Elétricos chineses deixam de ser subsidiados pelo governo francês
Numa mudança significativa nas políticas de subsídio para veículos elétricos na Europa, França anunciou a exclusão de carros elétricos fabricados na China dos incentivos à compra.

O governo francês decidiu não subsidiar elétricos chineses com os apoios à compra. Esta medida não afetou apenas os carros de marcas chinesas, mas também alguns modelos de fabricantes ocidentais que têm a sua produção na China.
A decisão francesa baseia-se em critérios ambientais, considerando a pegada de CO2 desde a produção da matéria-prima até à fabricação dos carros, baterias e transporte. A Ademe (Agence De l'Environnement et de la Maîtris de l'Energie), a autoridade ambiental francesa, é responsável por determinar quais carros elétricos são elegíveis para o subsídio.
O governo francês justifica esta medida como uma iniciativa de proteção ambiental, em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que permitem ações para preservar o meio ambiente. O Ministro da Economia, Bruno Le Maire, destaca que até agora tem sido investido muito dinheiro em carros com uma elevada pegada de CO2.
Para as marcas de carros elétricos chineses que pretendem entrar no mercado europeu, o cancelamento dos subsídios em França representa um revés significativo. A Comissão da União Europeia também planeia impor tarifas punitivas sobre carros chineses, uma medida que ameaça colocar os fabricantes chineses numa posição de desvantagem competitiva.
Apesar do cancelamento dos subsídios para carros elétricos 'Made in China', o governo francês espera incentivar a adoção de veículos elétricos através de alternativas de financiamento acessíveis e voltadas para a sustentabilidade.








