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A automatização automóvel abre portas aos hackers?

A S21sec é um dos principais fornecedores de cibersegurança da Europa e, recentemente, analisou a evolução do cibercrime na indústria automóvel ao longo deste ano.

Catarina Resende
Catarina Resende
A automatização automóvel abre portas aos hackers?

Ao longo dos últimos anos, o setor automóvel tem vindo a aplicar cada vez mais investimento no desenvolvimento tecnológico. A inovação tecnológica tem feito nascer e crescer veículos conectados, autónomos, etc. Porém, este desenvolvimento coloca as empresas na mira de agentes maliciosos e cibercriminosos.

A S21sec analisou com rigor a ciberatividade da indústria automóvel ao longo do presente ano 2022 a fim de identificar incidentes. A maioria dos ciberataques detetados tiveram como vetor inicial de entrada a exploração de uma vulnerabilidade na infraestrutura das organizações, porém, também foram identificados ataques de ransomware, vendas de acessos, de bases de dados e data breaches.

Foi, portanto, identificado um aumento considerável de incidentes e, ainda assim, os especialistas alertam que nos próximos meses a atividade criminosa vai crescer contra a indústria automóvel.

"A indústria automóvel está constantemente a implementar as tecnologias mais avançadas com o objetivo de automatizar e racionalizar todos os processos industriais e também incorporar as mais recentes características nos seus produtos. No entanto, a automatização também traz consigo novos riscos no campo da cibersegurança que estas empresas devem ter em conta tanto sobre o IT como sobre o OT", refere Hugo Nunes, responsável da equipa de Intelligence da S21sec em Portugal.

Um dos ataques corresponde ao Ransomware, cujo objetivo é obter acesso a um ou mais computadores para encriptar a informação de um alvo, seja ele organização ou utilizador. Os cibercriminosos exigem um resgate em troca da devolução da informação. Este é uma das maiores ameaças que a indústria automóvel pode enfrentar.

Até setembro de 2022 foram registados 41 ataques desta natureza.

A S21sec identificou também um aumento na venda de acessos iniciais em fóruns na Deep Web pelos chamados IABs (Initial Access Brokers). Estes são responsáveis pela obtenção de diferentes tipos de acesso às organizações (tais como credenciais de acesso a equipamentos, acesso VPN ou RDP) através da utilização de diferentes táticas e técnicas, que depois vendem em vários fóruns ‘underground’ ou a afiliados de grupos Ransomware. Durante o período analisado, foram encontradas 24 vendas de acessos iniciais a empresas do setor automóvel em diferentes fóruns underground como Exploit, RAMP ou XSS.

Durante o período de análise foram também registadas 8 vendas de bases de dados internas de diferentes empresas.

"O roubo de dados e posterior aquisição de informação confidencial por terceiros fora da empresa pode causar uma grave crise na mesma e até levar à sua falência. A maioria deste tipo de vendas ocorre principalmente quando os cibercriminosos obtêm acesso às infraestruturas da empresa, quer através de ataques de engenharia social, exploração de vulnerabilidades ou através de agentes infiltrados, pessoal da empresa que fornece informações aos atacantes em troca de uma recompensa, geralmente financeira, embora possam também ser vítimas de extorsão", afirma Hugo Nunes.

Assim sendo, torna-se fulcral que as empresas permaneçam atentas e tomem medidas de precaução, de forma a evitar este tipo de transtornos.

A automatização automóvel abre portas aos hackers?

A S21sec é um dos principais fornecedores de cibersegurança da Europa e, recentemente, analisou a evolução do cibercrime na indústria automóvel ao longo deste ano.

Catarina Resende
Catarina Resende
A automatização automóvel abre portas aos hackers?

Ao longo dos últimos anos, o setor automóvel tem vindo a aplicar cada vez mais investimento no desenvolvimento tecnológico. A inovação tecnológica tem feito nascer e crescer veículos conectados, autónomos, etc. Porém, este desenvolvimento coloca as empresas na mira de agentes maliciosos e cibercriminosos.

A S21sec analisou com rigor a ciberatividade da indústria automóvel ao longo do presente ano 2022 a fim de identificar incidentes. A maioria dos ciberataques detetados tiveram como vetor inicial de entrada a exploração de uma vulnerabilidade na infraestrutura das organizações, porém, também foram identificados ataques de ransomware, vendas de acessos, de bases de dados e data breaches.

Foi, portanto, identificado um aumento considerável de incidentes e, ainda assim, os especialistas alertam que nos próximos meses a atividade criminosa vai crescer contra a indústria automóvel.

"A indústria automóvel está constantemente a implementar as tecnologias mais avançadas com o objetivo de automatizar e racionalizar todos os processos industriais e também incorporar as mais recentes características nos seus produtos. No entanto, a automatização também traz consigo novos riscos no campo da cibersegurança que estas empresas devem ter em conta tanto sobre o IT como sobre o OT", refere Hugo Nunes, responsável da equipa de Intelligence da S21sec em Portugal.

Xpeng G9
Xpeng G9
A automatização dos automóveis abre portas aos hackers?

Um dos ataques corresponde ao Ransomware, cujo objetivo é obter acesso a um ou mais computadores para encriptar a informação de um alvo, seja ele organização ou utilizador. Os cibercriminosos exigem um resgate em troca da devolução da informação. Este é uma das maiores ameaças que a indústria automóvel pode enfrentar.

Até setembro de 2022 foram registados 41 ataques desta natureza.

A S21sec identificou também um aumento na venda de acessos iniciais em fóruns na Deep Web pelos chamados IABs (Initial Access Brokers). Estes são responsáveis pela obtenção de diferentes tipos de acesso às organizações (tais como credenciais de acesso a equipamentos, acesso VPN ou RDP) através da utilização de diferentes táticas e técnicas, que depois vendem em vários fóruns ‘underground’ ou a afiliados de grupos Ransomware. Durante o período analisado, foram encontradas 24 vendas de acessos iniciais a empresas do setor automóvel em diferentes fóruns underground como Exploit, RAMP ou XSS.

Durante o período de análise foram também registadas 8 vendas de bases de dados internas de diferentes empresas.

"O roubo de dados e posterior aquisição de informação confidencial por terceiros fora da empresa pode causar uma grave crise na mesma e até levar à sua falência. A maioria deste tipo de vendas ocorre principalmente quando os cibercriminosos obtêm acesso às infraestruturas da empresa, quer através de ataques de engenharia social, exploração de vulnerabilidades ou através de agentes infiltrados, pessoal da empresa que fornece informações aos atacantes em troca de uma recompensa, geralmente financeira, embora possam também ser vítimas de extorsão", afirma Hugo Nunes.

Assim sendo, torna-se fulcral que as empresas permaneçam atentas e tomem medidas de precaução, de forma a evitar este tipo de transtornos.