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Nissan vê tarifas como oportunidade estratégica no mercado norte-americano

A Nissan encara as tarifas comerciais como uma oportunidade, e não como uma ameaça. Durante o Salão Automóvel de Nova Iorque, executivos da marca no mercado norte-americano expressaram um otimismo inesperado num contexto de incerteza económica e geopolítica, afirmando que a forte presença industrial da Nissan nos Estados Unidos pode ser uma vantagem competitiva crucial.

Catarina Resende
Catarina Resende
Nissan vê tarifas como oportunidade estratégica no mercado norte-americano

"Temos uma oportunidade com esta questão das tarifas", afirmou Vinay Shahani, responsável pelas vendas e marketing da Nissan USA, em entrevista à Motor1. “Somos afortunados por termos uma base industrial robusta nos Estados Unidos, em Smyrna, no Tennessee, e em Canton, no Mississippi. Podemos realmente aproveitar isso para impulsionar os modelos que fabricamos localmente.”

A Nissan produz modelos como o Rogue, Pathfinder, Murano e o Infiniti QX60 na fábrica de Smyrna, enquanto em Canton são montados o Frontier e o Altima. Embora vários modelos acessíveis da marca, como o Sentra, Versa e Kicks, sejam produzidos no México, uma fatia significativa das vendas norte-americanas da Nissan provém de veículos fabricados em solo americano.

Shahani revelou ainda que a empresa está a transferir mais produção do Rogue do Japão para os EUA, numa estratégia que pretende reforçar a actividade fabril em Smyrna. O modelo deverá receber em breve uma nova geração com uma motorização híbrida, incluindo uma versão híbrida plug-in.

Xpeng G9
Xpeng G9
“É um carro completamente diferente da geração anterior, mas mantém o preço de entrada nos 21 mil dólares. O Sentra está no final do seu ciclo de vida, mas continua a vender muito bem, e uma nova geração chegará este ano.” - Ponz Pandikuthira
Nissan vê tarifas como oportunidade estratégica no mercado norte-americano

Apesar dos desafios recentes – incluindo conversações falhadas de fusão com a Honda e a substituição da liderança executiva – a Nissan regista resultados encorajadores nos Estados Unidos. As vendas subiram 5,7% até 1 de abril, e a procura por modelos mais económicos está a beneficiar a marca. “Há uma grande oportunidade no mercado para veículos abaixo dos 30 mil dólares”, destacou Shahani. “Temos seis modelos que começam abaixo desse valor.”

Com os preços dos automóveis a subir, impulsionados também pelas tarifas, a Nissan aposta em manter a acessibilidade. “Acertámos no ponto ideal como marca acessível”, afirma Pandikuthira, realçando a necessidade de evoluir tecnicamente os modelos mais económicos sem aumentar significativamente os preços.

A direcção da Nissan reconhece, no entanto, que a marca perdeu algum do seu “mojo” ao longo dos anos. “O que me atraiu na Nissan foi o seu espírito irreverente, divertido, uma marca japonesa com atitude de underdog. Estamos a regressar a essas raízes”, refere Shahani.

O futuro próximo reserva várias novidades para a Nissan , incluindo um novo Sentra, versões híbridas em expansão e a reinvenção do Leaf como um crossover elétrico compacto. A longo prazo, há também o desejo interno de ressuscitar modelos icónicos como o Xterra e o GT-R.

Se a procura por carros acessíveis continuar a crescer, a Nissan poderá repetir a história: durante a crise do petróleo de 1973, a então Datsun conquistou o mercado com veículos eficientes, enquanto os fabricantes norte-americanos tentavam recuperar terreno. Em 2025, a Nissan parece posicionada para fazer o mesmo, com um portefólio diversificado e uma produção nacional estrategicamente alinhada com os novos ventos do mercado.

Nissan vê tarifas como oportunidade estratégica no mercado norte-americano

A Nissan encara as tarifas comerciais como uma oportunidade, e não como uma ameaça. Durante o Salão Automóvel de Nova Iorque, executivos da marca no mercado norte-americano expressaram um otimismo inesperado num contexto de incerteza económica e geopolítica, afirmando que a forte presença industrial da Nissan nos Estados Unidos pode ser uma vantagem competitiva crucial.

Catarina Resende
Catarina Resende
Nissan vê tarifas como oportunidade estratégica no mercado norte-americano

"Temos uma oportunidade com esta questão das tarifas", afirmou Vinay Shahani, responsável pelas vendas e marketing da Nissan USA, em entrevista à Motor1. “Somos afortunados por termos uma base industrial robusta nos Estados Unidos, em Smyrna, no Tennessee, e em Canton, no Mississippi. Podemos realmente aproveitar isso para impulsionar os modelos que fabricamos localmente.”

A Nissan produz modelos como o Rogue, Pathfinder, Murano e o Infiniti QX60 na fábrica de Smyrna, enquanto em Canton são montados o Frontier e o Altima. Embora vários modelos acessíveis da marca, como o Sentra, Versa e Kicks, sejam produzidos no México, uma fatia significativa das vendas norte-americanas da Nissan provém de veículos fabricados em solo americano.

Shahani revelou ainda que a empresa está a transferir mais produção do Rogue do Japão para os EUA, numa estratégia que pretende reforçar a actividade fabril em Smyrna. O modelo deverá receber em breve uma nova geração com uma motorização híbrida, incluindo uma versão híbrida plug-in.

Galp
Galp
“É um carro completamente diferente da geração anterior, mas mantém o preço de entrada nos 21 mil dólares. O Sentra está no final do seu ciclo de vida, mas continua a vender muito bem, e uma nova geração chegará este ano.” - Ponz Pandikuthira
Nissan vê tarifas como oportunidade estratégica no mercado norte-americano

Apesar dos desafios recentes – incluindo conversações falhadas de fusão com a Honda e a substituição da liderança executiva – a Nissan regista resultados encorajadores nos Estados Unidos. As vendas subiram 5,7% até 1 de abril, e a procura por modelos mais económicos está a beneficiar a marca. “Há uma grande oportunidade no mercado para veículos abaixo dos 30 mil dólares”, destacou Shahani. “Temos seis modelos que começam abaixo desse valor.”

Com os preços dos automóveis a subir, impulsionados também pelas tarifas, a Nissan aposta em manter a acessibilidade. “Acertámos no ponto ideal como marca acessível”, afirma Pandikuthira, realçando a necessidade de evoluir tecnicamente os modelos mais económicos sem aumentar significativamente os preços.

A direcção da Nissan reconhece, no entanto, que a marca perdeu algum do seu “mojo” ao longo dos anos. “O que me atraiu na Nissan foi o seu espírito irreverente, divertido, uma marca japonesa com atitude de underdog. Estamos a regressar a essas raízes”, refere Shahani.

O futuro próximo reserva várias novidades para a Nissan , incluindo um novo Sentra, versões híbridas em expansão e a reinvenção do Leaf como um crossover elétrico compacto. A longo prazo, há também o desejo interno de ressuscitar modelos icónicos como o Xterra e o GT-R.

Se a procura por carros acessíveis continuar a crescer, a Nissan poderá repetir a história: durante a crise do petróleo de 1973, a então Datsun conquistou o mercado com veículos eficientes, enquanto os fabricantes norte-americanos tentavam recuperar terreno. Em 2025, a Nissan parece posicionada para fazer o mesmo, com um portefólio diversificado e uma produção nacional estrategicamente alinhada com os novos ventos do mercado.