SIVA faz “mira” ao regresso das 30 mil matrículas
A garantia é do diretor de comunicação e marketing, Ricardo Tomaz SIVA, passou, em outubro, do grupo SAG (que passa por dificuldades financeiras) para mãos da austríaca Porsche Holding Salzburg (PHS), que pertence ao grupo Volkswagen. Os valores da operação não foram revelados de forma oficial, mas, ao que tudo indica, a PHS não pagou nada pela SIVA. O que assumiu foi a dívida da empresa que, no terceiro trimestre de 2018, ultrapassava os 148 milhões de euros. A SIVA é o importador das marcas de automóveis ligeiros Volkswagen, Volkswagen Veículos Comerciais, Audi, Skoda, Bentley e Lamborghini para o mercado português. Além do negócio da importação, a operação inclui também a Soauto, retalhista da SIVA, com 11 instalações em Lisboa e Porto. As duas empresas portuguesas têm 650 trabalhadores. Pedro de Almeida, membro da anterior administração da SIVA, em conjunto com Viktoria Kaufmann, conduzirem a empresa como diretores-gerais. Ricardo Tomaz, diretor de comunicação e marketing da SIVA, indica, em entrevista ao Guia do Automóvel, que a meta da empresa é recuperar quotas que as marcas que importa já tiveram. “O objetivo a médio prazo é passar dos 17 mil carros vendidos em 2019 para 30 mil, recuperando assim as quotas de mercado que as marcas pela SIVA representadas valem em Portugal”, aponta Ricardo Tomaz.

Que balanço faz de 2019 para a SIVA, ano em que a empresa passou por uma transformação acionista?
Foi um ano de transição, marcado pelo processo de negociação para a aquisição da SIVA pela PHS (maior grupo de distribuição automóvel europeu), o qual culminou em outubro com a assinatura desse acordo e mudança de estrutura acionista.
Podemos falar em 2020 como um ano zero para a “nova” SIVA?
Falar de um ano zero significaria fazer menorizar os mais de 30 anos de experiência da SIVA no mercado português. O ano de 2020 será o início de uma era nova por via do novo acionista, de uma nova cultura de empresa e do fim das dificuldades financeiras que perturbaram o negócio nos últimos dois anos. Mas sempre com base na competência das equipas e no “know-how” do negócio que caracterizaram a SIVA até hoje.
A SIVA, com a Volkswagen à cabeça, teve um papel de relevo nas vendas de automóveis em Portugal ao longo das últimas décadas. Pretendem regressar a esse lugar?
O objetivo a médio prazo é passar dos 17 mil carros vendidos em 2019 para 30 mil, recuperando assim as quotas de mercado que as marcas pela SIVA representadas valem em Portugal.
O VW Golf VIII, que chega ao mercado em 2020, será importante na estratégia?
Para a Volkswagen , o novo Golf será fator-chave de sucesso nas vendas, mas o elétrico ID.3 tem igual importância, senão em volume, por enquanto, pelo menos no que representa em relação à ofensiva da marca na nova mobilidade. Mas também a Audi – com a renovação do best-seller A3 – e a Skoda, com o seu novo SUV Kamiq, têm novos argumentos no mercado.
Que papel terá a rede de retalho nos objetivo de médio prazo da SIVA?
O nosso modelo de distribuição apoia-se na rede de concessionários. Devemos também lembrar que a PHS comprou, a par da SIVA, o retalho que pertencia ao grupo, agregado na empresa Soauto, e que vai ser alvo de grande dinamização.
A rede será mantida?
Em traços gerais, podemos dizer que sim.
É objetivo da SIVA aprofundar a parceria com o VW Financial Services?
O financiamento é uma alavanca estratégica do modelo de vendas. Nesse aspeto, o VWFS tem um papel determinante no sucesso comercial das nossas marcas.








