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Porque é que a Tesla se prepara para tornar a sua rede de super-carregadores acessível a outras marcas?

A Tesla decidiu abrir a sua rede de supercarregadores em projetos-piloto em 8 países europeus e já comunicou que o vai fazer também em território americano.

Nuno Poço
Nuno Poço
Porque é que a Tesla se prepara para tornar a sua rede de super-carregadores acessível a outras marcas?

Nos Estados Unidos há um boa justificação para que a Tesla esteja tentada a tomar essa decisão.

O Governo federal tem 7,5 biliões de dólares para disponibilizar por forma a acelerar a infraestrutura de carregamento. No entanto, para que se possa aceder a esses fundos governamentais, uma das condições é que as estações de carregamento não sejam exclusivas, de marca, é necessário que estejam disponíveis para mais do que uma marca de carros. Ou seja, se a Tesla quiser arrecadar uma fatia desse montante terá que abdicar da exclusividade na sua rede de estações de carregamento e prepará-la por forma a que outros condutores de carros elétricos de outras marcas possam 'carregar' os seus carros nessas estações.

Já na Europa, a Tesla terá projectos-piloto a decorrer na Holanda, Áustria, em Espanha, na Bélgica, na Noruega, Suécia, no Reino Unido e em França, em que disponibilizará parte da sua rede de estações de carregamento a condutores que pretendam 'carregar' os seus carros, de outras marcas.

Na Holanda, país onde começou o primeiro projecto-piloto, a marca expandiu a sua rede e conta já com 40 estações de super-carregadores que podem ser usados por todos.

Galp
Galp
“Estamos a tentar fazer o melhor para o avanço da eletrificação, mesmo que isso diminua nossa vantagem competitiva”, disse Musk durante o Future of the Car Summit do Financial Times.
Porque é que a Tesla se prepara para tornar a sua rede de super-carregadores acessível a outras marcas?

Os condutores de veículos de outras marcas poderão ‘carregar’ usando a aplicação ‘Tesla’ que terão que descarregar da Apple Store ou da Google Play Store, procurar uma estação de carregamento que seja compatível e escolher o método de pagamento.

A Tesla já informou que a abertura da sua rede de 'super-carregadores' será um processo lento, uma vez que a marca pretende avaliar a experiência de utilização, designadamente no que toca à disponibilidade dos carregadores, quer para os clientes ' Tesla ' marca, quer para os outros condutores de VE. Como sabemos, essa tem sido uma questão muitas vezes levantada na Califórnia onde ocorrem filas intermináveis nas estações da Tesla , o que tem gerado reacções por parte dos utilizadores, com repercussões para a marca nas redes sociais.

Independentemente do ritmo deste processo de abertura, a Tesla usará o valor facturado na expansão da sua rede. O valor cobrado varia, sendo que quem optar por um modelo de subscrição terá um custo por Kw bastante mais baixo, enquanto que, para quem não subscrever o custo será mais elevado. Mesmo assim, os preços por Kw variam, dependendo da localização e de acordo com o congestionamento.

Ainda que as palavras de Elon Musk reafirmem o compromisso da marca com a eletrificação, estará a nascer uma nova unidade de negócio. Ainda não é clara a forma como a marca irá usar os dados conquistados neste processo e que incluirá dados de utilizadores, viaturas usadas, padrão de consumos, etc. A rede exclusiva era, de facto, uma vantagem competitiva da marca, ainda que não nos pareça que a marca esteja a abdicar dela pura e simpllesmente.

Está, isso sim, a substituir a vantagem de 'exclusividade' por outras vantagens competitivas, pois ficará em melhores condições para ganhar mercado com todo o conhecimento que irá adquirir. Para além disso, no que respeita à sua rede de super-carregadores, a Tesla tem uma vantagem de 'custo' que é evidente, pelo que a exploração desta área de negócio terá um impacto directo que não será uma coisa menor.

