Conduzimos o novo Renault Mégane E-TECH, o sensual-tech
O novo Renault Mégane E-TECH está prestes a dar o ar da sua graça pelas estradas portuguesas mas, antes que isso aconteça, fomos conhecê-lo e claro, conduzi-lo.

A Renault dá-nos as boas vindas à era do VaaS, que é como quem diz à Era do Automóvel como um serviço capaz de proporcionar experiências. E que bela experiência foi esta… Confesso que não me surpreendia assim há algum tempo. Mesmo depois de ter visto o Megane E-TECH em fotografias foi quase como vê-lo pela primeira vez.
O novo E-TECH quebra completamente com tudo aquilo a que estávamos habituados num Mégane . E vocês questionam-se: “Ok…mas então porque Mégane ?” e acrescentam um: “Vá lá Catarina, desenvolve.” Mas era precisamente este sentimento de entusiasmo misturado com mistério que queria que sentissem antes de prosseguir. Essa envolvência é exatamente a que senti quando entrei neste Renault . A tecnologia entusiasma e o ambiente criado pelo design e escolha de materiais provocam um certo mistério, uma elegância com um pózinho de carácter desportivo.

Sensualidade - Propensão aos prazeres dos sentidos
O Renault Mégane E-TECH é um sensual-tech. A sensualidade está completamente inerente às linhas deste novo elétrico que possui ares tanto de crossover como de SUV. E essa sensualidade que vos falo expressa-se em elementos como as grelhas de ventilação, as gravações a laser nas soleiras protetoras das portas, nas luzes micro-ópticas LED na traseira, ou até no ecrã OpenR, sem desprezar todas as características sensuais que já estavam presentes nos antecessores do modelo.
Ainda no exterior, destaque para a linha de cintura arredondada, as asas recortadas em torno das luzes dianteiras e para o capot curvo. Os puxadores das portas destacam-se automaticamente convidando à entrada mas logo se fecham para a criação de um perfil mais elegante.
A distância entre eixos foi alargada (2.68 m para um comprimento total de 4.2 m) e o vão reduzido, o que permitiu que este Mégane apresentasse proporções sem precedentes. Podemos agradecer à nova plataforma modular CMF-EV. Já que estamos neste embalo de agradecimentos, não poderíamos estar mais gratos a esta que é a bateria mais fina do segmento com apenas 10 mm. Isto permite que as dimensões exteriores sejam refinadas, enquanto se aumenta o espaço interior e a diversão ao volante. Além da bateria, compacta é também a altura deste elétrico que corresponde a 1.50 m mas acreditem… é “metro e meio de gente grande”.
Recuando à parte em que afirmei que este modelo tem ares de crossover, acrescento que as jantes de 20 polegadas são assim só um pequeno exemplo disso. Isto porque as faixas de proteção na parte inferior da carroçaria e nas cavas das rodas bem como a linha de cintura elevada expressam claramente essa inspiração. Porém, a altura, o espaço bordo e a capacidade da bagageira já nos fazem lembrar os tradicionais hatchback.

E é por estas razões que é impossível não dedicar um: Sensual, és tão sensual (deve ler-se com a voz do Toy), ao novo Renault Mégane E-TECH. Esta sensualidade pode vir pintada em seis diferentes cores de carroçaria: Rafale Grey, Midnight Blue, Flame Red, Diamond Black e Glacier White. Para um toque especial, poderá personalizar o tejadilho para um acabamento bicolor. Dependendo da sua opção, as capas dos espelhos retrovisores podem ser Shale, Diamond Black ou Glacier White. São mais de 30 combinações possíveis e aqui é tudo uma questão de gosto. A minha opinião? Um Cinzento Rafale ou um vermelho para os mais atrevidos.
Atenção à entrada. Risco elevado de se surpreenderem
Quando entrei pela primeira vez no Mégane E-TECH soltei um: “Ok…Não estava à espera.” enquanto assimilava e, de certo modo, saboreava toda a envolvência a bordo. É escusado abordar o interior sem ir direta ao ecrã OpenR que junta numa espécie de L invertido o painel de instrumentos digital e o ecrã multimédia da consola central. São 321 cm2 para o erã de 12.3 polegadas e 453 cm2 para o ecrã de 12 polegadas da consola central. Importante referir que no modelo de entrada, o ecrã multimédia é de 9 polegadas.
Agora que já desabafei sobre este ecrã que marca definitivamente a presença da tecnologia a bordo, posso avançar para o conforto e a escolha de materiais para o interior. À semelhança do que acontece em praticamente todos os elétricos, para o habitáculo do Mégane E-TECH foram escolhidos essencialmente materiais reciclados, porém, tendo como inspiração a nossa casa. Foge-se dos plásticos e abraçam-se peles sintéticas TEP, revestimentos em Alcantara e um novo material de topo, o Nuo. O nuo consiste num inovador material concebido através de madeira verdadeira. A sustentabilidade é assim empregue por todo o veículo.

