Tudo sobre o GP Australia 2022: o novo circuito, a grelha, as melhores estratégias
Espera-se mais uma 'luta' entre Max Verstappen e Charles Leclerc, com a McLaren e a Mercedes a rodarem mais próximas da Ferrari e da Red Bull

Tinha sido no ano de 2019 que a F1 esteve pela útima vez em Melbourne e a prova regressa agora com um circuito renovado.
O investimento de mais de milhões de dólares foi efetuado com o objectivo de proporcionar grandes batalhas em corrida e este parece ser o ano ideal para Melbourne. Vamos primeiro ver a renovação e as principais características do circuito.
O Circuito Albert Park em Melbourne
O circuito de Albert Park tem 5278 metros de comprimento e é composto por 14 curvas, 9 curvas para a direita e 5 curvas para a esquerda.
Os pilotos vão andar a médias superiores a 235 Kmh e vão dispor de 4 zonas de DRS, o que vai tornar as disputas por posição em pista bastante mais táticas, sendo este o único circuito do calendário com 4 zonas distintas disponíveis para ativar o DRS. Relembramos a última corrida em que Verstappen, em Red Bull, e Leclerc, em Ferrari, lutaram pela primeira posição na última zona de DRS do circuito, mas o piloto com vantagem na primeira zona ficava à mercê logo de seguida.
O circuito apresenta-se este ano com algumas 'evoluções' que convidam à ultrapassagem. A primeira das quais e a mais importante, foi a substituição da Chicane Clark pela curva 9 e 10, agora bastante mais rápidas. Há 5 curvas que estão agora mais largas, com um destaque para a curva 6, agora 7,5 metros mais larga do que há 3 anos.
O conjunto das zonas DRS, a abolição da chicane e a maior largura prmitiu tirar cerca de 3 segundos aos tempos por volta e permitirá mais ultrapassagens e maior interesse.
A certeza é a de que a pole position não é agora um bilhete para a vitória e a estratégia em corrida também vai ser determinante. A melhor estratégia para a corrida de amanhã
O GP da Austrália vai ter 58 voltas num total de mais de 300 Kms de prova. Com as alterações feitas no circuito, não será tão importante para pilotos e equipas 'segurarem as posições', pelo que se espera que grande parte das equipas opte por 2 paragens durante a corrida.
A primeira estratégia possível será 'uma paragem de médios para duros'
Isso signfica que a equipa e o piloto inciam o GP com pneus médios e fazem uma paragem, que acontecerá entre a volta 17 e a volta 27, para trocarem por pneus duros que tentarão levar até ao fim.
Esta parece ser ainda a estratégia mais rápida e relembramos que Hamilton, já este ano, usou pneus duros que aguentaram mais de 30 voltas em boas condições.
A segunda estratégia possível será 'duas paragens de médios para duros para médios'
Neste caso, a equipa e o piloto deverão começar com médios e decidir a primeira paragem nas boxes, mas cedo, pela volta 12. Saem montados com pneus duros e voltam a trocar para médios ali pela volta 40.
A diferença essencial vai estar na durabilidade dos pneus médios no asfalto australiano. Quase todos os pilotos vão equipar com médios no arranque da corrida e se a mistura se mostrar capaz de aguentar 17 voltas, então as equipas irão apontar para uma estratégia de uma paragem e montam pneus duros que deverão ser capazes de ir até ao final.
Se, pelo contrário, os médios tiverem um desgaste prematuro e obrigarem a uma ida às boxes mais cedo, então as equipas mudarão para um estratégia de 2 paragens.
Grelha de partida
1º C. Leclerc, Ferrari - 1m17,868s
2º M. Verstappen, Red Bull - 1m18,154s
3º S. Perez , Red Bull - 1m18,240s
4º L. Norris, McLaren - 1m18,703s
5º L. Hamilton, Mercedes - 1m18,825s






