir a movimentação dos iões entre os elétrodos. Nas baterias de estado sólido, esse componente é substituído por um material sólido.

A tecnologia é considerada promissora não apenas pela possibilidade de aumentar a densidade energética, mas também pelo potencial para melhorar a segurança, reduzir o peso e, dependendo da química utilizada, permitir carregamentos mais rápidos.

O problema é transformar essa promessa numa bateria que possa ser produzida em grandes quantidades, com custos controlados e uma durabilidade adequada para utilização automóvel.

A Geely não está sozinha

2027 está a tornar-se uma espécie de ano-chave para as baterias de estado sólido na indústria automóvel chinesa. A CATL também aponta para 2027 para a produção piloto da sua tecnologia, enquanto a BYD prevê começar a utilizar baterias de estado sólido em veículos de demonstração durante o mesmo ano. A comercialização em grande escala deverá, no entanto, demorar mais tempo.

Isto significa que a Geely não está necessariamente a liderar sozinha esta corrida. O verdadeiro desafio será perceber qual dos fabricantes conseguirá passar primeiro da fase de protótipo e produção limitada para uma tecnologia economicamente viável em grandes volumes.

Uma promessa que pode mudar os elétricos

Se a Geely conseguir transformar os 500 Wh/kg numa tecnologia fiável e produzida em larga escala, o impacto poderá ser significativo. Um elétrico não terá necessariamente de transportar uma enorme bateria para oferecer uma autonomia muito elevada. Em alternativa, poderá manter uma autonomia semelhante à atual, mas com menos peso, o que também poderá beneficiar o consumo, o desempenho e a eficiência.

Por enquanto, porém, os 1.000 km continuam a ser uma promessa para o futuro e não uma realidade já disponível. O próximo passo será perceber se a Geely consegue cumprir o calendário de 2027 e, sobretudo, quanto tempo será necessário até que esta tecnologia deixe de estar limitada a veículos de demonstração e chegue aos modelos vendidos em grande escala.

Geely promete baterias de estado sólido de 500 Wh/kg: 1.000 km a partir de 2027?

A Geely está a preparar uma nova geração de baterias de estado sólido que poderá levar os automóveis elétricos para uma nova fasquia de autonomia. A marca chinesa anunciou que pretende iniciar, já em 2027, a implementação piloto desta tecnologia, com uma densidade energética que poderá chegar aos 500 Wh/kg e permitir autonomias superiores a 1.000 quilómetros.

Catarina Resende
Catarina Resende
Geely promete baterias de estado sólido de 500 Wh/kg: 1.000 km a partir de 2027?

Mas há uma diferença importante entre aquilo que a Geely está a desenvolver e a ideia de que, já no próximo ano, será possível comprar um elétrico com 1.000 km de autonomia. Para já, estamos perante uma tecnologia em fase de validação e produção piloto.

Uma bateria que pode mudar o jogo

A densidade energética é um dos indicadores mais importantes quando falamos de baterias. Em termos simples, quanto maior for este valor, mais energia consegue armazenar a bateria para o mesmo peso.

A Geely aponta para até 500 Wh/kg, um valor extremamente elevado quando comparado com as atuais baterias de iões de lítio utilizadas nos automóveis elétricos. As melhores células atualmente produzidas em grande escala situam-se, de forma geral, bastante abaixo desse valor.

Uma densidade energética tão elevada pode ser aproveitada de duas formas: aumentar significativamente a autonomia mantendo uma bateria de tamanho semelhante ou conseguir a mesma autonomia com uma bateria mais pequena e leve. É precisamente aqui que surge a promessa dos 1.000 km de autonomia.

Galp
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1.000 km, mas não necessariamente em condições reais

A Geely afirma que os veículos equipados com esta tecnologia poderão alcançar uma autonomia superior a 1.000 km, colocando-os num patamar comparável ao de alguns automóveis equipados com motores de combustão. Mas, isso não significa, contudo, que um futuro modelo da Geely percorra necessariamente 1.000 km em autoestrada ou em utilização real.

A autonomia final depende de vários fatores, incluindo o tamanho da bateria, o peso e a eficiência aerodinâmica do veículo, a velocidade e a temperatura. Além disso, será necessário saber qual o ciclo de homologação utilizado para obter esse valor.

Por isso, nesta fase, os 1.000 km devem ser encarados como uma meta anunciada pela Geely e não como uma autonomia real já comprovada num automóvel de produção.

2027 será um ano de testes

O plano passa por começar uma implementação piloto em veículos, depois de a tecnologia ser submetida a testes em condições reais. A empresa já tinha anunciado anteriormente que pretendia produzir o seu primeiro pack de bateria de estado sólido desenvolvido internamente em 2026 e instalá-lo num veículo para validação.

Informações mais recentes apontam para uma produção em pequena escala e para uma frota de demonstração em 2027. Não foi, contudo, divulgado qual será o primeiro modelo ou marca do grupo a utilizar a tecnologia. O grupo Geely inclui marcas como Geely , Zeekr, Lynk & Co, Volvo, Polestar, Lotus e Smart, pelo que a tecnologia poderá acabar por chegar a diferentes fabricantes do grupo.

O que muda com uma bateria de estado sólido?

A principal diferença está no eletrólito. As baterias convencionais de iões de lítio utilizam um eletrólito líquido para permitir a movimentação dos iões entre os elétrodos. Nas baterias de estado sólido, esse componente é substituído por um material sólido.

A tecnologia é considerada promissora não apenas pela possibilidade de aumentar a densidade energética, mas também pelo potencial para melhorar a segurança, reduzir o peso e, dependendo da química utilizada, permitir carregamentos mais rápidos.

O problema é transformar essa promessa numa bateria que possa ser produzida em grandes quantidades, com custos controlados e uma durabilidade adequada para utilização automóvel.

A Geely não está sozinha

2027 está a tornar-se uma espécie de ano-chave para as baterias de estado sólido na indústria automóvel chinesa. A CATL também aponta para 2027 para a produção piloto da sua tecnologia, enquanto a BYD prevê começar a utilizar baterias de estado sólido em veículos de demonstração durante o mesmo ano. A comercialização em grande escala deverá, no entanto, demorar mais tempo.

Isto significa que a Geely não está necessariamente a liderar sozinha esta corrida. O verdadeiro desafio será perceber qual dos fabricantes conseguirá passar primeiro da fase de protótipo e produção limitada para uma tecnologia economicamente viável em grandes volumes.

Uma promessa que pode mudar os elétricos

Se a Geely conseguir transformar os 500 Wh/kg numa tecnologia fiável e produzida em larga escala, o impacto poderá ser significativo. Um elétrico não terá necessariamente de transportar uma enorme bateria para oferecer uma autonomia muito elevada. Em alternativa, poderá manter uma autonomia semelhante à atual, mas com menos peso, o que também poderá beneficiar o consumo, o desempenho e a eficiência.

Por enquanto, porém, os 1.000 km continuam a ser uma promessa para o futuro e não uma realidade já disponível. O próximo passo será perceber se a Geely consegue cumprir o calendário de 2027 e, sobretudo, quanto tempo será necessário até que esta tecnologia deixe de estar limitada a veículos de demonstração e chegue aos modelos vendidos em grande escala.