E o conforto é conseguido quer por esta envolvência premium com um toque “caseiro” como pelo espaço e ergonomia. Experimentei sentar-me em todos os bancos do elétrico e em momento algum o meu 1.72m se sentiu apertado ou encolhido. Não estou claramente a afirmar que viajo no banco traseiro com as pernas esticadas mas com o espaço suficiente para não me sentir desconfortável.
Conforto é também ter onde colocar as mil e uma coisas que levo comigo. Só entre os bancos estão 7 litros disponíveis, fora os 2 litros para porta-copos e os 3 litros sobre o apoio de braços central. Ao todo, são 30 litros de espaço de arrumação a bordo. E isto significa que eu facilmente consegui arrumar o meu smartphone, a minha carteira, as chaves de casa, deixando apenas a mala de viagem para os 440 litros de bagageira. A mala possui um compartimento para os cabos de carregamento com 32 litros. Pela minha experiência, este espaço corresponde a duas malas de viagem pequenas lado a lado e ainda sobra espaço para umas quantas outras coisas, seja ao lado ou em cima. Famílias!? Podem vir que é seguro!

A tecnologia que distrai mas também dá segurança
A bordo do Mégane E-TECH há muito por onde nos distrairmos, ou melhor, muito para personalizar, criar e decorar. Felizmente, pode-se “brincar” com o ecrã da consola central enquanto o condutor continua a seguir o percurso no Google Maps no painel de instrumentos. Sem distrair o condutor, pode então ativar diferentes modos de visualização, alterar a iluminação a bordo desde o rosa até ao laranja avermelhado ou até mesmo ativar uma massagem relaxante.
Porém, nem tudo é uma brincadeira e quando o assunto é segurança, toda a atenção é pouca. Com essa consciência, o novo E-TECH apresenta 26 sistemas avançados de auxílio à condução, como as câmaras 360º, limitador de velocidade inteligente, saída segura dos ocupantes ou a travagem de emergência automática em marcha-atrás.
Acrescento que poderá controlar vários aspetos deste elétrico à distância pela app My Renault.

Saltemos para o volante. Vamos à estrada!
Durante esta apresentação do Mégane E-TECH tive a oportunidade de conduzir este elétrico, em específico a versão techno e a iconic, ambas com o motor EV60 220 cv. Pelas estradas sinuosas que ligam o Porto a Lamego, com vista para o Douro, conduzir o Mégane foi sempre bastante confortável pela sua agilidade e capacidade de resposta. Seguro de si, este elétrico não deixou nem a potência, nem a eficiência vacilar em nenhum ponto.
Por referir a eficiência, durante esta apresentação durou 2 dias e muitos quilómetros de estrada, nenhum dos Méganes E-TECH foram carregados. Os seus 450 km de autonomia (WLTP) que correspondem a cerca de 400 km reais foram fiéis e eficazes. A bateria de 60 kWh responde ao seu propósito e, ainda que com o ar condicionado praticamente sempre ligado e com as viagens de Maia-Porto-Lamego-Gaia e por aí fora, nenhum de nós necessitou de recarregar energias.
Quanto ao desempenho, o modelo que conduzi com motor de 220 cv apresenta 300 Nm de binário para uma velocidade máxima de 160 km/h e permitindo uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 7.5s.

Mas nem tudo são rosas. Ou são? O veredito final
Como tudo na vida, nem tudo são rosas e mesmo que o sejam, sempre existirão espinhos. No caso do Megáne E-TECH atrevo-me a dizer que são quase tudo rosas e apenas alguns espinhos que não provocam sangue. Os únicos aspetos que posso apontar são exclusivamente de gosto e podem ser aspetos adorados por si ou por outro condutor.
No interior deste modelo, confesso que senti falta de um teto panorâmico. Acredito que seria aquele extra capaz de oferecer “mais ar” ao habitáculo. Além disso e continuando a bordo, as patilhas atrás do volante não me agradam, de todo. Porém, compreendo que, uma vez conhecidos os comandos, o condutor tem literalmente nas mãos o controlo de todo o carro, sem as retirar do volante.
A autonomia apesar de considerável pode deixar alguns de pé atrás, mas… a Renault vem já aí com novidades. E das boas!
O veredito final não é surpresa para ninguém que chegou a esta linha do meu ensaio. Conduzir o E-TECH é uma experiência e é uma experiência agradável que vai além de simplesmente transportar-nos de um ponto para outro. Por todos os aspetos que enumerei ao longo do artigo, aconselho este modelo tanto a famílias como a casais ou a empresas. A versatilidade do Renault Mégane E-TECH convence. Até pode não se apaixonar, mas vai-se surpreender. Mais não seja pela história e evolução do Mégane . Afinal de contas, Mégane é quase uma marca e definitivamente marca o mercado automóvel.
As encomendas serão abertas a 3 de setembro e todos os concessionários terão veículos para entrega ainda nesse mês, que está já aí. Pode consultar preços e especificações, aqui .






