Como eram os carros nos anos 50?
O mundo automóvel está constantemente a evoluir mas algumas das coisas que são obrigatórias ou garantidas hoje, não eram há bem pouco tempo. Já parou para pensar que há pouco tempo os carros não tinham cintos de segurança?

Sem cintos de segurança obrigatórios, GPS ou vidros automáticos, os nossos leitores da década de 50/60 recordam-se bem desta realidade. Muitas das funcionalidades que já nem nos questionamos da sua existência, não eram sequer opção há bem pouco tempo atrás.
Mais vale duas chaves na mão
Uma chave digital ou até mesmo uma chave única com direito a controle remoto é algo recente. Na década de 60 era muito frequente existirem carros com duas chaves diferentes: uma para destrancar as portas e outra para a ignição. Só mais perto dos anos 90 é que as chaves passaram a ser únicas e a apresentarem formatos mais práticos.
Se muitas vezes já não sabemos da chave do carro, imagine duas.
(Sem) Encosto de cabeça
Nos anos 50 os encostos de cabeça eram um verdadeiro luxo. A maioria dos automóveis não dispunham de apoios de cabeça e só mais tarde é que as investigações dos acidentes comprovaram a importância do encosto enquanto elemento de segurança.
Em 1969, os encostos de cabeça tornaram-se obrigatórios e o leque de ofertas começou a ser cada vez mais diversificado. Fixos ou integrados no assento, ajustáveis à posição do condutor ou ativos em episódio de colisão.
Cintos de Segurança
Os primeiros automóveis da história não contavam com cintos de segurança e assim se mantiveram até aos anos 40/50. Nessa altura em que o fluxo de trânsito aumentou, o número de acidentes acompanhou esse crescimento, trazendo outras preocupações e a necessidade da implementação de sistemas de segurança.
O primeiro a aplicar cintos de segurança dos automóveis foi Preston Tucker que, logo de seguida, foi replicado pela Nash e a Ford que introduziram este elemento opcionalmente na década de 50. Já nos anos 60, Nils Bohli desenvolveu a forma moderna do cinto de três pontas para o Volvo 122.
A lei do uso obrigatório do cinto de segurança só surgiu em 2005. É verdade, 2005! Parece que a nossa vida toda tivemos que utilizar o cinto que até chega a ser estranho pensar que já foi possível conduzir sem cintos de segurança.
Ar Condicionado? Nem está calor.
Um pouco antes dos anos 50 mas ainda muito curioso, é o aparecimento do ar condicionado, o fresquinho de verão que tão bem nos sabe. O primeiro carro com um sistema de ar condicionado semelhante ao atual surgiu em 1939. A parte mais incrível e cómica (pelo menos para nós), é que não existia embreagem no compressor e, por isso, quando quisesse desligar o sistema era necessário desligar também o carro, sair, abrir o capô e retirar a correia do compressor.
Segurança sem airbag?
O airbag vem integrado nos automóveis desde os primórdios e muito menos é obrigatório desde sempre. Na década de 50 arrancaram os primeiros testes e patentes das primeiras tentativas de segurança dos airbags.
Porém, só a partir de 1968 é que começaram a surgir as primeiras versões realmente funcionais deste elemento. Na década de 70, chegou a vez da Ford realizar uma experiência com airbags na sua frota, mas foi a Mercedes que, em 1981, lançou o Mercedes Classe S w126 com o primeiro airbag para condutor ainda que opcional. Hoje em dia, a sua existência passou a ser quase obrigatória.
Quem diria que iríamos chegar aqui, não é verdade? Quem diria que poderíamos vir a dar como garantidos tantos elementos de segurança e tantas outras tecnologias que nos salvam de uma carga de trabalhos e problemas. Esperamos que em 2040 voltemos a escrever este artigo e consideremos os atuais equipamentos rudimentares. É a mudança, é o futuro a chegar.






