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Gasolina azul, o combustível que reduz emissões até 20%

Criado pela Bosch, em parceria com a Shell e Volkswagen, "blue gasoline" utiliza componentes renováveis, entre os quais nafta e o etanol, e destina-se a uma utilização em modelos híbridos plug-in. Chega aos postos em maio, inicialmente nos postos de abastecimento das três empresas envolvidas no projeto.

Luís Neves
Luís Neves
Gasolina azul, o combustível que reduz emissões até 20%

A Bosch, Shell e Volkswagen apresentaram a blue gasoline (ou “gasolina azul”), uma gasolina de baixas emissões de carbono que promete uma redução das emissões de carbono de pelo menos 20% por quilómetro percorrido.

Em comunicado, as empresas indicam que “isto significa que, por exemplo, uma frota de 1.000 veículos Volkswagen Golf VIII 1.5 TSI poderá economizar mais de 230 toneladas métricas de CO₂ por ano, considerando uma quilometragem anual de 10 mil quilómetros cada”.

Estará disponível já em maio de 2021, inicialmente nos postos de abastecimento das três empresas envolvidas, sendo que o fornecimento da gasolina convencional Super 95 E10 será gradualmente eliminada. Posteriormente, o combustível será gradualmente disponibilizado nos postos de abastecimento convencionais, a começar pela Alemanha.

“Qualquer bocadinho de CO₂ que economizamos pode ajudar-nos a atingir as nossas metas climáticas”, afirma Uwe Gackstatter, presidente da divisão de Soluções de Powertrain da Bosch, na nota enviada às redações.

“O nosso novo combustível permite também a partir de agora que os motores a gasolina deem um grande passo em termos de sustentabilidade”, explica Felix Balthasar, responsável de Combustíveis Especiais da Shell.

Aconselhável para híbridos plug-in

Esta “gasolina azul” contém até 33% de componentes renováveis, estando aconselhada para híbridos plug-in, pelas suas caraterísticas, nomeadamente estabilidade perante a variação de temperaturas, que permite que a gasolina possa permanecer no depósito por longos períodos, sem adulteração, nos casos em que se privilegia a condução em modo elétrico.

Conta entre os seus diversos componentes a nafta e o etanol derivados de biomassa certificada pelo ISCC (International Sustainability and Carbon Certification). A nafta em particular, tem origem no chamado “tall oil” que é um sub-produto resultante do tratamento da polpa de madeira na produção de papel. De acordo com a Bosch, a nafta pode ainda ser obtida a partir de outros materiais residuais e de desperdício.

Contudo, a Bosch já fez saber que este novo tipo de gasolina não deverá ser visto como um substituto à eletromobilidade. Em vez disso, serve como um suplemento para os veículos existentes e para os motores de combustão interna que ainda vão existir nos próximos anos.

É compatível com as normas EN228/E10, sendo adaptada para todas as viaturas homologadas para Super 95, sem qualquer modificação. Terá um preço ligeiramente superior ao conhecido E10 (gasolina 98 octanas).

Gasolina azul, o combustível que reduz emissões até 20%

Criado pela Bosch, em parceria com a Shell e Volkswagen, "blue gasoline" utiliza componentes renováveis, entre os quais nafta e o etanol, e destina-se a uma utilização em modelos híbridos plug-in. Chega aos postos em maio, inicialmente nos postos de abastecimento das três empresas envolvidas no projeto.

Luís Neves
Luís Neves
Gasolina azul, o combustível que reduz emissões até 20%

A Bosch, Shell e Volkswagen apresentaram a blue gasoline (ou “gasolina azul”), uma gasolina de baixas emissões de carbono que promete uma redução das emissões de carbono de pelo menos 20% por quilómetro percorrido.

Em comunicado, as empresas indicam que “isto significa que, por exemplo, uma frota de 1.000 veículos Volkswagen Golf VIII 1.5 TSI poderá economizar mais de 230 toneladas métricas de CO₂ por ano, considerando uma quilometragem anual de 10 mil quilómetros cada”.

Estará disponível já em maio de 2021, inicialmente nos postos de abastecimento das três empresas envolvidas, sendo que o fornecimento da gasolina convencional Super 95 E10 será gradualmente eliminada. Posteriormente, o combustível será gradualmente disponibilizado nos postos de abastecimento convencionais, a começar pela Alemanha.

“Qualquer bocadinho de CO₂ que economizamos pode ajudar-nos a atingir as nossas metas climáticas”, afirma Uwe Gackstatter, presidente da divisão de Soluções de Powertrain da Bosch, na nota enviada às redações.

“O nosso novo combustível permite também a partir de agora que os motores a gasolina deem um grande passo em termos de sustentabilidade”, explica Felix Balthasar, responsável de Combustíveis Especiais da Shell.

Galp
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Combustível terá um preço ligeiramente superior ao conhecido E10 (gasolina 98 octanas).

Aconselhável para híbridos plug-in

Esta “gasolina azul” contém até 33% de componentes renováveis, estando aconselhada para híbridos plug-in, pelas suas caraterísticas, nomeadamente estabilidade perante a variação de temperaturas, que permite que a gasolina possa permanecer no depósito por longos períodos, sem adulteração, nos casos em que se privilegia a condução em modo elétrico.

Conta entre os seus diversos componentes a nafta e o etanol derivados de biomassa certificada pelo ISCC (International Sustainability and Carbon Certification). A nafta em particular, tem origem no chamado “tall oil” que é um sub-produto resultante do tratamento da polpa de madeira na produção de papel. De acordo com a Bosch, a nafta pode ainda ser obtida a partir de outros materiais residuais e de desperdício.

Contudo, a Bosch já fez saber que este novo tipo de gasolina não deverá ser visto como um substituto à eletromobilidade. Em vez disso, serve como um suplemento para os veículos existentes e para os motores de combustão interna que ainda vão existir nos próximos anos.

É compatível com as normas EN228/E10, sendo adaptada para todas as viaturas homologadas para Super 95, sem qualquer modificação. Terá um preço ligeiramente superior ao conhecido E10 (gasolina 98 octanas).

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