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Toyota Corolla: um segmento C, com um “B”…

Há muitos, muitos anos, num tempo distante em que não havia internet nem pandemias, alguém disse: “Toyota veio para ficar… e ficou mesmo!” O Corolla é o modelo que fez da Toyota o que ela é em Portugal. “Carregou” a marca japonesa às costas durante os anos 60 e 70 e empurrou-a para outras “loucuras” nos 80.

Pedro Gil de Vasconcelos
Pedro Gil de Vasconcelos
Toyota Corolla: um segmento C, com um “B”…

O Corolla é um desses modelos que me lembram corridas. Lembro-me de os ver nos circuitos, nos ralis e lembro-me também de participar em muitos e bons ralis, no banco da direita de Corollas. Lembro-me também de os conduzir. Do tracção traseira, que prometia diversão a rodos, a obrigar a que muitas curvas tivessem que ser feitas sem tirar pé, com as rodas viradas ao contrário do que poderia parecer lógico e um friozinho na barriga. Do tracção dianteira, equilibrado, eficiente e igualmente divertido que se conduzia tanto com o volante como com o acelerador, bastante mais sub-virador do que o “irmão mais velho”, mas capaz de facilmente ser recolocado no caminho certo, com um simples aliviar de acelerador. Mas há uma outra coisa que lembro destes e acho que de todos os Corollas que conheci: eram carros muito difíceis de estragar!

Xpeng G9
Xpeng G9
A Corolla Trek Touring Sport 1.8 Hsd é proposta por 33.050,00€.
Toyota Corolla: um segmento C, com um “B”…

Na idade da razão

Nos últimos anos acho que perderam muita da graça que tinham. Como quase todos os carros, tornaram-se “adultos” com o passar dos anos. Ora o Corolla já vai na 12ª geração e por isso, tem tudo para ser “adulto”. Conduzi o Corolla Trek Touring Sport 1.8 Hsd, que é como quem diz a “station wagon” do segmento C da Toyota, que é impulsionada por um motor híbrido de 1.8 de cilindrada, que aliado ao motor elétrico desenvolve uns 122 cavalos. Para um carro “adulto” até tem umas linhas que inspiram juventude. É claramente um produto do final da segunda década do século XXI, se bem que teve o bom senso de não cair nos exageros de “angulosidades” de alguns dos seus concorrentes.

Ao volante

Bem, o melhor é sentarmo-nos ao volante e seguir para a estrada. Mas, antes. vamos colocar cinco adultos, um deles até um bocadinho para o anafado, e as respectivas bagagens dentro do carro. Desafio superado… vamos a ver daqui a 200 quilómetros. Carrego no botão da ignição. Acendem-se luzes (se fosse num dos mais novos já estava a ouvir o motor e a sentir alguma trepidação) e o carro está pronto para arrancar. Mão no comando da caixa e como é automática, entende-se o porquê de só haver um par de pedais… É tempo de selecionar o “R” e ver que há uma posição “B” na caixa. “Mas então isto não devia ser só PRND?” pergunto-me. Passo para “D” e sigo. Rua fora e o primeiro objectivo é rolar sem utilizar o motor térmico. Juízo no acelerador e desde que o piso seja plano consegue-se rodar uma boa meia dúzia de quilómetros só em modo eléctrico. Uma espreitadela ao ecrã de oito polegadas que existe no centro do tablier, ajuda a avaliar a forma de condução, em que o “EV Mode” optimiza a gestão da bateria, para ajudar a poupar. Na consola central, no topo, encontram-se dois botões: o tal “EV Mode” e ao lado o “Drive Mode”, onde se pode optar pelo modo de condução, tal como o nome indica. Autoestrada fora e tudo deslisa sem stresses. O posto de condução é cómodo e os outros quatro também não se queixam. O companheiro do lado vai-se entretendo com o painel táctil...

  • “Estamos a fazer uma média de 5.2 litros aos cem”.

  • “Bate certo”, digo eu.

  • “Estamos a fazer uma média de 89 Km/h”.

  • “Foi aquela experiência de andar só com motor eléctrico que ajudou a esses tais 5,2”, digo eu .

Continua a mexer no ecrã e quando passa pelo GPS avisa-me que tenho que sair a cem metros. “Trava bem e curva bem” é a conclusão a que chego. Depois vem a estrada da serra, sempre a subir o Corolla porta-se bem. Aproveito para alterar o “Drive Mode”, o painel passa a vermelho e lá atrás as coisas ainda continuam bem. O Corolla , apesar de ser uma versão com chassis mais longo, curva bem e o motor 1.8 a gasolina de 98 cv e 142 Nm aliado ao motor eléctrico de 72 cv e 163 Nm oferece uma potência combinada de 122 cv, que transmitem saúde (coisa rara nestes tempos de pandemia). Definitivamente o Corolla parece menos “adulto” do que prometia no início. A caixa CVT responde bem e continuo a interrogar-me sobre a serventia daquele “B”. chega uma descida e o peso do conjunto (cinco adultos e recordo que um deles é anafado, mais bagagem de todos para o fim-de-semana) provoca algum esforço nos travões. O companheiro do lado, tipo curioso e interessado, abre o livro de instruções e anuncia: “A descer deves usar a posição “B” da caixa de velocidades, provoca menos esforço nos travões, porque aumenta a carga do motor”. O mistério estava resolvido! Chegamos todos ao destino, bem dispostos e com a impressão de que o novo Corolla é um “adulto” mas daqueles divertidos.

