Carregar um elétrico vai ser mais fácil: Governo acaba com burocracias e contratos
O Governo aprovou um conjunto de medidas com vista à liberalização da mobilidade elétrica. O que é que isto significa? É o que te vamos explicar.

A liberalização da mobilidade refere-se ao processo de remoção das barreiras e restrições no carregamento dos veículos elétricos, eliminando os contratos com fornecedores específicos e permitindo o pagamento direto em qualquer posto de carregamento.
António Leitão Amaro, ministro da Presidência, afirmou que o processo de carregamento de uma viatura elétrica tornar-se-á muito semelhante ao que “é hoje ir a uma bomba de gasolina”. Entre as medidas irá “deixar de ser necessário ter um contrato com fornecedor de energia elétrica e ser possível dirigir-se a um posto de abastecimento, carregar e pagar com meios eletrónicos normais de pagamento”.
O proprietário do carro elétrico poderá aceder a “qualquer posto de carregamento e não apenas onde há contrato com um certo comercializador”. Isto permitirá “uma uniformização das unidades de contagem para que os preços sejam comparáveis”, acrescentou o governante.
#1 Facilidade de Uso - Os condutores passam a conseguir carregar os veículos em qualquer posto, sem necessidade de contrato com um fornecedor específico, tornando o processo tão simples quanto abastecer gasolina/diesel num posto de combustível.
#2 Concorrência e Potencial Redução de Preços - Com a exclusão do comercializador, haverá mais liberdade de mercado, o que poderá incentivar a concorrência e, consequentemente, a descida de preços.
#3 Flexibilidade no Pagamento - A possibilidade de pagar por meios eletrónicos ‘normais’ como cartão de crédito/débito, MB Way, etc, elimina barreiras burocráticas e evita a necessidade de adesão a sistemas de pagamento específicos.
#5 Comparação de Preços - A uniformização das unidades de contagem permitirá que os utilizadores consigam comparar mais facilmente os preços entre os postos, incentivando a transparência no mercado.
#5 Autoconsumo e Carregamento Bi-direcional - Segundo António Leitão Amaro, o Governo vai “permitir que seja possível unidades de abastecimento poderem ser também unidades com produção para autoconsumo”, e os carregamentos podem passar a ser bidirecionais para que o excedente possa abastecer.
E as desvantagens da Liberalização da Mobilidade?
Como nem tudo são rosas e mesmo que sejam, existem sempre espinhos, a Liberalização da Mobilidade traz consigo desvantagens ou desafios. Vejamos.
#1 Impacto nos Comercializadores Atuais- Ao eliminar o papel do comercializador existentes, as empresas que atuam nesse setor terão que reformular o modelo de negócio ou abandonar o mercado.
#2 Processo de Transição - A transição para este novo modelo pode gerar alguma confusão temporária, tanto para utilizadores quanto para operadores de postos de carregamento. Uma consequência inevitável.
#3 Investimento nas Infraestruturas - A introdução do carregamento bidirecional, dos pagamentos diretos e dos novos padrões de contagem e faturação, exigem uma adaptação da rede elétrica nacional.
A liberalização da mobilidade elétrica pelo Governo tem como objetivo “ampliar o acesso e facilitar a propagação de veículos elétricos”. Se as medidas foram bem implementadas, podem acelerar a adoção dos veículos elétricos em Portugal e beneficiar o consumidor final.






