Mercado automóvel: Março com "sinal mais" mas trimestre no negativo
O mês de março trouxe uma lufada de ar fresco ao mercado nacional de ligeiros de passageiros. De acordo com os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), foram matriculadas 12 699 unidades, o que representa um crescimento de 19,8 por cento, comparativamente com o mês homólogo de 2020. Contudo, este mês não deverá ser considerado grande referência, uma vez que, e recorde-se, assinalou a entrada no primeiro confinamento, em consequência da pandemia de Covid-19 e o inerente encerramento de todos os estabelecimentos de vendas de veículos, levando a uma quebra de 43,5% em comparação com março de 2019.

Peugeot comanda ligeiros de passageiros
No que respeita a construtores, o comando da tabela dos ligeiros de passageiros continua sob a responsabilidade da Peugeot , que matriculou 1 659 unidades o que corresponde a uma subida de 93.8 por cento, face a março do ano passado. O segundo melhor registo foi assegurado pela Mercedes, que apesar de não ter apresentado um crescimento tão expressivo (1,5%), conseguiu matricular 1 210 viaturas. O último lugar deste pódio ficou a cargo da Renault, que apesar de ter fechado as contas no “vermelho”, conseguiu colocar no mercado 1 151 unidades e ser o último fabricante a conseguir ultrapassar o milhar de viaturas.
O quarto melhor registo de março pertenceu à Citroën que conseguiu alcançar as 889 matrículas, dobrando quase o número conseguido em igual período do ano anterior (98,4%). O fecho do top five ficou a cargo da BMW, a apenas a três matrículas da marca do “double chevron”, 886 viaturas e um o crescimento de 3,4 %. Mas, tal como a Mercedes, continua a marcar uma posição cimeira numa tabela que por tradição sempre pertença dos denominados construtores generalistas.
A Nissan com uma taxa de crescimento de 66,0 pontos percentuais e 767 automóveis assegurou a sexta melhor prestação do mês passado. Seguida da Opel, em sétimo, que alcançou as 717 matrículas e um índice de penetração de 131,3%. A Seat (677 unidades) e Toyota (614 unidades), no oitavo e nono lugar respetivamente, apesar de não terem evitado entrar numa variação negativa, continuaram sólidas no grupo dos “dez mais”. Este grupo foi completado pela Volkswagen que fechou o mês com 612 matrículas e um crescimento de 26,4 pontos percentuais
Março já deu sinais de melhoria mas ainda não conseguiu “limpar” o registo do primeiro trimestre, que ainda se encontra com variação negativa (-31,5%). 
Contas do trimestre
A contabilidade acumulada, dos três primeiros meses de 2021, revela uma descida de 31,5 pontos percentuais, em comparação com igual período de 2020, que como já referimos, não foi propriamente bom. Numa tabela composta por 40 representantes, quase nenhum escapou a variações negativas, exceção feita para a Jeep e para a Ferrari, sem esquecer que estamos a falar de outros volumes de vendas. O comando desta tabela continua a pertencer à Peugeot, perdeu 5,9% face aos três primeiros meses de 2020, mas soma 4 594 unidades. As eternas “concorrentes” Mercedes e BMW, completaram, por esta ordem, os restantes lugares do pódio e revelaram quebras muitos semelhantes, -21,9% para a casa de Estugarda (3 286 unidades) e - 19,9% para o construtor de Munique (2 579 unidades).







