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OS FOGUETES SOBRE RODAS DA TOP FUEL

As provas de drag racing não são propriamente populares entre os países europeus e, embora existam algumas competições de alto nível pela Europa (principalmente entre os países nórdicos), a realidade é que a grande maioria dos eventos tem um caráter amador e com pouca atenção do grande público.

Paulo Monteiro
Paulo Monteiro
OS FOGUETES SOBRE RODAS DA TOP FUEL

Já do lado de lá do oceano Atlântico a coisa é seria, e mesmo muito séria.

Aproveitando aeroportos recém-abandonados com o término da segunda guerra mundial, os americanos foram os primeiros a colocarem suas máquinas lado a lado pela honra de ser o mais rápido a cruzar a linha de chegada.

Com o passar dos anos, estas disputas informais deram lugar a imensos eventos organizados por confederações, suportados por grandes patrocinadores, equipas e pilotos profissionais, enorme cobertura da imprensa e tornaram-se uma paixão nacional dos americanos.

Entretanto, a despeito de tudo isso, a premissa básica das drag racings se mantem até os dias atuais, ou seja, ter o carro mais rápido da pista.

E quando o assunto é ser rápido, mesmo respeitando cada uma das muitas categorias que existem, nada é tão impressionante quanto os dragsters da categoria Top Fuel.

Galp
Galp
OS FOGUETES SOBRE RODAS DA TOP FUEL
OS FOGUETES SOBRE RODAS DA TOP FUEL

Estes foguetes do asfalto são máquinas com motores V8 de quase 11000 cv de potência, alimentadas por nitrometano. E ai está o segredo de tamanha potência. Para efeito de comparação, a gasolina precisa de 14,6 vezes a mesma massa de ar para queimar completamente. Por outro lado, o nitrometano precisa de apenas 1,7 vezes a mesma massa de ar.

Com toda esta cavalaria a disposição, um dragster da Top Fuel vai aos 160 km/h em 0.8 segundos, dobra esta velocidade em 2.2 segundos e percorre os 305 metros da pista em escassos 3.7 segundos, já acima dos 540 km/h e com 57 litros de nitrometano a menos no reservatório. Eu sei, é preciso ler com calma novamente para tentar assimilar tudo isso.

Para obter estes números, a resistência dos componentes de um dragster é levada ao limite extremo, o que obriga as equipas a reparar vários componentes após o término de cada corrida (inclusive o próprio motor que é desmontado completamente). Outro item descartado após os poucos segundos de uso são os pneus, que sofrem severamente para lidar com a potência brutal.

E claro, é preciso um piloto para tirar o melhor desta máquina fabulosa. E não é um simples mortal, como possa parecer.

Um piloto de dragster Top Fuel precisa ter reflexos extremamente afiados e excelentes preparos mental e físico para suportar uma força de 5 G no momento que as luzes verdes aparecem e, aproximadamente 7 G quando os paraquedas entram em ação para auxiliar na frenagem.

As provas de drag racing podem não ser uma unanimidade entre os fãs de automobilismo e certamente os Top Fuel estão na lista negra do Greenpeace, mas temos de admitir que estes monstros são o pináculo das competições de arrancada pelo mundo e carregam muita tecnologia, um trabalho árduo de engenharia, equipas altamente profissionais e pilotos com ótimo preparo físico e mental.

OS FOGUETES SOBRE RODAS DA TOP FUEL

As provas de drag racing não são propriamente populares entre os países europeus e, embora existam algumas competições de alto nível pela Europa (principalmente entre os países nórdicos), a realidade é que a grande maioria dos eventos tem um caráter amador e com pouca atenção do grande público.

Paulo Monteiro
Paulo Monteiro
OS FOGUETES SOBRE RODAS DA TOP FUEL

Já do lado de lá do oceano Atlântico a coisa é seria, e mesmo muito séria.

Aproveitando aeroportos recém-abandonados com o término da segunda guerra mundial, os americanos foram os primeiros a colocarem suas máquinas lado a lado pela honra de ser o mais rápido a cruzar a linha de chegada.

Com o passar dos anos, estas disputas informais deram lugar a imensos eventos organizados por confederações, suportados por grandes patrocinadores, equipas e pilotos profissionais, enorme cobertura da imprensa e tornaram-se uma paixão nacional dos americanos.

Entretanto, a despeito de tudo isso, a premissa básica das drag racings se mantem até os dias atuais, ou seja, ter o carro mais rápido da pista.

E quando o assunto é ser rápido, mesmo respeitando cada uma das muitas categorias que existem, nada é tão impressionante quanto os dragsters da categoria Top Fuel.

Xpeng G9
Xpeng G9
OS FOGUETES SOBRE RODAS DA TOP FUEL
OS FOGUETES SOBRE RODAS DA TOP FUEL

Estes foguetes do asfalto são máquinas com motores V8 de quase 11000 cv de potência, alimentadas por nitrometano. E ai está o segredo de tamanha potência. Para efeito de comparação, a gasolina precisa de 14,6 vezes a mesma massa de ar para queimar completamente. Por outro lado, o nitrometano precisa de apenas 1,7 vezes a mesma massa de ar.

Com toda esta cavalaria a disposição, um dragster da Top Fuel vai aos 160 km/h em 0.8 segundos, dobra esta velocidade em 2.2 segundos e percorre os 305 metros da pista em escassos 3.7 segundos, já acima dos 540 km/h e com 57 litros de nitrometano a menos no reservatório. Eu sei, é preciso ler com calma novamente para tentar assimilar tudo isso.

Para obter estes números, a resistência dos componentes de um dragster é levada ao limite extremo, o que obriga as equipas a reparar vários componentes após o término de cada corrida (inclusive o próprio motor que é desmontado completamente). Outro item descartado após os poucos segundos de uso são os pneus, que sofrem severamente para lidar com a potência brutal.

E claro, é preciso um piloto para tirar o melhor desta máquina fabulosa. E não é um simples mortal, como possa parecer.

Um piloto de dragster Top Fuel precisa ter reflexos extremamente afiados e excelentes preparos mental e físico para suportar uma força de 5 G no momento que as luzes verdes aparecem e, aproximadamente 7 G quando os paraquedas entram em ação para auxiliar na frenagem.

As provas de drag racing podem não ser uma unanimidade entre os fãs de automobilismo e certamente os Top Fuel estão na lista negra do Greenpeace, mas temos de admitir que estes monstros são o pináculo das competições de arrancada pelo mundo e carregam muita tecnologia, um trabalho árduo de engenharia, equipas altamente profissionais e pilotos com ótimo preparo físico e mental.