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Os botões físicos continuam a ter lugar ao volante e a Hyundai sabe disso

Num mundo cada vez mais dominado por ecrãs nos automóveis, a Hyundai desafia a tendência e aposta na permanência dos botões físicos, reconhecendo a sua importância para a segurança e o conforto do condutor.

Catarina Resende
Catarina Resende
Os botões físicos continuam a ter lugar ao volante e a Hyundai sabe disso

É uma contradição curiosa: somos constantemente alertados para não mexer no telemóvel enquanto conduzimos, mas os fabricantes de automóveis continuam a equipar os painéis de bordo com ecrãs táteis de grandes dimensões, que exigem atenção visual e navegação por vários menus para realizar tarefas simples como ajustar a climatização ou mudar de estação de rádio.

Contra esta vaga digital, a Hyundai dá um passo sensato. A marca sul-coreana está a repensar o design dos interiores dos seus modelos com uma filosofia clara: manter os olhos do condutor na estrada. E, para isso, os botões físicos continuam a ser fundamentais.

Simon Loasby, vice-presidente sénior de design da Hyundai , foi direto ao assunto numa entrevista à Autocar: “O que queremos é que as pessoas mantenham os olhos ao nível da estrada, e não fixos num ecrã”.

Segundo Loasby, o uso de botões físicos para funções essenciais como o controlo do ar condicionado ou do volume, reduz o stress, a frustração e a distração ao volante. A memória muscular permite que os condutores façam ajustes de forma instintiva, sem desviar o olhar da estrada, algo quase impossível com menus digitais escondidos em ecrãs tácteis.

Luc Donckerwolke, chefe de design da Hyundai, foi ainda mais longe ao admitir que os ecrãs de grandes dimensões são também uma forma de reduzir custos: “Com apenas um ecrã, evitam-se ferramentas e peças adicionais.” No entanto, reconhece que os consumidores continuam a valorizar a interação analógica, e a chave está em encontrar o equilíbrio certo entre o digital e o físico.

A Hyundai planeia lançar, já em 2026, os primeiros modelos com a nova plataforma de software Pleos, baseada no sistema Android Automotive. Apesar das imagens teaser mostrarem um ecrã central de grandes dimensões, ao estilo Tesla, é possível ver uma linha de botões físicos por baixo.

A Hyundai estima que mais de 20 milhões de veículos venham a utilizar esta nova interface até 2030, demonstrando que o futuro da condução poderá passar por uma fusão equilibrada entre tecnologia digital e controlos físicos, uma abordagem que coloca a segurança, a ergonomia e o bom senso em primeiro lugar.

Os botões físicos continuam a ter lugar ao volante e a Hyundai sabe disso

Num mundo cada vez mais dominado por ecrãs nos automóveis, a Hyundai desafia a tendência e aposta na permanência dos botões físicos, reconhecendo a sua importância para a segurança e o conforto do condutor.

Catarina Resende
Catarina Resende
Os botões físicos continuam a ter lugar ao volante e a Hyundai sabe disso

É uma contradição curiosa: somos constantemente alertados para não mexer no telemóvel enquanto conduzimos, mas os fabricantes de automóveis continuam a equipar os painéis de bordo com ecrãs táteis de grandes dimensões, que exigem atenção visual e navegação por vários menus para realizar tarefas simples como ajustar a climatização ou mudar de estação de rádio.

Contra esta vaga digital, a Hyundai dá um passo sensato. A marca sul-coreana está a repensar o design dos interiores dos seus modelos com uma filosofia clara: manter os olhos do condutor na estrada. E, para isso, os botões físicos continuam a ser fundamentais.

Simon Loasby, vice-presidente sénior de design da Hyundai , foi direto ao assunto numa entrevista à Autocar: “O que queremos é que as pessoas mantenham os olhos ao nível da estrada, e não fixos num ecrã”.

Segundo Loasby, o uso de botões físicos para funções essenciais como o controlo do ar condicionado ou do volume, reduz o stress, a frustração e a distração ao volante. A memória muscular permite que os condutores façam ajustes de forma instintiva, sem desviar o olhar da estrada, algo quase impossível com menus digitais escondidos em ecrãs tácteis.

Galp
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“Com apenas um ecrã, evitam-se ferramentas e peças adicionais.” - Luc Donckerwolke, chefe de design da Hyundai

Luc Donckerwolke, chefe de design da Hyundai, foi ainda mais longe ao admitir que os ecrãs de grandes dimensões são também uma forma de reduzir custos: “Com apenas um ecrã, evitam-se ferramentas e peças adicionais.” No entanto, reconhece que os consumidores continuam a valorizar a interação analógica, e a chave está em encontrar o equilíbrio certo entre o digital e o físico.

A Hyundai planeia lançar, já em 2026, os primeiros modelos com a nova plataforma de software Pleos, baseada no sistema Android Automotive. Apesar das imagens teaser mostrarem um ecrã central de grandes dimensões, ao estilo Tesla, é possível ver uma linha de botões físicos por baixo.

A Hyundai estima que mais de 20 milhões de veículos venham a utilizar esta nova interface até 2030, demonstrando que o futuro da condução poderá passar por uma fusão equilibrada entre tecnologia digital e controlos físicos, uma abordagem que coloca a segurança, a ergonomia e o bom senso em primeiro lugar.