Porque é que a Tesla se prepara para tornar a sua rede de super-carregadores acessível a outras marcas?

A Tesla decidiu abrir a sua rede de supercarregadores em projetos-piloto em 8 países europeus e já comunicou que o vai fazer também em território americano.

Nuno Poço
Nuno Poço
Porque é que a Tesla se prepara para tornar a sua rede de super-carregadores acessível a outras marcas?

Nos Estados Unidos há um boa justificação para que a Tesla esteja tentada a tomar essa decisão.

O Governo federal tem 7,5 biliões de dólares para disponibilizar por forma a acelerar a infraestrutura de carregamento. No entanto, para que se possa aceder a esses fundos governamentais, uma das condições é que as estações de carregamento não sejam exclusivas, de marca, é necessário que estejam disponíveis para mais do que uma marca de carros. Ou seja, se a Tesla quiser arrecadar uma fatia desse montante terá que abdicar da exclusividade na sua rede de estações de carregamento e prepará-la por forma a que outros condutores de carros elétricos de outras marcas possam 'carregar' os seus carros nessas estações.

Já na Europa, a Tesla terá projectos-piloto a decorrer na Holanda, Áustria, em Espanha, na Bélgica, na Noruega, Suécia, no Reino Unido e em França, em que disponibilizará parte da sua rede de estações de carregamento a condutores que pretendam 'carregar' os seus carros, de outras marcas.

Na Holanda, país onde começou o primeiro projecto-piloto, a marca expandiu a sua rede e conta já com 40 estações de super-carregadores que podem ser usados por todos.

Xpeng G9
Xpeng G9
“Estamos a tentar fazer o melhor para o avanço da eletrificação, mesmo que isso diminua nossa vantagem competitiva”, disse Musk durante o Future of the Car Summit do Financial Times.
Porque é que a Tesla se prepara para tornar a sua rede de super-carregadores acessível a outras marcas?

Os condutores de veículos de outras marcas poderão ‘carregar’ usando a aplicação ‘Tesla’ que terão que descarregar da Apple Store ou da Google Play Store, procurar uma estação de carregamento que seja compatível e escolher o método de pagamento.

A Tesla já informou que a abertura da sua rede de 'super-carregadores' será um processo lento, uma vez que a marca pretende avaliar a experiência de utilização, designadamente no que toca à disponibilidade dos carregadores, quer para os clientes ' Tesla ' marca, quer para os outros condutores de VE. Como sabemos, essa tem sido uma questão muitas vezes levantada na Califórnia onde ocorrem filas intermináveis nas estações da Tesla , o que tem gerado reacções por parte dos utilizadores, com repercussões para a marca nas redes sociais.

Independentemente do ritmo deste processo de abertura, a Tesla usará o valor facturado na expansão da sua rede. O valor cobrado varia, sendo que quem optar por um modelo de subscrição terá um custo por Kw bastante mais baixo, enquanto que, para quem não subscrever o custo será mais elevado. Mesmo assim, os preços por Kw variam, dependendo da localização e de acordo com o congestionamento.

Ainda que as palavras de Elon Musk reafirmem o compromisso da marca com a eletrificação, estará a nascer uma nova unidade de negócio. Ainda não é clara a forma como a marca irá usar os dados conquistados neste processo e que incluirá dados de utilizadores, viaturas usadas, padrão de consumos, etc. A rede exclusiva era, de facto, uma vantagem competitiva da marca, ainda que não nos pareça que a marca esteja a abdicar dela pura e simpllesmente.

Está, isso sim, a substituir a vantagem de 'exclusividade' por outras vantagens competitivas, pois ficará em melhores condições para ganhar mercado com todo o conhecimento que irá adquirir. Para além disso, no que respeita à sua rede de super-carregadores, a Tesla tem uma vantagem de 'custo' que é evidente, pelo que a exploração desta área de negócio terá um impacto directo que não será uma coisa menor.