Toyota Corolla: um segmento C, com um “B”…

Há muitos, muitos anos, num tempo distante em que não havia internet nem pandemias, alguém disse: “Toyota veio para ficar… e ficou mesmo!” O Corolla é o modelo que fez da Toyota o que ela é em Portugal. “Carregou” a marca japonesa às costas durante os anos 60 e 70 e empurrou-a para outras “loucuras” nos 80.

Pedro Gil de Vasconcelos
Pedro Gil de Vasconcelos
Toyota Corolla: um segmento C, com um “B”…

O Corolla é um desses modelos que me lembram corridas. Lembro-me de os ver nos circuitos, nos ralis e lembro-me também de participar em muitos e bons ralis, no banco da direita de Corollas. Lembro-me também de os conduzir. Do tracção traseira, que prometia diversão a rodos, a obrigar a que muitas curvas tivessem que ser feitas sem tirar pé, com as rodas viradas ao contrário do que poderia parecer lógico e um friozinho na barriga. Do tracção dianteira, equilibrado, eficiente e igualmente divertido que se conduzia tanto com o volante como com o acelerador, bastante mais sub-virador do que o “irmão mais velho”, mas capaz de facilmente ser recolocado no caminho certo, com um simples aliviar de acelerador. Mas há uma outra coisa que lembro destes e acho que de todos os Corollas que conheci: eram carros muito difíceis de estragar!

Galp
Galp
A Corolla Trek Touring Sport 1.8 Hsd é proposta por 33.050,00€.
Toyota Corolla: um segmento C, com um “B”…

Na idade da razão

Nos últimos anos acho que perderam muita da graça que tinham. Como quase todos os carros, tornaram-se “adultos” com o passar dos anos. Ora o Corolla já vai na 12ª geração e por isso, tem tudo para ser “adulto”. Conduzi o Corolla Trek Touring Sport 1.8 Hsd, que é como quem diz a “station wagon” do segmento C da Toyota, que é impulsionada por um motor híbrido de 1.8 de cilindrada, que aliado ao motor elétrico desenvolve uns 122 cavalos. Para um carro “adulto” até tem umas linhas que inspiram juventude. É claramente um produto do final da segunda década do século XXI, se bem que teve o bom senso de não cair nos exageros de “angulosidades” de alguns dos seus concorrentes.

Ao volante

Bem, o melhor é sentarmo-nos ao volante e seguir para a estrada. Mas, antes. vamos colocar cinco adultos, um deles até um bocadinho para o anafado, e as respectivas bagagens dentro do carro. Desafio superado… vamos a ver daqui a 200 quilómetros. Carrego no botão da ignição. Acendem-se luzes (se fosse num dos mais novos já estava a ouvir o motor e a sentir alguma trepidação) e o carro está pronto para arrancar. Mão no comando da caixa e como é automática, entende-se o porquê de só haver um par de pedais… É tempo de selecionar o “R” e ver que há uma posição “B” na caixa. “Mas então isto não devia ser só PRND?” pergunto-me. Passo para “D” e sigo. Rua fora e o primeiro objectivo é rolar sem utilizar o motor térmico. Juízo no acelerador e desde que o piso seja plano consegue-se rodar uma boa meia dúzia de quilómetros só em modo eléctrico. Uma espreitadela ao ecrã de oito polegadas que existe no centro do tablier, ajuda a avaliar a forma de condução, em que o “EV Mode” optimiza a gestão da bateria, para ajudar a poupar. Na consola central, no topo, encontram-se dois botões: o tal “EV Mode” e ao lado o “Drive Mode”, onde se pode optar pelo modo de condução, tal como o nome indica. Autoestrada fora e tudo deslisa sem stresses. O posto de condução é cómodo e os outros quatro também não se queixam. O companheiro do lado vai-se entretendo com o painel táctil...

  • “Estamos a fazer uma média de 5.2 litros aos cem”.

  • “Bate certo”, digo eu.

  • “Estamos a fazer uma média de 89 Km/h”.

  • “Foi aquela experiência de andar só com motor eléctrico que ajudou a esses tais 5,2”, digo eu .

Continua a mexer no ecrã e quando passa pelo GPS avisa-me que tenho que sair a cem metros. “Trava bem e curva bem” é a conclusão a que chego. Depois vem a estrada da serra, sempre a subir o Corolla porta-se bem. Aproveito para alterar o “Drive Mode”, o painel passa a vermelho e lá atrás as coisas ainda continuam bem. O Corolla , apesar de ser uma versão com chassis mais longo, curva bem e o motor 1.8 a gasolina de 98 cv e 142 Nm aliado ao motor eléctrico de 72 cv e 163 Nm oferece uma potência combinada de 122 cv, que transmitem saúde (coisa rara nestes tempos de pandemia). Definitivamente o Corolla parece menos “adulto” do que prometia no início. A caixa CVT responde bem e continuo a interrogar-me sobre a serventia daquele “B”. chega uma descida e o peso do conjunto (cinco adultos e recordo que um deles é anafado, mais bagagem de todos para o fim-de-semana) provoca algum esforço nos travões. O companheiro do lado, tipo curioso e interessado, abre o livro de instruções e anuncia: “A descer deves usar a posição “B” da caixa de velocidades, provoca menos esforço nos travões, porque aumenta a carga do motor”. O mistério estava resolvido! Chegamos todos ao destino, bem dispostos e com a impressão de que o novo Corolla é um “adulto” mas daqueles divertidos.