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Ferrari Luce: Quando 1000 cavalos obrigam a chamar a NASA

A marca de Maranello uniu esforços com a agência espacial norte-americana e especialistas médicos para calibrar a aceleração do novo "Luce". O objetivo é garantir que os 1000 cavalos de potência do elétrico proporcionem adrenalina sem perturbar o sistema sensorial dos ocupantes.

Catarina Resende
Catarina Resende
Ferrari Luce: Quando 1000 cavalos obrigam a chamar a NASA

A transição da Ferrari para a mobilidade elétrica não se está a fazer apenas com cabos e baterias, mas também com o estudo da fisiologia humana. Perante a capacidade dos motores elétricos de entregarem binário de forma instantânea e brutal, o construtor italiano temeu que a performance do seu primeiro modelo 100% elétrico, o Luce, pudesse ser contraproducente para o conforto do condutor e passageiros.

Em entrevista à Autocar India, Benedetto Vigna, CEO da Ferrari, revelou que a aceleração extrema dos veículos elétricos pode, por vezes, ser "*perturbadora para o cérebro*". Para mitigar este efeito, a marca não se limitou a testar o carro em pista: iniciou uma colaboração com a NASA e conduziu estudos médicos detalhados para compreender o impacto das forças G no organismo humano durante arranques rápidos.

Equilíbrio entre força e conforto

A questão central para os engenheiros de Maranello foi identificar o limiar exato onde a performance deixa de ser emocionante e passa a ser desconfortável. Vigna sublinhou que uma aceleração excessiva e mal controlada faz com que os ocupantes fiquem apenas "à espera que o momento termine", retirando o prazer da condução.

Desta forma, a intervenção da NASA serviu para ajustar a curva de aceleração do Luce, garantindo que o veículo seja incrivelmente rápido, mas mantenha a fluidez e a sofisticação características da marca.

A par da engenharia aeroespacial, o Ferrari Luce apresenta-se como uma montra de colaborações de prestígio. O design do habitáculo foi desenvolvido em parceria com a LoveFrom, o coletivo criativo de Sir Jony Ive, antigo braço-direito de Steve Jobs na Apple.

No que toca aos números, a Ferrari não abdicou da sua herança desportiva:

  • Potência: Superior a 1000 cv (986 hp).

  • Aceleração (0-100 km/h): 2,5 segundos.

  • Velocidade Máxima: Aproximadamente 309 km/h.

Com o lançamento previsto para breve, o Luce pretende provar que, mesmo sem o som dos icónicos motores V12, a Ferrari consegue dominar a ciência da velocidade através de uma abordagem que cruza a medicina, a exploração espacial e o design de luxo.

Ferrari Luce: Quando 1000 cavalos obrigam a chamar a NASA

A marca de Maranello uniu esforços com a agência espacial norte-americana e especialistas médicos para calibrar a aceleração do novo "Luce". O objetivo é garantir que os 1000 cavalos de potência do elétrico proporcionem adrenalina sem perturbar o sistema sensorial dos ocupantes.

Catarina Resende
Catarina Resende
Ferrari Luce: Quando 1000 cavalos obrigam a chamar a NASA

A transição da Ferrari para a mobilidade elétrica não se está a fazer apenas com cabos e baterias, mas também com o estudo da fisiologia humana. Perante a capacidade dos motores elétricos de entregarem binário de forma instantânea e brutal, o construtor italiano temeu que a performance do seu primeiro modelo 100% elétrico, o Luce, pudesse ser contraproducente para o conforto do condutor e passageiros.

Em entrevista à Autocar India, Benedetto Vigna, CEO da Ferrari, revelou que a aceleração extrema dos veículos elétricos pode, por vezes, ser "*perturbadora para o cérebro*". Para mitigar este efeito, a marca não se limitou a testar o carro em pista: iniciou uma colaboração com a NASA e conduziu estudos médicos detalhados para compreender o impacto das forças G no organismo humano durante arranques rápidos.

Equilíbrio entre força e conforto

A questão central para os engenheiros de Maranello foi identificar o limiar exato onde a performance deixa de ser emocionante e passa a ser desconfortável. Vigna sublinhou que uma aceleração excessiva e mal controlada faz com que os ocupantes fiquem apenas "à espera que o momento termine", retirando o prazer da condução.

Desta forma, a intervenção da NASA serviu para ajustar a curva de aceleração do Luce, garantindo que o veículo seja incrivelmente rápido, mas mantenha a fluidez e a sofisticação características da marca.

Xpeng G9
Xpeng G9
Luxo tecnológico e performance de topo

A par da engenharia aeroespacial, o Ferrari Luce apresenta-se como uma montra de colaborações de prestígio. O design do habitáculo foi desenvolvido em parceria com a LoveFrom, o coletivo criativo de Sir Jony Ive, antigo braço-direito de Steve Jobs na Apple.

No que toca aos números, a Ferrari não abdicou da sua herança desportiva:

  • Potência: Superior a 1000 cv (986 hp).

  • Aceleração (0-100 km/h): 2,5 segundos.

  • Velocidade Máxima: Aproximadamente 309 km/h.

Com o lançamento previsto para breve, o Luce pretende provar que, mesmo sem o som dos icónicos motores V12, a Ferrari consegue dominar a ciência da velocidade através de uma abordagem que cruza a medicina, a exploração espacial e o design de luxo.